Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul
IPHAE
Organização
Missão Preservação dos bens considerados de relevância histórica, artística e cultural no estado do Rio Grande do Sul
Dependência Secretaria da Cultura do Estado
Governo do Estado
Localização
Jurisdição territorial  Rio Grande do Sul
Sede Porto Alegre
Histórico
Antecessor Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (CPHAE)
Criação 23 de novembro de 1990 (35 anos)
Sítio na internet
iphae.rs.gov.br

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS (IPHAE) é o órgão no estado do Rio Grande do Sul responsável pela preservação dos bens considerados de relevância histórica, artística e cultural.

História

O primeiro órgão voltado para a defesa do patrimônio histórico estadual, a Divisão de Cultura do estado, foi criada em 1954, dentre cujas funções estava prevista a preservação da arquitetura notável e do folclore. No ano de 1964 foi criada a Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS, como um departamento da Divisão de Cultura, que de 1979 em diante passou a se denominar Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, nome que voltaria a ser mudado em 1990, quando as coordenadorias, através da Portaria nº 11/90, passaram a constituir Institutos, designação que perdura até hoje.

O primeiro tombamento realizado foi a Ponte 25 de Julho, na cidade de São Leopoldo, em 1980. Em agosto de 2025, o Instituto havia alcançado um total de 160 tombamentos e 5 registros de Patrimônio Cultural Imaterial.

Atuação

Em 1983 todas as atividades de caráter patrimonial no RS foram integradas em um Sistema Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, do qual o Instituto faz parte como órgão supervisor, orientador, técnico e executivo, inclusive interligando o Sistema a associações civis, a órgãos correspondentes em outros estados da Federação, a instâncias federais de preservação e entidades internacionais.

Conforme o Decreto Estadual nº 31.049, de 12 de janeiro de 1983, são compreendidos como bens do patrimônio cultural estadual:

“I - os acervos bibliográfico, documental, artístico, administrativo, jornalístico, notarial e eclesiástico, ligados significativamente à formação histórica, social cultural e administrativa do Estado;
II - os objetos culturais marcantes da vida pregressa da gente rio-grandense, de suas etnias, culturas e miscigenações e de seus costumes, trabalhos, artes, ferramentas, utensílios, indumentária e armamento;
III - os bens representativos de atividades pioneiras no desenvolvimento dos setores primário, secundário e terciário do Estado, e no de sua infra-estrutura material, social e administrativa;
IV - as obras artísticas de autores rio-grandenses ou aqui produzidas, representativas das diversas fases artístico-culturais marcantes para o Estado;
V - as manifestações folclóricas, em todos os seus aspectos;
VI - as peças de valor paleontológico, arqueológico e antropológico;
VII - as áreas de relevante significação histórica, arqueológica ou paleontológica;
VIII - as reservas biológicas, os parques, as florestas naturais, a flora e a fauna nativas;
IX - as construções urbanas, suburbanas e rurais, de expressivo significado histórico, arquitetônico ou técnico;
X - os monumentos naturais, os sítios e as paisagens de feição notável, e que, por suas características, devam merecer resguardo por motivos preservacionistas, educacionais, científicos ou de lazer públicos.”

A ação principal do Instituto se define no tombamento do bem considerado de interesse público, seja ele material ou imaterial. O Instituto ainda orienta ações de restauro e cooperação técnica, auxilia na instrução de processos municipais de tombamento e preservação, mantém publicações voltadas ao patrimônio e a sua preservação e dá assessoria para projetos de preservação que visam obter patrocínio das Leis de Incentivo à Cultura e para órgãos federais.

Ver também

Referências

  1. ↑ Povo, Correio do (17 de agosto de 2025). «Patrimônio histórico e cultural é preservado no RS». Correio do Povo. Consultado em 24 de junho de 2026
  2. 1 2 Rio Grande do Sul. Decreto nº 31.049, de 12 de janeiro de 1983. Organiza sob a forma de sistema as atividades de preservação do patrimônio cultural. Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Acesso em 24 jun 2026.
  3. ↑ «Iphae – Histórico». Secretaria da Cultura. 24 de abril de 2018. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2025
  4. 1 2 IPHAE. «Histórico». iphae.rs.gov.br. Consultado em 24 de junho de 2026. Cópia arquivada em 15 de fevereiro de 2026
  5. ↑ «Instituto estadual do patrimônio histórico confere o andamento da revitalização da Gare». Diário de Santa Maria. Consultado em 25 de junho de 2026
  6. ↑ «Bagé é reconhecida pelo Iphae como parte da história das Missões Jesuíticas no RS | GZH». GZH. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2025

Ligações externas