IPhone Duo

iPhone Duo
Logótipo
MarcaApple
FabricanteApple
SérieiPhone
TipoSmartphone dobrável
Lançamento23 de outubro de 2026
Preço inicial (em €)2399 €
Preço inicial (em R$)R$ 21999
EcrãTela interna Super Retina XDR OLED dobrável de 7,6 polegadas, 1878 × 2670 pixels, 430 ppp
Ecrã exteriorTela Super Retina XDR OLED de 5,4 polegadas, 1398 × 2034 pixels, 460 ppp
CâmaraSistema de câmera dupla Fusion de 48 MP (principal + ultra-angular) Segunda câmara:
Câmera frontal Center Stage de 12 MP (externa) e câmera FaceTime sob a tela (interna)
Sistema operativoiOS 27.1
Entrada
CPU6 núcleos (2 supernúcleos e 4 núcleos de eficiência)
GPUGPU de 7 núcleos com Neural Accelerators
Armazenamento256 GB, 512 GB, 1 TB ou 2 TB
Rede5G, LTE
Conectividade
BateriaDuas baterias internas recarregáveis de íon de lítio
Dimensões
  • Aberto: 164,6 × 117,8 × 5,2 mm
  • Fechado: 84,1 × 117,8 × 11,3 mm
Peso254 g
RelacionadoiPhone 18 Pro
Sítio oficialwww.apple.com/br/iphone-duo/

iPhone Duo é um smartphone dobrável desenvolvido e comercializado pela Apple. É o primeiro modelo dobrável da linha iPhone. Foi anunciado oficialmente em 9 de setembro de 2026, durante o evento de produtos da Apple denominado Surprise and shine, realizado em Apple Park, em Cupertino, Califórnia.

O aparelho adota um formato semelhante ao de um livro, com uma tela externa de 5,4 polegadas para uso quando fechado e uma tela interna dobrável de 7,6 polegadas revelada ao abrir o dispositivo lateralmente. Quando aberto, tem 5,2 mm de espessura, sendo descrito pela Apple como o iPhone mais fino já produzido. A tela interna tem uma área de visualização 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max e, na época do anúncio, era a maior tela já utilizada em um iPhone.

O iPhone Duo utiliza o chip A20 Pro, o modem celular C2 da Apple e um sensor Touch ID integrado ao botão lateral. A Apple também anunciou compatibilidade com o Apple Pencil (USB-C) nas duas telas, com disponibilização prevista para mais tarde em 2026. Na parte traseira há duas câmeras Fusion de 48 MP, enquanto a tela interna utiliza uma câmera FaceTime instalada sob a tela.

As pré-vendas começam em 16 de outubro de 2026 e o lançamento está previsto para 23 de outubro. Nos Estados Unidos, o modelo de 256 GB tem preço inicial de US$ 1.999. No Brasil, o preço inicial anunciado é de R$ 21.999 para 256 GB, enquanto em Portugal o mesmo modelo custa € 2.399.

Desenvolvimento

Pesquisas sobre dispositivos dobráveis

As pesquisas da Apple envolvendo dispositivos eletrônicos flexíveis antecedem em mais de uma década o anúncio do iPhone Duo.

Em 6 de julho de 2011, a Apple apresentou nos Estados Unidos um pedido de patente intitulado Flexible display devices. O documento descrevia um dispositivo eletrônico composto por diferentes partes de um gabinete unidas por uma dobradiça e uma tela flexível que se estendia sobre essas partes. A patente foi concedida em 22 de julho de 2014 como a patente norte-americana US 8,787,016.

A patente previa, entre outras possibilidades, uma estrutura na qual as duas partes do gabinete poderiam girar entre uma configuração com as superfícies da tela voltadas uma para a outra e outra na qual ficassem voltadas para direções opostas. O documento, entretanto, não constituía por si só um plano de comercialização do futuro iPhone Duo, mas demonstrava que a Apple pesquisava aplicações para telas flexíveis em dispositivos eletrônicos.

Segundo uma reportagem publicada pela Bloomberg em setembro de 2026, baseada em entrevistas com pessoas envolvidas no desenvolvimento, engenheiros da Apple começaram a trabalhar de forma mais concreta em um iPhone dobrável por volta de 2016.

Em 2017, reportagens originadas na imprensa sul-coreana afirmaram que a Apple trabalhava com a LG Display no desenvolvimento de telas OLED dobráveis para futuros iPhones. Segundo essas informações, a LG Display havia criado uma equipe dedicada ao desenvolvimento de painéis OLED dobráveis, enquanto a LG Innotek trabalhava em placas de circuito flexíveis relacionadas ao projeto.

Estudos entre 2018 e 2020

Segundo uma reportagem de 2024 do The Information, baseada em entrevistas com antigos funcionários da Apple e outras fontes, Tim Cook, então diretor executivo da empresa, já questionava designers e engenheiros sobre a viabilidade de um iPhone dobrável pelo menos desde 2018. No mesmo ano, teria sido apresentada a Cook uma demonstração de uma tela dobrável de aproximadamente sete polegadas, à qual ele teria reagido favoravelmente.

Nos estágios iniciais, uma das possibilidades estudadas era um aparelho com dobra para fora, deixando a tela flexível exposta no exterior quando o dispositivo estivesse fechado. A solução levantava preocupações de durabilidade, especialmente em caso de quedas. A equipe de design industrial da Apple também teria exigido que o aparelho, quando fechado, não fosse excessivamente espesso, o que implicaria que cada metade tivesse aproximadamente metade da espessura de um iPhone convencional da época. Restrições relacionadas à bateria e aos componentes da tela dificultavam o cumprimento desse objetivo.

Além de questões técnicas relacionadas à durabilidade da tela e à dobra visível, a Apple teria discutido internamente se o dispositivo ofereceria benefícios suficientes, além da própria capacidade de dobrar, para justificar um preço superior ao de um iPhone convencional.

Segundo o The Information, por volta de 2020 a Apple reduziu temporariamente a prioridade do projeto de um iPhone dobrável e concentrou parte dos esforços em um iPad dobrável, aproximadamente do tamanho de um iPad mini, com tela interna de cerca de oito polegadas.

Uma reconstrução posterior da história do projeto publicada pela Bloomberg em 2026 apresentou uma ênfase diferente. De acordo com esse relato, Cook teria retornado de uma viagem à Ásia por volta de 2020 impressionado com a crescente presença de smartphones dobráveis de fabricantes como Samsung e Huawei, passando a pressionar pela aceleração do projeto de um iPhone dobrável.

Segundo a mesma reportagem, as primeiras fases do projeto foram conduzidas sob Dan Riccio, que dirigiu a engenharia de hardware da Apple antes de John Ternus. Entre os principais desafios tecnológicos estavam a redução da dobra visível no centro da tela, o aumento da confiabilidade da dobradiça, o desenvolvimento de uma cobertura flexível para a tela e a implementação de uma câmera sob o painel. A Bloomberg também relatou que a Apple trabalhou com a Corning em soluções de vidro de cobertura flexível.

Protótipos de tela em 2021

Em janeiro de 2021, a Bloomberg informou que a Apple havia iniciado trabalhos preliminares em um possível iPhone dobrável.

Naquele estágio, os protótipos produzidos pela Apple consistiam principalmente em telas dobráveis destinadas a testes internos, e não em aparelhos completos. A empresa também não havia decidido formalmente comercializar o produto. Segundo a reportagem, diferentes dimensões de tela e mecanismos de dobradiça estavam sendo avaliados com o objetivo de permitir uma tela maior sem aumentar excessivamente as dimensões do aparelho.

Desenvolvimento de modelos tipo concha

Em fevereiro de 2024, o The Information relatou que a Apple havia construído pelo menos dois protótipos de iPhone dobrável. Ambos adotavam um formato tipo concha, dobrando-se verticalmente de maneira semelhante à linha Samsung Galaxy Z Flip.

Esses protótipos não faziam parte dos planos de produção em massa para 2024 ou 2025. A Apple havia procurado pelo menos um fabricante asiático para discutir o fornecimento de componentes, mas, segundo a reportagem, ainda poderia cancelar o produto caso ele não atendesse aos padrões técnicos da empresa.

Em julho do mesmo ano, o The Information informou que a Apple havia avançado no desenvolvimento do iPhone dobrável e atribuído ao projeto o codinome V68. Como a empresa teria começado a trabalhar com fornecedores em componentes destinados ao produto, a publicação considerou que o projeto havia avançado além da simples fase conceitual.

O V68 descrito nessa reportagem ainda possuía formato tipo concha. A partir de 2025, entretanto, começaram a predominar relatos de que o primeiro iPhone dobrável destinado à comercialização adotaria uma estrutura semelhante à de um livro, abrindo-se lateralmente.

Transição para o formato de livro

Em março de 2025, o analista Ming-Chi Kuo, conhecido por suas análises da cadeia de fornecedores da Apple, previu que o primeiro iPhone dobrável comercializado pela empresa adotaria um formato de livro, e não tipo concha.

Kuo estimou que o aparelho teria uma tela interna de aproximadamente 7,8 polegadas e uma externa de cerca de 5,5 polegadas, com espessura de aproximadamente 4,5 a 4,8 mm quando aberto e de 9 a 9,5 mm quando fechado. Também previu o uso de ligas de titânio na estrutura e na dobradiça.

Ainda naquele mês, previsões de analistas como Jeff Pu apontavam dimensões de tela semelhantes, enquanto reportagens indicavam que o aparelho avançava para a fase de NPI (New Product Introduction) na Foxconn.

Kuo posteriormente previu que o uso de metal líquido em componentes da dobradiça aumentaria sua durabilidade e ajudaria a reduzir a marca de dobra no centro da tela.

O iPhone Duo anunciado em setembro de 2026 manteve o formato básico de livro previsto nos relatos anteriores, mas suas especificações finais divergiram parcialmente das estimativas: a tela interna mede 7,6 polegadas, a externa 5,4 polegadas e a espessura quando aberto é de 5,2 mm.

Finalização em 2026

Em março de 2026, a Bloomberg informou que a Apple estava adaptando a interface do iOS para o futuro iPhone dobrável.

A reportagem dizia que o sistema adotaria, quando o aparelho estivesse aberto, uma organização mais próxima da utilizada no iPad, incluindo a possibilidade de exibir aplicativos lado a lado.

Pouco antes do anúncio, uma reportagem da Bloomberg sobre a história do desenvolvimento afirmou que, além de Tim Cook, John Ternus — que havia liderado por anos a engenharia de hardware da Apple e se tornou diretor executivo em setembro de 2026 — foi um dos principais defensores do lançamento do produto.

Em 9 de setembro de 2026, a Apple anunciou oficialmente o iPhone Duo.

Design

Estrutura

O iPhone Duo utiliza uma estrutura dobrável em formato de livro, com uma dobradiça central que permite abrir e fechar as duas metades lateralmente. Aberto, mede 164,6 mm de largura, 117,8 mm de altura e 5,2 mm de espessura; fechado, mede 84,1 mm de largura, 117,8 mm de altura e 11,3 mm de espessura. O aparelho pesa 254 g.

A estrutura é fabricada em titânio, com uso de titânio de grau 5 no chassi e na cobertura da dobradiça. A parte frontal é protegida por Ceramic Shield 2, enquanto a traseira utiliza Ceramic Shield. O aparelho possui classificação IP68 de resistência à água e poeira. Segundo a Apple, nos testes realizados de acordo com a norma IEC 60529, o dispositivo suporta imersão a uma profundidade máxima de seis metros por até 30 minutos.

A dobradiça é composta por mais de cem componentes e foi projetada para sustentar a região central da tela quando o aparelho está totalmente aberto. A estrutura interna inclui reforços e uma placa de titânio sob a tela dobrável para aumentar a rigidez e a durabilidade.

As opções de cor são Céu noturno e Branco-estrela.

Telas

A tela interna é uma Super Retina XDR OLED dobrável de 7,6 polegadas, com resolução de 1878 × 2670 pixels e densidade de 430 ppp. Segundo a Apple, o conjunto da tela é formado por dez camadas ultrafinas e utiliza acabamento nano-texture para reduzir reflexos, além de OLED com amplo ângulo de visão.

A tela externa é uma Super Retina XDR OLED de 5,4 polegadas, com resolução de 1398 × 2034 pixels e densidade de 460 ppp. As duas telas foram projetadas com a mesma proporção de imagem, permitindo que o conteúdo mantenha proporções semelhantes ao alternar entre elas.

Ambas oferecem ProMotion com taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz, tela Sempre Ativa, HDR, True Tone e ampla tonalidade de cores P3. O pico de brilho em ambientes externos chega a 3.000 nits.

A Apple anunciou ainda que ambas serão compatíveis com o Apple Pencil (USB-C). O suporte está previsto para ser disponibilizado mais tarde em 2026, e não necessariamente no lançamento inicial do aparelho.

Hardware

Processador e refrigeração

O iPhone Duo utiliza o A20 Pro. O chip inclui uma CPU de seis núcleos, formada por dois supernúcleos e quatro núcleos de eficiência, uma GPU de sete núcleos com Neural Accelerators e um Duplo Neural Engine de 16 núcleos. Também oferece ray tracing acelerado por hardware.

Segundo a Apple, a CPU de seis núcleos é até 20% mais rápida que a do A19 Pro, enquanto a largura de banda da memória unificada é até 50% maior. Para controle térmico, o aparelho emprega uma câmara de vapor desenvolvida especificamente para seu formato.

Bateria e carregamento

O iPhone Duo é o primeiro iPhone a empregar uma arquitetura formada por duas baterias internas, uma em cada lado do aparelho. A Apple anuncia até 24 horas de uso típico por carga. A reprodução de vídeo chega a até 44 horas com a tela externa e 31 horas com a interna; em streaming, os valores anunciados são de até 37 e 26 horas, respectivamente.

Com carregamento por cabo USB-C e adaptador de 60 W ou superior, a bateria pode atingir até 50% em aproximadamente 20 minutos. O aparelho suporta carregamento sem fio MagSafe e Qi2 de até 25 W. Com adaptador de pelo menos 35 W e carregador MagSafe, a Apple estima carga de até 50% em aproximadamente 30 minutos.

Comunicações

A conectividade celular utiliza o modem C2, desenvolvido pela Apple. O aparelho também inclui o chip de rede sem fio Apple N1, Wi-Fi 7 com MIMO 2×2, Bluetooth 6, Thread, chip Apple de banda ultralarga de segunda geração e NFC.

A porta USB-C é compatível com DisplayPort e USB 3, com velocidade de transferência de dados de até 10 Gb/s.

O iPhone Duo não possui compartimento para cartão SIM físico em nenhum mercado e utiliza exclusivamente eSIM. É possível manter dois eSIM ativos simultaneamente e armazenar oito ou mais perfis de eSIM no aparelho.

Biometria

A autenticação biométrica é realizada por Touch ID, com o leitor de impressões digitais integrado ao botão lateral.

Antes do anúncio, Ming-Chi Kuo havia previsto que o modelo utilizaria Touch ID em vez de Face ID para economizar espaço interno no aparelho dobrável. O produto final confirmou a adoção do sensor lateral.

Câmeras

Na parte traseira, o iPhone Duo possui um sistema de câmera dupla Fusion de 48 MP. Ele é composto por uma câmera Fusion principal de 48 MP equivalente a 26 mm e abertura ƒ/1.6, e uma Fusion ultra-angular de 48 MP equivalente a 13 mm, abertura ƒ/2.2 e campo de visão de 120 graus.

A câmera principal utiliza a região central do sensor para fornecer uma opção teleobjetiva de 12 MP com qualidade óptica de 2×. O sistema oferece zoom in de 2× com qualidade óptica, zoom out óptico de 2× e zoom digital de até 10×. Não há uma câmera teleobjetiva dedicada.

Na gravação de vídeo, a câmera Fusion principal é capaz de registrar Dolby Vision em até 4K a 120 quadros por segundo. O modo Cinema oferece suporte a efeitos de vídeo em até 4K Dolby Vision a 60 quadros por segundo.

A tela externa contém uma câmera frontal Center Stage de 12 MP, com abertura ƒ/2.2. A tela interna utiliza uma câmera FaceTime sob a tela, com abertura ƒ/1.8 e gravação de vídeo em 1080p a 30 ou 60 quadros por segundo.

O formato dobrável e as duas telas possibilitam recursos específicos denominados Captura Inteligente, Duo Preview, Animação para Crianças e Duo FaceTime. A Captura Inteligente analisa a cena no próprio dispositivo e fotografa automaticamente quando identifica que as pessoas estão prontas. O Duo Preview exibe na tela externa a pré-visualização da imagem captada pelas câmeras traseiras, permitindo que as pessoas fotografadas verifiquem a pose e o enquadramento.

A Animação para Crianças exibe animações na tela externa para atrair a atenção de crianças em direção à câmera, enquanto o Duo FaceTime permite que pessoas próximas ao usuário acompanhem e participem da chamada de vídeo por meio da tela externa.

Software

Embora a experiência do aparelho seja baseada no iOS 27, a Apple informou que o iPhone Duo será comercializado inicialmente com o iOS 27.1. O sistema recebeu alterações específicas para a estrutura dobrável e para o uso das duas telas.

Quando o aparelho está aberto lateralmente, o recurso Split View permite exibir dois aplicativos simultaneamente, lado a lado — pela primeira vez em um iPhone. Também é possível abrir duas janelas do mesmo aplicativo, como o Safari, e salvar pares de aplicativos para acesso posterior.

Diversos elementos de interface que tradicionalmente aparecem na parte superior ou inferior da tela foram reposicionados lateralmente quando o aparelho é aberto, de modo a aproveitar melhor o espaço vertical e facilitar o acesso aos controles. Os aplicativos podem adaptar sua disposição à tela interna ou externa, à orientação e ao ângulo de abertura do dispositivo.

O iPhone Duo pode permanecer parcialmente aberto e apoiado sobre uma superfície. Nessa posição, é possível colocar conteúdo na metade superior e controles na inferior, ou posicioná-lo em formato de tenda para utilizar a tela externa. O recurso StandBy também pode ser exibido tanto na tela externa quanto na interna, inclusive sem que o aparelho esteja sendo carregado.

Anúncio e lançamento

O iPhone Duo foi apresentado em 9 de setembro de 2026 no Apple Park, durante o evento Surprise and shine.

O evento foi a primeira grande apresentação de produtos da Apple conduzida por John Ternus desde sua posse como diretor executivo, em 1.º de setembro de 2026, sucedendo Tim Cook. Ternus apresentou pessoalmente o iPhone Duo durante o evento.

Nos Estados Unidos, o modelo de 256 GB foi anunciado por US$ 1.999, com opções de armazenamento de até 2 TB. As pré-vendas começaram em 16 de outubro e o início da disponibilidade para 23 de outubro em mais de 70 países e regiões. Outros 28 mercados devem receber o aparelho em 30 de outubro.

No Brasil, as pré-vendas começaram às 9 horas de 16 de outubro, com disponibilidade em 23 de outubro. Os preços anunciados pela Apple são R$ 21.999 para 256 GB, R$ 23.499 para 512 GB, R$ 26.499 para 1 TB e R$ 30.999 para 2 TB.

Em Portugal, as reservas começaram às 13 horas de 16 de outubro e o aparelho chega ao mercado em 23 de outubro. Os preços são € 2.399 para 256 GB, € 2.649 para 512 GB, € 3.149 para 1 TB e € 3.899 para 2 TB.

No Japão, as pré-vendas começaram às 21 horas de 16 de outubro, e o lançamento está previsto para 23 de outubro. Os preços anunciados pela Apple são ¥ 364.800 para 256 GB, ¥ 399.800 para 512 GB, ¥ 469.800 para 1 TB e ¥ 574.800 para 2 TB.

Nome

Antes da divulgação do nome oficial, o iPhone dobrável da Apple foi frequentemente chamado pela imprensa e por veículos especializados de nomes provisórios como iPhone Fold e iPhone Ultra.

Horas antes do evento de apresentação, Mark Gurman, da Bloomberg, informou que a Apple utilizaria o nome iPhone Duo. A denominação foi confirmada oficialmente pela Apple no mesmo dia.

Mercado e recepção

Antes do lançamento do iPhone Duo, o mercado de smartphones dobráveis já incluía aparelhos produzidos por empresas como Samsung, Huawei, Motorola, Google, OPPO, Honor e Xiaomi.

Segundo a Counterpoint Research, os smartphones dobráveis responderam por apenas 1,6% das remessas mundiais de smartphones em 2025. Antes do lançamento do Duo, a empresa projetava crescimento de 20% nas remessas globais de dobráveis em 2026 e estimava que a Apple poderia alcançar aproximadamente 28% desse mercado no ano.

A Reuters, citando uma previsão da IDC, informou que as remessas mundiais de smartphones dobráveis poderiam crescer aproximadamente 30% em 2026. O veículo também relatou que, imediatamente antes da entrada da Apple no segmento, a Samsung detinha aproximadamente 40% do mercado e a Huawei cerca de 30%.

A TrendForce havia estimado em abril de 2026 que, caso a Apple entrasse no mercado de dobráveis naquele ano, poderia alcançar aproximadamente 20% de participação. A diferença em relação à estimativa de 28% da Counterpoint demonstrava a variação entre as projeções feitas antes da entrada efetiva da Apple no segmento.

O Financial Times informou pouco antes do anúncio que o projeto de um iPhone dobrável havia passado por aproximadamente oito anos ou mais de desenvolvimento, descrevendo a introdução de um novo formato físico como uma das mudanças mais significativas na história de quase duas décadas do iPhone.

A Reuters observou que a entrada relativamente tardia da Apple no segmento lhe permitia desenvolver o aparelho depois que concorrentes haviam enfrentado problemas relacionados à durabilidade das telas, dobradiças, marcas de dobra, câmeras e autonomia de bateria.

Após a apresentação, o The Wall Street Journal descreveu o iPhone Duo como um dos produtos de hardware mais importantes da Apple em aproximadamente uma década e apontou a possibilidade de que sua chegada revitalizasse o mercado de smartphones dobráveis. O Business Insider classificou o aparelho como uma das maiores alterações de formato do iPhone desde o modelo original de 2007.

Referências

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