Iarinlim II

 Nota: Para outras pessoas de mesmo nome, veja Iarinlim.
Iarinlim II
Grande rei de Iamade
Selo de Iarinlim II
Reinadoca. 1720 - 1 700 a.C.
Antecessor(a)Abael I
Sucessor(a)Niquemiepu
Dados pessoais
Nascimentoséculo XVIII a.C.
Morteca. 1 700 a.C.
Descendência
Niquemiepu
PaiAbael I (?)
Religiãomitologia amorita

Iarinlim II ou Iarim-Lim (Yarim-Lim II; r. ca. 1720 - ca. 1 700 a.C. segundo a cronologia média) foi rei de Iamade (Halabe) em sucessão de seu pai Abael I.

Reinado

Pouco de Alepo foi escavado pelos arqueólogos e o conhecimento sobre Iamade e seus reis vem sobretudo dos tabletes encontrados em Alalaque e Mari. Pouco se sabe sobre Iarinlim II e sua existência é confirmada por uma inscrição contida num selo descoberto em Alalaque no qual alega ser filho de Abael I e "amado do deus Adade". Um de seus ministros foi Ini-Cubaba, conhecido através da inscrição em seu selo encontrado em Alalaque. Iarinlim II morreu ca. 1 700 a.C. e foi sucedido por seu filho Niquemiepu.

Identidade

A identidade deste rei é disputada, pois Abael I teve um irmão chamado Iarinlim a quem concedeu o reino de Alalaque. O rei de Alalaque mencionou em suas inscrições que era filho de Hamurabi I e Iarinlim II mencionou em seu selo que era filho de Abael I. Apesar disso, Moshe Weinfeld sugeriu que Iarinlim II de Iamade pode ser associado ao rei de Alalaque, e o motivo dele chamar-se filho de Abael I foi devido a uma adoção feita pelo último para criar uma base legal para instalar Iarinlim como rei em Alalaque.

Esta teoria é difícil de provar devido a carência de referência textual acerca duma adoção e devido ao fato de Iarinlim (filho de Hamurabi) ter sido instalado no trono de Alalaque muito antes da assumida adoção. Além disso, não havia necessidade desse procedimento para legalizá-lo como rei.

Referências

  1. ↑ Pioske 2015, p. 188.
  2. ↑ Grabbe 2007, p. 58.
  3. ↑ Klengel 1992, p. 62.
  4. ↑ Frayne 1990, p. 789.
  5. ↑ Frayne 1990, p. 792.
  6. ↑ Hamblin 2006, p. 264.
  7. ↑ Roberts 2002, p. 149.
  8. ↑ Roberts 2002, p. 149-150.
  9. ↑ Roberts 2002, p. 150.

Bibliografia