Vista parcial da ilhota e da cidade de Torres, ao fundo. | |
| 29° 20′ 49″ S, 49° 42′ 14″ O | |
| Geografia | |
|---|---|
| País | |
| Localização | Oceano Atlântico, a 2,7 km da cidade de Torres, Rio Grande do Sul |
| Altitude média | 2 m |
| Área | 0,0036 km² |
| Demografia | |
| População | Não há |

A Ilha dos Lobos, cujo nome original é Recife das Torres, é uma ilhota brasileira localizada no estado do Rio Grande do Sul. Única ilha costeira desse estado, está a 2,7 km de distância do município de Torres, no litoral norte gaúcho, ao qual pertence. É considerada por surfistas profissionais como um dos melhores locais para a prática da modalidade tow-in no Brasil e do mundo.
A ilhota é basicamente um grande rochedo de formação vulcânica desprovido de vegetação e isolado por canais (reentrâncias) mais ou menos estreitos e fundos entre as rochas, dos quais as águas entram e saem.
Sua superfície é de 3,600 m² (0,0036 km²), medindo 120 m de extensão por 30 m de largura. A profundidade das águas do seu entorno pode chegar a 20 m, tendo em média de 8 a 12 m.
Tal formação é datada de aproximadamente 150 milhões de anos, quando o grande continente Gondwana se fragmentava para dar origem ao que hoje conhecemos como continente africano e sul-americano.[carece de fontes]
A área recebe visitas sazonais de lobos-marinhos e leões-marinhos durante a primavera e inverno, os quais são provenientes de colônias desses animais na Patagônia.
Diversas espécies de animais e aves ameaçados ou não de extinção também frequentam o rochedo e seu entorno, entre as quais focas, tartarugas-marinhas, pinguins e baleias-franca-austral.
Essa ilhota rochosa e 500 m de seu entorno marinho constituem uma unidade de conservação federal desde o ano de 1983, mas foi um decreto de 4 de julho de 2005 que a reconheceu como Refúgio da Vida Silvestre da Ilha dos Lobos. Portanto, a Ilha dos Lobos não é a menor unidade de conservação do Brasil, como anteriormente se afirmava, já que não só a superfície da ilhota, mas também seu entorno, fazem parte de sua área total.
A pesca é terminantemente proibida no local e a prática do surfe junto à ilha está em fase de estudo pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Há citações históricas da presença de lobos e leões-marinhos desde 1797. Na década de 1960, o navio Avaí se chocou contra os rochedos de Lobos e seus destroços permaneceram no local durante 25 anos, embora haja dois outros naufrágios registrados (o primeiro em 1680), nenhum com mortes.