Um illui (em hebraico: עילוי; plural: em hebraico: עילויים, illuyim) é um termo do judaísmo usado para descrever um jovem com inteligência excepcional no estudo do Talmude e de textos rabínicos. A palavra hebraica significa “elevado” ou “excelente” e indica alguém considerado acima da média no aprendizado religioso.
O termo foi usado principalmente nas comunidades judaicas da Europa Oriental e da Europa Central, entre os séculos XVIII e XX. Em geral, um illui era reconhecido ainda na infância ou adolescência por sua grande facilidade de compreensão, memória e capacidade de análise dos textos talmúdicos.
O reconhecimento como illui ocorria dentro do sistema educacional tradicional judaico, que incluía o cheder e, mais tarde, a iexivá. Esses estudantes costumavam dominar grandes partes do Talmude e de seus comentários, como os de Rashi e dos tosafistas, em idade muito jovem.
Embora não fosse um título oficial, o status de illui tinha importância social. Jovens considerados illuyim recebiam atenção especial de rabinos e líderes comunitários, podiam receber apoio financeiro para continuar os estudos e eram vistos como futuros rabinos ou estudiosos. Em alguns casos, isso também influenciava propostas de casamento, pois o prestígio intelectual era muito valorizado.
Diversas figuras históricas são descritas nas fontes tradicionais como illuyim durante a juventude, entre elas o Vilna Gaon. No entanto, nem todo illui se tornava um líder religioso importante, e o reconhecimento precoce nem sempre resultava em uma carreira rabínica destacada.
Atualmente, o termo é menos usado no cotidiano, mas ainda aparece em biografias rabínicas, textos históricos e literatura religiosa, como uma forma de destacar talento intelectual excepcional no estudo da Torá.