| Nomes anteriores | Cabopress |
|---|---|
| Requer pagamento? | Não |
| Género | Portal |
| Registo | Não necessita de registo |
| País de origem | |
| Idioma(s) | Português |
| Lançamento | 4 de outubro de 1988 |
| Endereço eletrônico | www |
A Inforpress — Agência Cabo-Verdiana de Notícias, S.A. é a agência de notícias oficial do Estado de Cabo Verde. Com sede no bairro de Achada Santo António, na cidade da Praia, é responsável pela cobertura de acontecimentos nacionais e internacionais para órgãos de comunicação social, instituições e para a diáspora cabo-verdiana. O Estado de Cabo Verde detém a totalidade do capital social da empresa. O cargo de administrador único é ocupado pelo jornalista Hélio Robalo desde fevereiro de 2025.
Os primeiros projetos para a criação de uma agência noticiosa cabo-verdiana surgiram no início da década de 1980, com a elaboração de uma proposta em 1982 e de um memorando de instalação em novembro de 1983. A Agência Cabo-Verdiana de Notícias (Cabopress) foi formalmente criada pelo Decreto-Lei n.º 136/84, de 31 de dezembro de 1984. As operações jornalísticas tiveram início em 4 de outubro de 1988, na Praia, com uma equipa inicial de nove jornalistas.
Em 9 de fevereiro de 1998, o Decreto Regulamentar n.º 1/98 fundiu a Cabopress com a Editora Cabo Verde, S.A.R.L. (proprietária do Novo Jornal de Cabo Verde), dando origem à empresa pública Inforpress, E.P. Em abril de 2000, o Decreto Regulamentar n.º 4/2000 alterou a sua natureza jurídica para sociedade anónima de capital exclusivamente público (Inforpress, S.A.).
A agência foi uma das sete instituições fundadoras da Aliança das Agências de Informação de Língua Portuguesa (ALP), criada em Lisboa em 1996 para promover a cooperação técnica, a formação profissional e o intercâmbio de conteúdos entre os países lusófonos.
Em 2014, o governo anunciou a reorganização dos meios de comunicação social públicos, determinando a fusão da Inforpress com a Rádio Televisão Cabo-Verdiana]] (RTC). A operação foi concretizada pelo Decreto-Lei n.º 53/2015, criando a Radiotelevisão Cabo-Verdiana & Inforpress, S.A. (RTCI). O diploma manteve a marca Inforpress e a autonomia do serviço noticioso, mas a integração sofreu oposição de associações de jornalistas e de partidos da oposição.
A fusão foi revogada em 2016 pelo Decreto-Lei n.º 38/2016, restabelecendo a autonomia administrativa da Inforpress em relação à rádio e à televisão públicas, processo concluído no ano seguinte.
No âmbito da cooperação internacional, a agência mantém acordos com outras agências lusófonas. Em julho de 2024, iniciou um programa trienal de formação técnica em parceria com a agência portuguesa Lusa e o Instituto Camões.
O modelo de governação da Inforpress — caracterizado pela propriedade estatal, nomeação governamental da administração e dependência do orçamento público — é objeto de análise sobre a autonomia jornalística da instituição. Um estudo sobre o ecossistema mediático cabo-verdiano aponta riscos de ingerência política decorrentes do financiamento governamental, enquanto a organização Repórteres sem Fronteiras regista preponderância dos meios estatais no mercado de comunicação social do país.