Isaac Le Chapelier

Isaac Le Chapelier
Nascimento12 de junho de 1754
Rennes
Morte22 de abril de 1794 (39 anos)
Paris
CidadaniaFrança
Alma mater
Ocupaçãopolítico, advogado, jurista
Cargo(s)
Q62129282 (1789–1789)
AntecessorFrançois XII de La Rochefoucauld
SucessorStanislas de Clermont-Tonnerre
deputy to the National Constituent Assembly of 1789 (1789–1791)
Causa da mortedecapitação

Isaac-René-Guy Le Chapelier, (Rennes, 12 de junho de 1754 - Paris, 22 de abril de 1794) foi um político francês.

Fez seus estudos na Faculdade de Direito de Rennes. Advogado em Rennes, faz-se notar no combate às classe privilegiadas. Eleito deputado pelo Terceiro Estado nos Estados Gerais, mostra-se um orador brilhante. Foi inclusive o quarto presidente da Assembleia Nacional Constituinte Francesa de 3 a 16 de Agosto de 1789, em plena Revolução Francesa, sucedendo a François Alexandre Frédéric, duque de La Rochefoucaud-Liancourt, e a Jean-Guillaume Touret que havia recusado a presidência.

Com Lanjuinais, Defermon et Coroller, foi um dos fundadores do Clube Bretão, ancestral do Clube dos Jacobinos, onde, alguns dias antes da abertura dos Estados Gerais, reuniram-se os deputados da Bretanha para debater em conjunto suas atitudes, antes de se juntarem aos deputados das outras províncias.

Quando, após as Jornadas de Outubro de 1789, o clube muda-se para Paris, instalando-se no Convento dos Jacobinos e tomando o nome de "Sociedade dos Amigos da Constituição", Le Chapelier torna-se seu primeiro presidente.

Le Chapelier foi um dos que reclamavam a transformação dos bens do Clero em bens nacionais e que se consagraram à preparação de leis bastante importantes. Foi notadamente o autor da lei que leva seu nome (Lei de Le Chapelier), de 14 de Junho de 1791, proibindo as corporações, as coalizões operárias e o direito de greve.

Algumas amizades que ele adquiriu no Clube dos Feuillants tornaram-no suspeito aos olhos dos Jacobinos, que o acusaram de querer restabelecer a autoridade real. Sentindo-se ameaçado, foge para a Inglaterra, mas volta para impedir o confisco de seus bens.

Retirado em Forges-les-Eaux, tem a infeliz ideia de provocar Robespierre, que o faz prender. Levado até o Tribunal Revolucionário, Le Chapelier é condenado à morte e guilhotinado no mesmo dia que Malesherbes.

Citações

Bibliografia

Notas e Referências

  1. ↑ De l'enseignement du droit de la faculté de Rennes (em francês), Chatel Albert, Éditeur : impr. de Oberthür, 1888., p.14
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