| Giacomo Inaudi | |
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Gravure d’Henri Dauchy dans le Monde illustré du 13 février 1892. | |
| Nascimento | 13 de outubro de 1867 Roccabruna |
| Morte | 10 de novembro de 1950 (83 anos) Champigny-sur-Marne |
| Cidadania | Itália, Reino da Itália |
| Estatura | 1,52 m |
| Ocupação | artista de cabaré, artista de rua |
Giacomo Inaudi (13 de outubro de 1867 – 25 de novembro de 1950), também conhecido como Jacques Inaudi na França, foi um prodígio de cálculo italiano.
Nasceu em Roccabruna, Piemonte, Itália. Quando criança era pastor, mas demonstrou aptidão para cálculo mental. As habilidades de Inaudi atraíram o interesse de empresários de espetáculos e ele viajou pelo mundo.
Cientistas franceses como Jean-Martin Charcot investigaram suas habilidades, o astrônomo francês Camille Flammarion o elogiou em termos fortes, e Alfred Binet escreveu um livro sobre ele. Inaudi repetia os números que lhe eram dados antes de começar seus cálculos mentais.
Inaudi foi mencionado pelo imunologista vencedor do Prêmio Nobel, Élie Metchnikoff (Ilya Ilyich Mechnikov), em seu livro The Nature of Man: Studies in Optimistic Philosophy (1905). Metchnikoff considerava Inaudi um exemplo de mutação, no sentido anunciado pelo botânico holandês Hugo de Vries (Die Mutationstheorie, Vol. 1, Leipzig, 1901), isto é, um salto súbito para um novo tipo distinto que poderia ser considerado uma nova espécie. Metchnikoff argumentou que esse tipo de salto abrupto na evolução poderia explicar como os humanos emergiram dos macacos e que Inaudi era prova de que tal mutação era possível.

Giacomo Inaudi foi talvez o mais famoso prodígio calculador mental da história. Nascido muito pobre, quando criança foi iniciado no ofício de seu pai, o pastoreio. Mas logo demonstrou aptidão para cálculo mental e foi levado a Marselha, onde, aos 12 anos, conheceu Bénédit Jules Dombey, um representante comercial, que se tornaria seu empresário e com cuja filha se casou. Este último o guiaria pelo mundo em uma série de apresentações, bem como em encontros com a comunidade científica. Ele foi, entre outras coisas, apresentado à Academia Francesa, que encarregou Jean-Martin Charcot e Alfred Binet de examinar minuciosamente as habilidades de Inaudi. Em particular, Binet aprofundou-se no assunto, fazendo dele tema de várias publicações. Outros cientistas franceses se interessaram por suas habilidades: alguns, como Camille Flammarion, com entusiasmo; outros, especialmente matemáticos, enfatizaram o fato de que os métodos de Inaudi se baseavam principalmente em seus talentos pessoais (como memória prodigiosa) ou em "truques", e, portanto, não poderiam ser propostos para uso generalizado. Entre suas habilidades, ele podia somar ou subtrair números de até 20 dígitos ou mais, ou extrair raízes quadradas e cúbicas, em questão de minutos; e podia prontamente indicar o dia da semana de qualquer data a partir do século XVII.

Inaudi morreu em 25 de novembro de 1950 em sua "modesta villa" em Champigny-sur-Marne, França.