| Jane Asher | |
|---|---|
Jane Asher em 2008 | |
| Nome completo | Jane Asher |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | Britânica |
| Parentesco | Peter Asher (irmão) Victoria Asher (sobrinha) |
| Cônjuge | Gerald Scarfe (1981-presente) |
| Filho(a)(s) | 3 |
| Ocupação | Atriz Autora Empresária |
| Website | https://www.janeasher.co.uk/ |
Jane Asher (Londres, 5 de abril de 1946) é uma atriz britânica que foi noiva de Paul McCartney durante a década de 1960. Várias músicas dos Beatles são dedicadas a ela, como "Honey Pie" do álbum The Beatles de 1968, "All My Loving" e "And I Love Her".
Asher atuou no cinema e na televisão em obras como Deep End (1970), The Masque of the Red Death (1964), Alfie (1966), The Mistress, Crossroads, Death at a Funeral (2007) e The Old Guys. Também participou em dois episódios da série The Buccaneers junto a Robert Shaw. Foi namorada do músico Paul McCartney de 1963 a 1968.
Asher foi indicada ao BAFTA de melhor atriz coadjuvante em cinema por Deep End e ao BAFTA de melhor atriz em televisão pelos papéis em A Voyage Round My Father (1982) e Love Is Old, Love Is New (1982).
Vinda de uma família nobre, Jane começou cedo sua carreira na televisão, e em 1951 fez seu primeiro filme, Mandy. Com 12 anos fez o filme Alice no País das Maravilhas, que foi seu primeiro grande sucesso.
Viveu a infância em sua casa no centro de Londres e estudou no colégio Queen's, situado em Harley Street. Seu pai era um conhecido médico, psiquiatra e autor de um grande número de livros de medicina.
Sua mãe era descendente da nobreza britânica, tocava na orquestra antes de deixá-la para formar sua família.
Tem um irmão chamado Peter e uma irmã chamada Claire, que seguiram carreira em atividades artísticas.
Jane foi convidada para participar do programa da BBC "Juke Box Jury". Os jurados julgavam pessoas do meio de comunicação e músicos e criticavam seus últimos êxitos. Ficou para ela entrevistar o grupo que estava presente no programa, The Beatles, tirar fotos com eles e gritar para os mesmos.
Depois do programa, Jane e os Beatles foram conversar no famoso quarto verde que havia nos estúdios; após conversarem, eles convidaram Jane para ir ao hotel no qual estavam hospedados e ela aceitou.
Lá estavam mais dois amigos íntimos dos Beatles, que se encantaram com a moça dos cabelos ruivos. Foram então todos ao apartamento de um dos amigos dos Beatles em Kings Road.
No começo pareceu que George Harrison estava mais encantado com Jane, mas foi Paul McCartney quem mais se aproximou dela. Logo após diversas miradas dos convidados à Jane, estes saíram, deixando só Jane e Paul no apartamento. Quando os outros voltaram, viram uma cena engraçada: Paul e Jane estavam conversando sobre suas comidas favoritas. Resolveram então todos irem ao West End londrino, menos Jane. Eles a levaram a sua casa em Wimpole Street. Antes que ela saísse do carro, McCartney pediu seu número de telefone. Começava aí o romance dos dois.
Em 1963 Paul mudou-se para a casa dela em Wimpole Street. No fim desse ano, em 25 de dezembro, Paul pediu Jane em casamento, dando-lhe um anel de diamantes e esmeraldas.
Paul, no entanto, foi pego uma vez com outra mulher na cama de um hotel em 1968. Apesar disso, Paul e Jane foram vistos juntos várias vezes depois do incidente. Mas, na estréia do filme 'Yellow Submarine' dos Beatles, Jane anunciou o fim do noivado.
Ela continuou com a sua vida de atriz, tentando se livrar da sombra de 'namorada de Paul McCartney'. Na década de 1970 conheceu o ilustrador Gerald Scarfe (que viria a fazer as animações do clássico filme "The Wall", baseado no lendário LP do Pink Floyd), com quem se casou e teve 3 filhos: Kate, nascida em 17 de abril de 1974, Alexander, nascido em dezembro de 1981 e Rory, nascido em 1984.
Jane, dessa época até os dias de hoje, nunca parou; escreveu 4 livros, abriu uma companhia de tortas altamente conhecida, apresentou programas de televisão, escreveu novelas e mais várias outras coisas. Continua casada até hoje e mora em Chelsea, Londres.
De todos as personagens mais ou menos envolvidas com a vida profissional e pessoal dos Beatles e de seus quatro integrantes, Asher foi a única a manter reserva sobre os aspectos de sua relação amorosa com McCartney, recusando-se, em todos estes anos após o fim da banda e de seu relacionamento, a discutir em público o ex-Beatle ou a vida pessoal entre eles, sendo por isso, considerada uma 'mulher de classe' na Inglaterra.
Em março de 1965, a revista americana 16 Magazine publicou um artigo sobre a trajetória de Jane Asher detalhando o início de sua carreira: > "Há cerca de 12 anos, três crianças brincavam no Hyde Park, em Londres — três crianças com cabelos tão alaranjados que um pedestre se virou para a mãe e disse: 'Você deveria fazer algo para colocá-los no palco. Eles serão o assunto de Londres. São um trio marcante.'"
Asher foi descoberta na rua por um produtor de cinema devido ao seu cabelo ruivo marcante — embora os filmes fossem em preto e branco na época —, o que deu início à sua carreira de atriz. A mãe de Jane, Margaret Asher — esposa de um médico da Wimpole Street e professora na Royal Academy of Music —, começou a levar a filha mais velha a agências de elenco para pequenos papéis em filmes. Aos cinco anos, Jane fez sua estreia no cinema no longa-metragem dramático Mandy (1952).
Nos anos seguintes, suas aparições na tela incluíram os filmes Third Party Risk (1953), Dance, Little Lady (1954), Adventure in the Hopfields (1954), o clássico da Hammer Film Productions The Quatermass Xperiment (1955), Charley Moon (1956), The Greengage Summer (1961), The Prince and the Pauper (O Príncipe e o Mendigo, 1962) e Girl in the Headlines (1963).
Na televisão, suas aparições infantis e juvenis foram numerosas, incluindo episódios de séries como The Adventures of Robin Hood, Out of This World (no episódio "The Cold Equations", de 1962), The Adventurer, The Saint (O Santo) e The Buccaneers, além de papéis em adaptações de prestígio, como Lisle em Os Irmãos Karamazov e Maggie Tulliver em The Mill on the Floss.
Em 1958, Asher dublou a personagem-título na clássica adaptação em áudio de Alice no País das Maravilhas, produzida por Douglas Cleverdon para a gravadora Argo Records.
Aos 12 anos, fez sua estreia no teatro profissional como Alice na peça Alice no País das Maravilhas no Oxford Playhouse e, em novembro de 1959, reprisou o papel na adaptação de Alice Através do Espelho no mesmo teatro. Em 1960, aos 14 anos, tornou-se a atriz mais jovem a interpretar Wendy Darling em uma versão teatral do West End de Peter Pan.
O período entre 1962 e 1963 marcou a transição de Jane Asher da fase de atriz mirim para papéis juvenis de maior destaque dramático e visibilidade na cultura pop britânica. No cinema, interpretou Lady Jane Grey na adaptação da Walt Disney para The Prince and the Pauper (O Príncipe e o Mendigo, 1962) e viveu Lindy Birkett no filme policial de mistério Girl in the Headlines (1963).
Na televisão, Asher demonstrou versatilidade em diversos gêneros. Em 1962, protagonizou o episódio "The Cold Equations" na influente série de ficção científica da BBC Out of This World, entregando uma atuação trágica como Lee Cross, uma jovem clandestina em uma nave espacial. No ano seguinte, participou de séries populares como 24-Hour Call (no episódio "Love for Caroline") e iniciou aparições no célebre seriado de espionagem The Saint (O Santo), ao lado de Roger Moore.
Paralelamente à dramaturgia, Jane tornou-se uma figura recorrente na TV britânica como painelista fixa do popular programa musical Juke Box Jury, da BBC.Em 18 de abril de 1963, aos 17 anos, Jane foi escalada para cobrir o show dos Beatles no Royal Albert Hall e avaliar o grupo para a revista Radio Times. O encontro no camarim resultou no início do namoro com Paul McCartney, que no final daquele mesmo ano mudou-se para a casa da família Asher na Wimpole Street.
A partir de meados da década de 1960, Jane Asher passou da fase de papéis juvenis para papéis de grande exigência dramática, estabelecendo-se como uma das atrizes mais versáteis da sua geração no Reino Unido.
Em 1964, Asher estrelou a aclamada produção de horror gótico The Masque of the Red Death (A Máscara da Morte Vermelha), dirigida por Roger Corman e baseada no conto de Edgar Allan Poe. Interpretando Francesca, uma jovem camponesa inocente e devota que desafia a crueldade do tirânico Príncipe Prospero (vivido por Vincent Price), Asher recebeu elogios por trazer humanidade e gravidade emocional ao filme.
Dois anos depois, em 1966, integrou o elenco do marco do cinema britânico Alfie (Alfie - Como Conquistar as Mulheres). No papel de Annie, uma garota interiorana ingênua e dedicada que é seduzida e desconsiderada pelo egocêntrico protagonista interpretado por Michael Caine, sua atuação refletiu os conflitos e desilusões da juventude da era Swinging London. Durante a produção de Alfie, em uma cena em que Asher deveria vestir apenas a camisa social do personagem principal, seu então namorado, Paul McCartney, opôs-se e solicitou que trinta centímetros de tecido fossem adicionados à barra da peça.
Em 1967, interpretou Perdita na adaptação cinematográfica da obra de Shakespeare The Winter's Tale (O Conto de Inverno), sob a direção de Frank Dunlop.
Em 1970, sua carreira no cinema atingiu um novo patamar crítico. Ela estrelou The Buttercup Chain, drama exibido na competição principal do Festival de Cannes, e protagonizou o longa-metragem Deep End, dirigido pelo cineasta polonês Jerzy Skolimowski. Em Deep End, ambientado em um decadente banho público em Londres, Asher interpretou Susan, uma jovem atrativa, cínica e manipuladora por quem um colega de trabalho adolescente desenvolve uma obsessão fatal. Sua performance complexa e cheia de nuances foi amplamente aclamada pela crítica internacional, consolidando o filme como um clássico cult e rendendo-lhe uma indicação ao prêmio BAFTA de Melhor Atriz Coadjuvante.
Em 1972, deu vida à rainha Joana Seymour (Jane Seymour), a terceira esposa de Henrique VIII, no longa-metragem histórico Henry VIII and His Six Wives, contracenando com Keith Michell.
Nos palcos, Asher desenvolveu um currículo clássico de prestígio. Entre 1965 e 1966, integrou a renomada companhia Bristol Old Vic, onde assumiu papéis de enorme responsabilidade dramática, incluindo Julieta em Romeu e Julieta, Ofélia em Hamlet e Eliza Doolittle na comédia Pygmalion, de George Bernard Shaw. Também participou de produções contemporâneas na época, como a peça Cleo, de Frank Marcus, e o musical histórico Sixty Thousand Nights, no papel da lendária atriz Ellen Terry.
Sua reputação nos palcos abriu portas internacionalmente: em 1970, integrou a aclamação original da comédia The Philanthropist, de Christopher Hampton, no Royal Court Theatre em Londres, papel que repetiu em sua estreia na Broadway, em Nova York, no ano seguinte, interpretando Celia e recebendo elogios do público e da crítica norte-americana. Nos anos seguintes, no West End londrino, destacou-se em papéis como Cassandra na tragédia grega The Trojan Women (As Mulheres Troianas), de Eurípedes.
Na televisão, o início dos anos 1970 trouxe um de seus papéis mais lembrados no gênero de ficção científica e terror: em 1972, protagonizou o célebre telefilme da BBC The Stone Tape, escrito por Nigel Kneale. Asher interpretou Jill Greeley, uma pesquisadora de áudio que descobre que as paredes de uma mansão vitoriana funcionam como um meio de gravação para eventos psíquicos e assombrações do passado. Sua atuação vulnerável e intensa tornou a produção um marco do terror britânico na televisão.
Em 1974, após o nascimento de sua primeira filha, Katie — fruto de seu relacionamento com o ilustrador e cartunista Gerald Scarfe —, Jane fez uma pausa temporária em seus compromissos profissionais para se dedicar à maternidade, interrompendo brevemente a sequência contínua de trabalhos no cinema e nos palcos antes de retornar ao teatro no final da década.
Após o breve período dedicado à maternidade no início de 1974, Jane Asher retornou gradualmente à atuação nos palcos do West End londrino e em produções dramáticas para a televisão britânica durante a segunda metade da década de 1970.
Em 1977, Jane estrelou no Royal National Theatre a peça político-dramática Strawberry Fields, escrita pelo renomado dramaturgo Stephen Poliakoff. Na produção, interpretou Charlotte, uma jovem radical de extrema-direita em uma viagem perturbadora pelo interior da Inglaterra.
Em 1978, Asher conquistou grande projeção ao integrar o elenco original do West End da aclamada peça Whose Life Is It Anyway? (De Quem é a Vida Afinal?), escrita por Brian Clark e encenada no Savoy Theatre. Interpretando a Dra. Clare Scott, médica que confronta os dilemas éticos e morais do protagonista tetraplégico que luta pelo direito de morrer, sua atuação foi bastante elogiada pela crítica teatral de Londres.
Entre 1978 e 1979, assumiu o papel-título na tradicional adaptação teatral de Peter Pan, no prestigiado Shaftesbury Theatre, no West End londrino, demonstrando sua enorme versatilidade ao ir do drama político denso ao clássico infantil.
Nos anos seguintes da década de 1970, continuou sua forte presença no teatro britânico, estrelando remontagens de clássicos como A Winter's Tale (O Conto de Inverno), de William Shakespeare, e a tragédia grega The Trojan Women (As Mulheres Troianas), de Eurípedes.
Na televisão, Asher manteve uma agenda ativa em séries e telefilmes da época. Em 1977, atuou na minissérie dramática Love for Lydia, produzida pela ITV e baseada na obra de H. E. Bates, além de fazer participações especiais em antologias teatrais adaptadas para a TV britânica, como Play for Today da BBC.
No final da década de 1970, conciliando a vida familiar com Gerald Scarfe em Londres e os compromissos nos palcos, Asher começou a desenvolver paralelamente um forte interesse por artes culinárias e confecção de doces, elemento que se tornaria a base de sua transição para o empreendedorismo na década seguinte.
Na década de 1980, Jane Asher teve um retorno expressivo à televisão britânica. Interpretou Celia Ryder na aclamada minissérie Brideshead Revisited (A Reta Final, 1981), ao lado de Jeremy Irons; atuou com James Fox no drama Love Is Old, Love Is New (1982), sobre um casal obcecado pelos anos 1960; e contracenou com Laurence Olivier em A Voyage Round My Father (1982). Por estes dois últimos trabalhos, foi indicada ao prêmio BAFTA de Televisão em 1983 na categoria de Melhor Atriz.
No cinema, atuou no drama Runners (1983), contracenando novamente com James Fox, em Success Is the Best Revenge (1984) e em Dreamchild (Filho dos Sonhos, 1985), ao lado de Ian Holm e Coral Browne. Na TV, estrelou a série de comédia The Mistress (1985–1987), a série de espionagem da Segunda Guerra Mundial Wish Me Luck (1988–1990), o drama de época Hawkmoor e participou de episódios de Tales of the Unexpected (Contos do Inesperado) e Murder Most Horrid.
A década de 1990 manteve sua carreira em ritmo acelerado. Na televisão, estrelou o filme Closing Numbers (1993) e a minissérie The Choir (1995), além de fazer uma participação na popular série de comédia Absolutely Fabulous. No teatro, destacou-se na peça Things We Do for Love, de Alan Ayckbourn, encenada no West End.
A partir dos anos 2000, Jane Asher manteve uma presença constante na dramaturgia britânica, intercalando papéis em grandes produções de televisão, cinema de humor ácido e participações em aclamadas peças do West End londrino.
Na televisão, Asher destacou-se no papel recorrente de Lady Penelope Smallbone na comédia dramática da BBC Crossroads (2003) e interpretou a aristocrata Lady Catherine de Bourgh na adaptação satírica Lost in Austen (2008), inspirada na obra de Jane Austen. Entre 2007 e 2010, integrou o elenco da série de ficção científica infantil da BBC The Sarah Jane Adventures, derivada de Doctor Who, no papel de Andrea Yates.
No cinema, alcançou grande visibilidade internacional em 2007 ao integrar o elenco principal da comédia de humor negro Death at a Funeral (Morte no Enterro), dirigida por Frank Oz. Asher interpretou Sandra, a matriarca da família que tenta manter as aparências durante o caótico velório do marido.
Ao longo da década de 2010, fez participações em diversas séries populares da TV britânica, como Holby City (no papel recorrente de Lady Byrne), Midsomer Murders (Assassinos de Midsomer), The Palace, Waterloo Road e Burn Up.
Em 2015, participou da série de mistério Eve e, em 2018, integrou a minissérie de suspense dramático A Very English Scandal, dirigida por Stephen Frears para a BBC, contracenando com Hugh Grant e Ben Whishaw.
No teatro, continuou ativa em palcos de prestígio, atuando na comédia de costumes The Circle, de W. Somerset Maugham (em turnê nacional e no Oxford Playhouse), e em reencenações de clássicos do West End.