| Árvore-triste | |||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||
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Nyctanthes arbor-tristis comummente conhecida como árvore-triste é uma planta arbustiva, da família das Oleáceas, pertencente ao tipo fisionómico dos microfanerófitos, nativa do Sul do continente asiático.
Além de ser conhecida como «árvore-triste», dá ainda pelos seguintes nomes comuns: «açafroeira» (nome que partilha com as espécies Curcuma longa e Crocus sativus), árvore-da-tristeza, jasmim-da-noite e jasmim-florido-nocturno.
Apesar de poder contar com nomes alusivos ao jasmim, mercê das suas flores fragrantes, esta espécie não pertence ao género botânico dos jasmins, Jasminum.
Quanto ao nome científico desta espécie:
Do que respeita aos nomes comuns «jasmim-na-noite» e «jasmim-florido-nocturno», tais ficam-se a dever às flores brancas e fragrantes desta planta, que, no seu perfume, lembram o jasmim e que têm a particularidade de florescerem ao anoitecer, com tendência para caírem ao amanhecer.
Já o nome comum «árvore-triste» trata-se de tradução do sobredito epíteto espécifico.
A árvore-triste é um arbusto ou uma pequena árvore que pode atingir até 10 metros de altura, caracterizando-se pela sua casca escamosa de coloração acinzentada.
Do que respeita às folhas, estas ocupam um posicionamento oposto e um feitio simples, medindo entre 6–12 centímetros de comprimento e 2–6,5 centímetros, apresentando-se com margem inteira.
As suas flores são perfumadas, apresentando uma corola de cor esbranquiçada, com cinco a oito lóbulos e um centro de pigmentação laranja-avermelhado. Estas flores são produzidas em cachos de dois a sete exemplares, com flores individuais que se abrem ao anoitecer e fecham ao amanhecer.
O fruto da árvore-triste é uma cápsula achatada de cor acastanhada, com formato de coração ou arredondado, com cerca de 2 centímetros de diâmetro. A cápsula é bilobada, contendo cada lóbulo uma única semente.
É nativa do Sudoeste do continente asiático, marcando presença entre os territórios da Índia, Paquistão, Leste dos Himalaias, alastrando-se até ao Vietname, Tailândia, China e a Sumatra.
Privilegia os matorrais pedregosos e as florestas paleotropicais, embora também se encontre dispersa em meios relativamente urbanizados, como parques, mercê das suas reconhecidas qualidades ornamentais.
Historicamente, as flores desta planta foram usadas na Índia, quer na comida, quer para tingir a tecidos em tons de amarelo.
Na tradição hindu, a árvore-triste é uma árvore sagrada, trazida do Céu por Krishna para a sua mulher Satyabhâma, por causa do delicado perfume das suas flores. Com efeito, as flores desta espécie são usadas no culto prestado a várias divindades hindus.
No seu Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia de 1563, o botânico português Garcia da Orta, tomou conhecimento desta espécie, tendo mencionado as lendas locais, da região de Goa, a seu respeito:
| “ | (...) dizem que esta árvore foi filha de um homem, grande senhor, chamado Parizataço; e que se enamorou do sol, o qual a deixou, depois de ter com ela conversação, por amores doutra; e ela se matou, e foi queimada (como nesta terra se costuma) e da cinza se gerou esta árvore, as flores da qual aborrecem o sol, que em sua presença não aparecem. | ” |