| Jean-Jacques Henner | |
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| Nascimento | 15 de março de 1829 Bernwiller |
| Morte | 23 de julho de 1905 (76 anos) Paris |
| Residência | Villa Medici |
| Sepultamento | Cemitério de Montmartre |
| Cidadania | França |
| Irmão(ã)(s) | Grégoire Henner, Séraphin Henner |
| Alma mater |
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| Ocupação | pintor |
| Distinções |
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| Obras destacadas | The Chaste Susannah, Idyll |
| Movimento estético | simbolismo |
Jean-Jacques Henner (5 de março de 1829 – 23 de julho de 1905) foi um pintor francês, notável pelo uso do sfumato e do claro-escuro nas suas pinturas de nus, temas religiosos e retratos.
Henner nasceu em Bernwiller, na Alsácia. Iniciou os seus estudos de arte como aluno de Michel Martin Drolling e François-Édouard Picot. Em 1848, ingressou na École des Beaux Arts em Paris e ganhou o Prix de Rome com uma pintura de Adão e Eva encontrando o corpo de Abel, em 1858. Em Roma, foi orientado por Hippolyte Flandrin, e pintou quatro quadros para a galeria de Colmar, entre outras obras.
ExpôsBanhista Adormecida, no Salon de 1863, e posteriormente contribuiu com Casta Susana (1865), actualmente no Museu d'Orsay, em Paris. Outras obras notáveis incluem: Biblis transformada numa Fonte (1867); A Madalena (1878); Retrato de M. Hayem (1878); Cristo Sepultado (1879); São Jerónimo (1881); Bara (1882); Herodíades (1887); Cristo no seu Sudário e um Retrato de Carolus-Duran (1896); um Retrato de Mlle Fouquier (1897); e O Sonho (1900).
A sua obra O Levita da Tribo de Efraim (1898) foi premiado com uma medalha de primeira classe. Entre outras distinções profissionais, Henner recebeu também um Grande Prémio de pintura na Exposição Universal de Paris de 1900. Foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra em 1873, Oficial em 1878 e Comendador em 1889.
Em 1889, sucedeu a Alexandre Cabanel no Institut de France. A sua obra mais conhecida é a sua pintura de Santa Fabíola (1885). Embora o original se tenha perdido, foi copiado por artistas de todo o mundo para fins devocionais. O artista Francis Alÿs reuniu mais de 500 cópias da pintura em diversos suportes. A coleção é conhecida como "Projecto Fabíola".
Henner morreu aos 76 anos, em Paris.
Henner teve inúmeros alunos; entre eles, a pintora norte-americana Mathilde Mueden Leisenring e o artista romeno Dimitrie Serafim. De 1874 a 1889, lecionou no "estúdio das senhoras", organizado com Carolus-Duran, numa época em que as mulheres não tinham autorização para entrar na École des Beaux-Arts. Algumas destas alunas serviram também como suas modelos. Uma delas foi Dorothy Tennant, que mais tarde casou com Henry Morton Stanley. Outra foi Laura Leroux-Revault, filha do seu amigo Hector Leroux ; o retrato de corpo inteiro de Laura Leroux feito por Henner, actualmente no Musée d'Orsay, foi exposto no Salon de Paris de 1898 e depois adquirido pelo Estado francês. Suzanne Valadon (1865–1938) também trabalhou como uma das suas modelos.
O Museu Nacional Jean-Jacques Henner, em Paris, reúne uma grande quantidade das suas obras, tendo sido inaugurado em 1924, passando a museu nacional em 1943.