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| Data | 18 de agosto de 2004 (22 anos) | ||||||
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| Local | Estádio Sylvio Cator, Porto Príncipe, Haiti | ||||||
| Árbitro | |||||||
| Público | ~15 mil pessoas | ||||||
Jogo da paz é como ficou conhecido uma partida amistosa de futebol realizada no dia 18 de agosto de 2004, no Estádio Sylvio Cator, na cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, entre a Seleção Brasileira de Futebol – então Campeã mundial – e a Seleção Haitiana (então 95ª colocada no ranking da FIFA daquela época).
Recebeu a alcunha de "Jogo da Paz" pois o objetivo principal foi iniciar uma campanha de desarmamento naquele país (o País caribenho vivia uma guerra civil desde a comemoração do bicentenário de sua independência, em janeiro de 2004), com os ingressos do jogo sendo oferecidos em troca de armas. Por conta disso, a CBF foi agraciada com um Prêmio Fair Play da FIFA.[carece de fontes]
| “ | "O Brasil veio para o Haiti com a sua arma mais poderosa: o futebol." | ” |
— Frase extraída do documentário "O Dia em que o Brasil Esteve Aqui". |
Em 2004, o Haiti, país mais pobre das Américas, vivia uma grave crise política que assolava o país. 80% da população vivia abaixo da linha da pobreza e 50% eram analfabetos. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que essa seria a grande oportunidade de mostrar ao mundo que o Brasil estava disposto a assumir uma posição de liderança, e enviou soldados para ajudar a reconstrução do país. Nos debates sobre a polêmica decisão brasileira de liderar a intervenção das Nações Unidas no Haiti, o primeiro-ministro daquele país, Gerard Latortue se queixou de que o Brasil deveria ter enviado a seleção de futebol, não soldados. Assim, Lula convidou a Seleção para fazer um jogo no Haiti. A CBF gostou da ideia, pois queria estreitar seus laços com o poder público e com a FIFA para sediar a Copa do Mundo de 2014. Com o ok da FIFA, e visando trazer um pouco mais de alegria para a sofrida população haitiana, que é apaixonada pelo futebol brasileiro, o "Jogo da Paz" foi oficializado.
Por questões de segurança, a delegação brasileira desembarcou no Haiti apenas duas horas antes da partida. No trajeto entre o aeroporto e o estádio (cerca de 5km), os atletas brasileiros foram em carro blindado de combate, e foram acompanhados por milhares de haitianos, que tomaram as ruas para ver os jogadores passarem.
O primeiro-ministro do país caribenho, Gerard Latortue, ofereceu US$ 1.000 para quem marcasse um gol na seleção brasileira. Além disso, o político garantiu ceder, de seu próprio bolso, US$ 100 para cada um dos atletas haitianos em caso de vitória. Edu, meia da Seleção Brasileira, afirmou que "a nossa intenção é tentar ajudar os haitianos e chamar a atenção mundial para o país."
Mesmo sendo convocados, o goleiro Dida, o lateral-direito Cafu e o meia Kaká não foram liberados pelo Milan, da Itália, assim como o zagueiro Lúcio e o meia Zé Roberto, do Bayern de Munique, da Alemanha.
| “ | "Foi uma honra jogar com os campeões do mundo." | ” |
— Jean Pierre, capitão do selecionado haitiano. |
| 18 de agosto de 2004 | Haiti |
0 – 6 | Estádio Sylvio Cator, Porto Príncipe | |
| 14:30 (UTC-5 – hora do Haiti) 16:30 (UTC-3 – hora de Brasília) |
Relatório | Roger Ronaldinho Gaúcho Nilmar |
Público: ~15 mil pessoas Árbitro: |
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| “ | “Se alguém ainda tinha dúvida em relação à validade desta viagem, deve ter se convencido diante dessas imagens. Na próxima vez que um de vocês (jornalistas) me perguntarem qual a emoção mais forte que vivi no futebol, direi foi esta. E olha que todos sabem que já vivi muitas.” | ” |