Juan Valera

 Nota: Se procura o artigo sobre o futebolista homónimo, veja Juan Valera (futebolista).
Juan Valera
Nascimento18 de outubro de 1824
Cabra
Morte18 de abril de 1905 (80 anos)
Madrid
SepultamentoCabra cemetery
CidadaniaEspanha
Filho(a)(s)Luis Valera
Irmão(ã)(s)José Freüller
Ocupaçãoescritor, diplomata, jornalista, político, poeta, romancista
Distinções
  • Grã-Cruz da Ordem de Carlos III (1882)
  • Comendador da Ordem de Isabel a Católica
  • Grã-Cruz da Ordem Civil de Afonso XII (1902)
  • Ordem de São Januário
Cargo(s)
Academic of the Royal Academy of Moral and Political Sciences (1903–1905)
AntecessorAntonio Cánovas del Castillo
SucessorEduardo Dato
Spanish ambassador to the Austrian Empire (1893–1895)
AntecessorRafael Carlos Merry del Val
SucessorIsidoro de Hoyos
embaixador de Espanha na Bélgica (1886–1888)
AntecessorRafael Carlos Merry del Val
SucessorJosé Gutiérrez de Agüera
embaixador de Espanha nos Estados Unidos (1884–1886)
AntecessorEnrique Dupuy de Lôme
Senator for Life of Spain (1881–1905)
ambassador of Spain to the Kingdom of Portugal (1881–1883)
AntecessorEmilio Alcalá Galiano
SucessorFelipe Méndez de Vigo y Osorio
senador do Reino (1877–1878)
member of the Congress of Deputies (1876–1878)
AntecessorJuan Antonio Rascón Navarro Seña y Redondo
…

Juan Valera y Alcalá-Galiano, conhecido como Juan Valera (Cabra, 18 de outubro de 1824-Madrid, 18 de abril de 1905) foi um escritor, diplomata e político espanhol. A sua mais célebre novela é Pepita Jiménez.

Juan Valera y Alcalá Galiano nasceu numa família aristocrática.

Começou na literatura com ensaios poéticos. Os seus romances são caracterizados por uma análise psicológica aprofundada dos personagens, em particular das mulheres. Opôs-se à narração naturalista e sustenta que o romance é uma forma de poesia..

Valera ocupou várias posições políticas e diplomáticas em vários lugares. Acompanhou o embaixador espanhol em Nápoles. Posteriormente, foi membro das legações espanholas em Lisboa (1850), Rio de Janeiro (1851-1853), Dresden e São Petersburgo (1854-1857). Escreveu sobre a última missão em Cartas desde Rusia, zombando do seu colega diplomata Mauricio Álvarez de las Astúrias Bohorques e Guiráldez, o terceiro duque de Gor. Após seu retorno a Madrid, tornou-se um dos editores da revista liberal El Contemporáneo (1859) e foi nomeado ministro em Frankfurt (1865). Após a revolução de 1868, foi nomeado Secretário de Estado Assistente e (em 1871) Diretor de Instrução Pública. Durante o reinado de Afonso XII, foi ministro (embaixador) em Lisboa (1881-1883), Washington (1883-1886) e Bruxelas (1886-1888) e, em 1893-95, embaixador em Viena, junto do Império Austro-Húngaro. Foi eleito para a Academia de Ciências Morais e Políticas em 1900.

Ao longo da sua atividade diplomática e política, produziu trabalhos que figuram entre os mais altos da literatura espanhola. Pela pureza da dicção e beleza do estilo, Valera nunca foi superado na Espanha. Pepita Jiménez, que apareceu como série em 1874, é provavelmente o seu trabalho mais conhecido; desde então, foi traduzido para vários idiomas. Descreve a realização gradual, por um jovem seminarista, da vaidade vazia de sua vocação, culminando em um desfecho devastador. Outros romances são Las ilusions del doctor Faustino (1875), El Comendador Mendoza (1877), Pasarse de listo e Doña Luz (1879). Todos os romances anteriores foram escritos na época em que ele abandonou suas atividades políticas. Também apoiou o federalismo ibérico.

Morreu em 18 de abril de 1905 em Madrid.

Bibliografia


Referências

  1. 1 2 Real Academia de Historia. «Juan Valera y Alcalá Galiano» (em espanhol). Consultado em 9 de janeiro de 2020.
  2. ↑ universalis.fr. «Valera Juan» (em francês). Consultado em 13 de abril de 2020.
  3. ↑ Tracy Chevalier, ed. (1997). Encyclopedia of the Essay. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 1681. ISBN 9780203303689
  4. ↑ Chisholm, Hugh, ed. (1911). «Valera y Alcalá Galiano, Juan». Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público)