| Juana Azurduy | |
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Juana Azurduy de Padilla, pintura do Salón de Espejos da Ciudad de Padilla | |
| Nome completo | Juana Azurduy Bermudez |
| Outros nomes | Flor do Alto Peru |
| Conhecido(a) por | lutar pela independência na América do Sul |
| Nascimento | 12 de junho de 1780 Chuquisaca (atual Sucre), Vice-Reino do Rio da Prata Bolívia |
| Morte | 25 de maio de 1862 (81 anos) |
| Cônjuge | Manuel Ascencio Padilla |
Juana Azurduy Bermudez (Chuquisaca, 12 de julho de 1780 - 25 de maio de 1862) foi uma militar latino-americana de ascendência indígena e mestiça que combateu nas guerras de independência da América espanhola.
Juana Azurduy Bermudez nasceu em 12 de julho de 1780 em Chuquisaca (atual Sucre) , no Vice-Reino do Rio da Prata. De origem indígena, além do espanhol, falava quíchua e aymara.
Órfã ainda na infância, foi enviada ao Convento de Santa Teresa de Chuquisaca, onde teve acesso a livros e à leitura. Expulsa do local aos 17 anos por seu comportamento rebelde, manteve forte proximidade com as populações indígenas, tornando-se defensora de suas causas e direitos.
Após seu casamento com Manuel Ascencio Padilla, ingressou na luta armada pelas independências da América do Sul, Acompanhou o marido em combate e na organização de forças guerrilheiras, enfrentando oposição e preconceito por sua condição de mulher e mãe. Apesar de ter falecido em situação de pobreza e sem o devido reconhecimento em vida, tornou-se posteriormente um dos principais símbolos femininos do processo de independência na região.
Juana Azurduy e seu esposo Manuel Ascencio Padilla participaram da Revolução de Chuquisaca, um levante popular conhecido pela historiografia como o Primeiro Grito Libertário da América. Ambos se ligaram ao Exército Auxiliar do Norte em 1810, enviado de Buenos Aires com o objetivo de libertar o Alto Peru e o Peru. Apesar da derrota inicial e do oferecimento de recompensas por suas cabeça, não desistiram da luta. No ano seguinte, Juana e seus quatro filhos foram presos pelos espanhóis, mas Miguel conseguiu resgatá-los.
Organizou o “Batalhão dos Leais” que participou da batalha de Ayohuma no dia 9 de novembro de 1813. Após derrota nesta batalha, os exércitos se retiraram da região do Alto Peru e Juana, Padilla e seus companheiros se dedicaram a realizar ações de guerrilha contra os realistas.
Em 8 de março de 1816, Juana dominou temporariamente o Cerro Rico de Potosí, a principal fonte de prata da Espanha, tomando-o. Foi uma importante colaboradora de Martín Miguel de Güemes e, em 13 de agosto de 1816, recebeu o título de Tenente Coronel através de um decreto de Juan Martín de Pueyrredon, diretor supremo das Províncias do Rio de la Plata.
Em 14 de novembro de 1816, foi ferida em batalha. Seu marido pôde resgatá-la, porém se feriu e faleceu, deixando-a viúva.
No mesmo ano, uma mudança de planos fez com que os militares abandonassem a zona do Alto Peru para avançar pelo Chile. Isso fez com que o apoio logístico às forças de Juana na região diminuissem, motivo pelo ela se viu obrigada a se deslocar para o sul, unindo-se a Martín Miguel de Güemes.
À altura da morte de Güemes em 1821, Juana se encontrava em uma situação de pobreza. Em 1825, Simón Bolívar, depois de visitá-la e ver a situação de miséria em que se encontrava, concedeu-lhe o cargo de coronel e lhe outorgou uma pensão. Depois da visita, comentou ao marechal Antônio José de Sucre: “este país não deveria se chamar Bolívia, mas Padilla ou Azurduy porque eles o libertaram”. Em Charcas, conheceu outra mulher importante na independência americana, Manuela Sáenz, também com o título de coronel, quem escreveu a Juana:
Posteriormente o general Sucre aumentou sua pensão, mas ela deixou de recebê-la em 1830 devido às sucessivas mudanças políticas na Bolívia. Em uma carta escrita neste ano quando andava pelas selvas do Chaco, na Argentina, se dirige às autoridades pedindo uma pensão por seu marido, dizendo que “se vêem esgotados os meios que poderiam lhe proporcionar sua subsistência” e que “a sua única filha tudo o que resta são lágrimas”.
Passou vários anos em Salta solicitando ao governo boliviano seus bens que haviam sido confiscados em 1811. A pensão que lhe haviam concedido foi cancelada em 1857 no governo de José María Linares.
Morreu indigente em 25 de maio de 1862 quando estava por completar 82 anos e foi enterrada em uma vala comum.

Seus restos mortais foram exumados cem anos após sua morte e transferidos para um mausoléu construído em sua homenagem na cidade de Sucre.
Em 2009, a então presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, concedeu-lhe postumamente a patente de general do Exército Argentino , e Marechal do Exército da Bolívia por Evo Morales, em 2011 .