| Palmeira-do-chile | |||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
Vulnerável (IUCN 2.3) | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||
Palmeira-do-chile ou palma-chilena, é o nome comum da espécie Jubaea chilensis (Molina) Baill., uma planta da família das Arecaceae que constitui a única espécie do género monotípico Jubaea. É nativa da região central do Chile, onde é endémica numa pequena área entre as coordenadas 32°S e 35°S nas regiões do sul do Coquimbo, Valparaíso, Santiago, O'Higgins e norte de Maule. A palmeira-do-chile é a mais corpulenta das palmeiras, podendo atingir 25 m de altura, com a estipa a chegar por vezes aos 5 metros de circunferência junto ao solo. É de crescimento muito lento, não florindo antes dos 60 anos de idade. Crê-se que é a palmeira de folhas pinadas mais resistente ao frio, sobrevivendo à exposição prolongada a temperaturas entre −12 °C e −15 °C. Durante muito tempo pensou-se que a extinta palmeira da Ilha da Páscoa pertencia a este género, sendo actualmente considerada distinta deste e colocada no seu próprio género, Paschalococos. No entanto, estudos genéticos que demonstram que as sementes da palmeira Jubaea na costa chilena tem as mesmas características das palmeiras encontradas na Ilha de Páscoa. (Fonte: Grau, Juan (1996) "Jubaea, The Palm of Chile qnd Easter Island?", Rapa Nui Jornal: Jornal of the Easter Island Foundation: Vol. 10 : Isso. 2, Article 3.

Produz uma seiva rica em açúcares que pode ser utilizada como edulcorante (mel de palma) ou fermentada para produzir um vinho. Estes usos levaram a que a planta seja designada por palmeira-do-mel ou palmeira-do-vinho.
Dado que a exploração da seiva implicava em muitos casos o abate da planta, hoje o seu uso está regulamentado dada a vulnerabilidade da espécie, sendo a seiva recolhida através de entalhes na estipa. Os frutos são comestíveis, assemelhando-se a pequenos cocos, sendo recolhidos e consumidos em fresco.

O género monotípico Jubaea é taxonomicamente próximo de um grupo de géneros com distribuição geográfica exclusiva no hemisfério sul. A origem desses géneros situa-se em África (Jubaeopsis), continuando-se para leste por Madagáscar (Voanioala), pela Melanésia (Cocos), Chile (Jubaea) e Bolívia (Parajubaea), terminando no sul do Brasil (Syagrus, Butia, Lytocaryum, Allagoptera e Polyandrococos).
O género foi denominado Jubaea pelo botânico alemão Karl Sigismund Kunth em honra de Juba II, rei da Numídia.