Juventude Popular Juventude Centrista | |
|---|---|
| Presidente | Catarina Marinho |
| Fundação | 4 de novembro de 1974 |
| Sede | Largo Adelino Amaro da Costa Santa Maria Maior, Lisboa |
| Espectro político | Direita |
| Membros (2014) | 18 000 |
| Afiliação nacional | CDS – Partido Popular |
| Cores | Azul e Amarelo |
| Bandeira do partido | |
| Página oficial | |
| juventudepopular.pt | |
A Juventude Popular (JP) é a organização política de juventude do CDS-PP. Criada em 4 de Novembro de 1974, com o nome de Juventude Centrista (JC), destacou-se no Verão Quente de 1975 como intenso opositor aos movimentos de esquerda que tentavam construir em Portugal um projecto de inspiração socialista.
Em 2014, a Juventude Popular era a terceira maior juventude partidária de Portugal, à frente apenas da Juventude Comunista.
Em Fevereiro de 2025, no Congresso realizado em Almada, Catarina Marinho tornou-se a primeira mulher a presidir à Juventude Popular, ao vencer, com a moção "Do Dizer ao Fazer", a candidatura de Enide Menezes.
Esse "direito de defesa" não era meramente retórico: manifestou-se de forma concreta no cerco ao primeiro comício da Juventude Centrista, realizado a 4 de Novembro de 1974 no Teatro São Luiz, em Lisboa. Nesse dia, jovens de diversos movimentos de extrema-esquerda tentaram, sem êxito, tomar de assalto o teatro, situado no coração do Chiado, onde decorria o evento, gerando confrontos entre manifestantes e forças policiais que resultaram em feridos de ambas as partes. Ciente do risco de invasão, o CDS — ainda não legalizado formalmente, o que só sucederia em Janeiro de 1975 —solicitara previamente a intervenção do COPCON (Comando Operacional do Continente) para garantir a protecção do comício.
Nos dias e meses subsequentes, seria possível encontrar em diversas sedes de organizações de extrema-esquerda bens que, segundo testemunhos da época, tinham origem no saque dessa noite.
Sobre o sucedido, Adelino Amaro da Costa — que viria a falecer na tragédia de Camarate em 1980, quando exercia funções de Ministro da Defesa ; deixaria registado, num relatório ao primeiro congresso do partido, que aquela fora uma noite particularmente dolorosa para o CDS e para a jovem democracia portuguesa, ao mesmo tempo que reafirmava a recusa de qualquer rancor e o repúdio por um belicismo retrógrado e primário.
A data de 4 de Novembro viria, mais tarde, a ser consagrada pela Juventude Centrista como a data do seu aniversário, em homenagem à resistência demonstrada por esta primeira geração de militantes.
Nos 48 anos da Juventude Popular, entre os antigos dirigentes presentes nas comemorações contavam-se Manuel Monteiro, Nuno Correia da Silva e Miguel Pires da Silva.
Em 13 de Dezembro de 2015, no Congresso realizado em Peniche, Francisco Rodrigues dos Santos foi eleito presidente da Juventude Popular ,em Janeiro de 2020, com a eleição de Rodrigues dos Santos para a liderança do CDS-PP, Francisco Peres Filipe Mota, então vice-presidente da organização juvenil, assumiu a presidência interina da Juventude Popular até ao Congresso Nacional de Março de 2021.
A 4 de Novembro de 2022, por ocasião do 48.º aniversário da fundação da JP, os centristas regressaram ao Teatro São Luiz, em Lisboa, local do primeiro comício da então Juventude Centrista, prestando homenagem aos "Bravos do São Luiz" que haviam fundado o movimento, numa cerimónia presidida já por Francisco Camacho, que exortou a nova geração da JP a recordar os feitos dos que a antecederam como alavanca para as tarefas futuras.
Em Fevereiro de 2025, no Congresso realizado na Costa da Caparica, dar-se-ia um momento de particular significado histórico: Catarina Marinho foi eleita presidente da Juventude Popular, tornando-se a primeira mulher a liderar a organização juvenil do CDS em cinquenta anos de história. Catarina Marinho , então com 26 anos e até aí vice-presidente com o pelouro da Comunicação, viu a sua candidatura obter 165 votos favoráveis, contra 47 votos em branco e 23 nulos, superando a candidatura de Enide Menezes Seixas, que viria a não apresentar listas próprias aos órgãos nacionais.
A eleição de Catarina Marinho representa, assim, um marco inédito na história da Juventude Popular, ao romper, meio século após a fundação da organização, com uma tradição de liderança exclusivamente masculina
Esta é a lista que a Juventude Popular alega terem sido seus ex-líderes:
| Líderes da JC/JP | Período de mandato |
|---|---|
| Caetano da Cunha Reis | 1974 - 1976 |
| Eduardo Urze Pires | 1976 - 1977 |
| Alexandre Sousa Machado | 1977 - 1979 |
| Francisco Cavaleiro Ferreira | 1979 - 1981 |
| Jorge Goes | 1981 - 1986 |
| Manuel Monteiro | 1986 - 1990 |
| Martim Borges de Freitas | 1990 - 1994 |
| Nuno Correia da Silva | 1994 - 1996 |
| Pedro Mota Soares | 1996 - 1999 |
| João Pinho de Almeida | 1999- 2007 |
| Pedro Moutinho | 2007 - 2009 |
| Michael Seufert | 2009 - 2011 |
| Miguel Pires da Silva | 2011 - 2015 |
| Francisco Rodrigues dos Santos | 2015 - 2020 |
| Francisco Mota | 2020 - 2021 |
| Francisco Camacho | 2021 - 2025 |
Em novembro de 2025 a Juventude Popular declarou não apoiar nenhuma candidatura presidencial para as eleições de 2026, alegando que nenhum candidato suportava os seus valores.
Em seu site, a Juventude Popular alega acreditar no Conservadorismo, Liberalismo e Democracia-Cristã.
A Juventude Popular alega atribuir três prêmios para distinguir seus próprios militantes:
O CDS pode fazer o pino, uma cambalhota e um malabarismo no trapézio que, aos olhos dos portugueses, a perceção é que o CDS é um partido de direita. O CDS é um partido de direita, ponto final", afirmou o candidato.