Kamov Ka-27 (OTAN: Helix) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Um Ka-27 da Marinha Russa voando pelo USS Vella Gulf sobre o Golfo de Adem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Descrição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Tipo / Missão | Helicóptero de Guerra antissubmarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| País de origem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Fabricante | Kamov | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Período de produção | 1979- | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Desenvolvido em | Kamov Ka-31 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Primeiro voo em | 24 de Dezembro de 1973 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Introduzido em | 1982 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Tripulação | 1-3 com até 16 tropas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Carga útil | 4 000 kg (8 820 lb) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O Kamov Ka-27 (designação da OTAN 'Helix') é um helicóptero militar desenvolvido pela russa Kamov para a marinha da antiga União Soviética. Atualmente, equipa as forças militares da Rússia, Ucrânia, Azerbaijão, Argélia, Síria, Laos, Tailândia, Vietnã, Coreia do Sul, China e Índia.
O helicóptero foi desenvolvido para transporte e guerra anti-submarina, com o intuito de substituir o antiquado Kamov Ka-25, e é semelhante em aspecto à versão antecessora devido a exigências de armazená-lo no mesmo espaço de hangar. O seu desenvolvimento começou em 1970 e o primeiro protótipo voou em 1973, e tal como outros helicópteros militares desenvolvidos pela Kamov, possui um rotor coaxial, eliminando a necessidade de um rotor de cauda.

O Estado Português, adquiriu em 2006, seis helicópteros Kamov Ka-32 destinados ao combate a incêndios, vindo a ser recebidos em 2008. Para operar os 6 Kamov Ka-32 e os 4 Eurocopter AS 350 B3 pertencentes ao Ministério da Administração Interna, o Estado Português criou em 2007 a empresa pública, EMA - Empresa de Meios Aéreos, sendo em 2014 extinta devido a cortes orçamentais em Portugal. Para se poderem continuar a operar estes helicópteros, foi aberto um concurso público para encontrar uma empresa que pudesse operar e efetuar manutenções a estes helicópteros, tendo vencido a empresa Everjets, que ficou responsável por tal. Em 2016 depois de uma auditoria, o Ministério Público começou a investigar um possível desalinhamento entre os interesses do Estado e o contrato assinado entre a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e a Everjets.
Da frota de 6 Kamov Ka-32, 1 sofreu um acidente em 2012, sendo praticamente irrecuperável, 2 necessitam de manutenção desde 2015 e os restantes 3 necessitam de manutenção desde 2018, estando todos armazenados num hangar no aeródromo de Ponte de Sor. Em 2018, a contratação de meios aéreos de combate a incêndios passou para alçada da Força Aérea Portuguesa, sendo esta, desde 2018 responsável pela contratação e gestão dos meios aéreos de combate a incêndios. Após isso, começou a ser estudada a possibilidade de recuperar os Kamov Ka-32, tendo estado em Portugal técnicos da fabricante destes helicópteros, a avaliarem a viabilidade da sua recuperação.
A 10 de fevereiro de 2022, através do despacho nº1705/2022, a frota dos 6 helicópteros Kamov Ka-32 passou para a Força Aérea Portuguesa, para ser utilizada em missões militares e missões civis, como o combate a incêndios.
Devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, uma das medidas tomadas pelos países europeus foi a suspensão do voo de aeronaves de origem russa em território europeu, juntando isso ao contínuo apoio por parte do Governo Português no envio de armamento militar para a Ucrânia, a Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, anunciou em outubro de 2022, que Portugal irá enviar para aquele país, os seus 6 helicópteros Kamov, de maneira a apoiar o esforço de guerra levado a cabo pela Ucrânia.