| Cacu | |||||||||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome trinomial | |||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||
Distribuição do cacu (em marrom e mais ao sul) e das demais subespécies de Damaliscus lunatus (outras cores) | |||||||||||||||||||||
O cacu (Damaliscus lunatus lunatus) ou kaku, como é chamado em Angola, também conhecido como mezanze, mezanzi, mizanze ou estacatira, em Moçambique, ou ainda, tsessebe, sassaby ou tsessebe-comum, a partir de um termo da língua tswana, é um antílope africano. É a subespécie nominotípica do Damaliscus lunatus, que integra a tribo Alcelaphini, da subfamília Antilopinae e da família dos bovídeos.
Pode ser encontrado em Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Namíbia, África do Sul e Zâmbia, e também em Eswatini e Zimbabwe, após ter sido reintroduzido; é considerado extinto em Moçambique desde a década de 1970 ou início da década de 1980. Em 1999, estimava-se que a população total dessa subespécie era cerca de 30000 indivíduos e a tendência é que a população esteja aumentando, especialmente em terras privadas. Portanto, a IUCN considera o cacu como pouco preocupante.
Os cacus estão entre os antílopes mais rápidos da África e podem alcançar os 90 km/h. Estes animais medem cerca de 170 cm, mas os machos, pesam cerca de 140 kg e medem 1,2 m nos ombros, são um pouco maiores que as fêmeas, que pesam aproximadamente 120 kg. Ambos os sexos têm chifres, de cerca de 35 cm de comprimento, mas os dos machos são mais pesados. Possui rosto escuro com manchas roxas nos ombros, enquanto a cernelha e a parte superior do corpo são marrom-avermelhadas. Entretanto, as populações de cacu apresentam variações conforme se desloca da África do Sul para o Botswana, sendo que as populações do sul têm, em média, uma pelagem mais clara, um menor tamanho e chifres menos robustos.
A diferença mais significativa entre o cacu, que é a subespécie mais ao sul, e as outras subespécies de Damaliscus lunatus é a inclinação dos chifres. Os chifres do cacu ficam mais afastados uns dos outros à medida que se avança para a ponta. Isso faz com que o espaço entre eles apresente um formato de "meia-lua" quando vistos de frente, o que deu origem ao epíteto específico lunatus. quando visto de um certo ângulo, em oposição ao perfil lirado, mais semelhante ao de uma vaca-do-mato (Alcelaphus buselaphus), presente nas outras subespécies. A subespécie mais próxima do cacu é o tsessebe-de-bangweulu (D. l. superstes), que faz parte do complexo lunatus, enquanto as demais subespécies fazem parte do complexo korrigum. Ambas subespécies não diferem significativamente, mas, em geral, o D. l. superstes, localizado mais ao norte da Zâmbia, têm coloração mais escura e chifres mais robustos, embora as diferenças sejam pequenas e os indivíduos de ambas as populações apresentem variações nessas características, que praticamente se sobrepõem.