| Kings Go Forth | |
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| No Brasil | Só Ficou a Saudade |
| Estados Unidos 1958 • pb • 109 min | |
| Gênero | romance de guerra |
| Direção | Delmer Daves |
| Produção | Frank Ross |
| Roteiro | Joe David Brown (romance) Merle Miller |
| Elenco | Frank Sinatra Tony Curtis Natalie Wood |
| Música | Elmer Bernstein |
| Cinematografia | Daniel L. Fapp |
| Edição | William B. Murphy |
| Distribuição | United Artists |
| Lançamento |
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| Idioma | inglês |
| Receita | US$ 2,8 milhões |
Kings Go Forth (bra: Só Ficou a Saudade) é um filme americano romântico de guerra de 1958, ambientado na Segunda Guerra Mundial e estrelado por Frank Sinatra, Tony Curtis e Natalie Wood. O roteiro foi escrito por Merle Miller, baseado no romance homônimo de 1956 de Joe David Brown e direção de Delmer Daves. A trama gira em torno de dois amigos de origens diferentes, que trabalham em um posto de observação no sul da França e se apaixonam pela mesma francesa que se revela descendente de mulatos americanos. Temas como racismo e miscigenação fornecem os elementos de conflito entre os personagens principais, algo incomum para a época, enquanto a ambientação durante a chamada Champagne Campaign permanece singular.
No último ano da Segunda Guerra Mundial, o primeiro-tenente Sam Loggins comanda uma unidade de observação de artilharia do Exército dos Estados Unidos posicionada nos Alpes, entre a França e a Itália. Após perder seu operador de rádio, ele recebe o cabo Britt Harris (Tony Curtis), um jovem soldado experiente em radiocomunicação. Harris revela-se um homem carismático, oportunista e corajoso, destacando-se em diversas ações de combate, embora Loggins permaneça desconfiado de seu caráter.
Durante uma licença em Nice, Loggins conhece Monique Blair (Natalie Wood) e os dois iniciam um romance. Monique, porém, teme se envolver com soldados norte-americanos devido ao preconceito racial que presenciou ao longo da vida, já que seu falecido pai era negro. Depois de superar seus próprios preconceitos, Loggins decide assumir seus sentimentos por ela. Entretanto, Harris surge inesperadamente em suas vidas e, graças ao seu charme, acaba conquistando Monique, deixando Loggins cada vez mais isolado.
A situação se agrava quando Harris pede Monique em casamento, mas posteriormente revela que nunca teve a intenção de cumprir a promessa. Indignado com a crueldade do subordinado, Loggins o obriga a contar a verdade à jovem, que fica devastada. Pouco depois, os dois soldados recebem a missão de infiltrar-se em uma aldeia ocupada pelos alemães para identificar alvos estratégicos e coordenar um ataque de artilharia norte-americano.
Durante a operação, Loggins e Harris conseguem localizar um grande depósito alemão de munições, mas são descobertos por uma patrulha inimiga. Harris é morto durante a fuga, enquanto Loggins fica preso sob os escombros após ordenar o bombardeio que destrói a aldeia e o arsenal inimigo. Resgatado com vida, mas tendo perdido um braço, Loggins passa meses hospitalizado. Após a guerra, ele retorna a Nice e reencontra Monique, agora diretora de uma escola para órfãos de guerra, encerrando a história com uma homenagem das crianças aos soldados que ajudaram a libertar a França.
Em julho de 1957, Frank Ross declarou ao The New York Times que havia recebido inúmeras cartas de afro-americanos interessadas no projeto por causa de sua abordagem sobre relações raciais. Ross também explicou que optou por escalar Natalie Wood ao invés de Dorothy Dandridge para o papel de Monique porque acreditava que uma atriz negra tornaria a revelação da ascendência da personagem menos impactante dramaticamente. A trilha sonora foi composta por Elmer Bernstein e inclui a canção "Monique" de Frank Sinatra com letra de Sammy Cahn. O longa-metragem conta com a participação especial dos músicos de jazz Mel Lewis, Richie Kamuca, Red Wooten e Jimmy Weible.
O filme teve a sua estreia em 14 de junho de 1958, em Mónaco.
Inicialmente Kings Go Forth recebeu análises mistas dos críticos americanos em comparação com 3:10 to Yuma (1957). Bosley Crowther, apontou que o filme tinha boas intenções dramáticas, mas sofria com desenvolvimento desigual e excessiva dependência de romance convencional em meio a um tema potencialmente mais forte. Num contraponto, a revista Variety elogiou sua ação simples e direta.
Atualmente a recepção dos críticos é mais positivas com elogios sendo direcionado a sua temática, fotografia e elenco.