| Tipo | Desportiva |
|---|---|
| Fundação | 3 de maio de 2022 (4 anos) |
| Membros | 15 |
| Website | |
A Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) é uma associação de clubes de futebol fundada em 3 de maio de 2022 com o intuito de formar uma liga de futebol no Brasil nos moldes das grandes ligas europeias, como a Premier League, aumentando a competitividade do Campeonato Brasileiro e, principalmente, a distribuição das cotas de premiação e os direitos de transmissão dos jogos de maneira mais equitativa.
Foi fundada por oito times: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, São Paulo e Santos.
Devido a divergências na repartição de cotas de receita de transmissão, vários times deixaram a liga e juntaram-se a Liga Forte Futebol do Brasil, restando somente Flamengo, Red Bull Bragantino, São Paulo e Santos como membros fundadores remanescentes. Atualmente, além dos fundadores remanescentes, a LIBRA também conta com Bahia, Grêmio, Vitória, Remo, Paysandu, Volta Redonda, ABC, Guarani, Sampaio Corrêa e Brusque, totalizando 15 clubes.
Em março de 2024, a Libra firmou um acordo com o Grupo Globo para os direitos de transmissão do Brasileirão no período de 2025 a 2029. A emissora terá exclusividade sobre todas as plataformas, incluindo TV aberta, TV por assinatura, streaming e pay-per-view (PPV).
O contrato renderá 1,17 bilhão de reais por ano aos clubes da liga, caso 9 equipes integrem a Série A do Brasileirão, além de 40% da receita líquida do pay-per-view. Do valor destinado aos clubes da Série A, 40% serão distribuídos de forma igualitária, 30% por performance e 30% com base no percentual de torcedores de cada clube cadastrados como assinantes.
| Clube | Estádio | Município | Estado | Tamanho da torcida (2024) | Divisão nacional (2026) |
|---|---|---|---|---|---|
| Flamengo | Maracanã | Rio de Janeiro | 19% | A (8) | |
| São Paulo | MorumBIS | São Paulo | 6% | ||
| Grêmio | Arena do Grêmio | Porto Alegre | 4% | ||
| Santos | Urbano Caldeira | Santos | 3% | ||
| Bahia | Casa de Apostas Arena Fonte Nova | Salvador | 2% | ||
| Vitória | Manoel Barradas | Salvador | 1% | ||
| Remo | Banpará Baenão / Mangueirão | Belém | 0,7% | ||
| Red Bull Bragantino | Nabi Abi Chedid | Bragança Paulista | - | ||
| Paysandu | Banpará Curuzu / Mangueirão | Belém | 0,6% | C (5) | |
| Brusque | Augusto Bauer | Brusque | - | ||
| Ferroviária | Estádio Fonte Luminosa | Araraquara | - | ||
| Guarani | Brinco de Ouro da Princesa | Campinas | - | ||
| Volta Redonda | Raulino de Oliveira | Volta Redonda | - | ||
| ABC | Maria Lamas Farache | Natal | - | D (2) | |
| Sampaio Corrêa | Castelão | São Luís | - |
Separar controvérsias numa se(c)ção específica pode não ser a melhor maneira de se estruturar um artigo, pois pode gerar peso indevido para pontos de vista negativos. (maio de 2026) |
No dia 26 de setembro de 2025, o jornal O Globo publicou que o Flamengo havia conseguido um bloqueio judicial contra a LIBRA, impedindo os repasses dos valores referentes aos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2025, estimado em R$ 77 milhões. O motivo seria um questionamento do contrato pelo atual presidente do clube carioca, Luiz Eduardo Baptista, em relação aos valores do pay-per-view no acordo fechado em 2023 pelo então presidente Rodolfo Landim, que resultaria na assinatura do contrato com o Grupo Globo em 2024, válido pelas temporadas 2025–2029. Pelo contrato fechado, 40% dos valores seriam distribuídos de maneira igualitária entre os clubes, enquanto 30% seriam distribuídos de acordo com o desempenho do campeonato e os outros 30% por índices de audiência, com o último sendo questionado pelo clube rubro-negro, que teria um prejuízo de 100 milhões de reais. A LIBRA emitiu uma nota repudiando a ação do Flamengo, destacando que o clube carioca teria desgastado uma "relação harmoniosa" entre os membros, enquanto que o clube carioca emitiu uma nota destacando que apenas ele e o Volta Redonda teriam votado contra em uma reunião da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do dia 26 de agosto de 2025, que discutia o critério de rateio com a audiência, pois na visão do clube carioca, o estatuto da LIBRA exige uma unanimidade entre todos os membros em qualquer decisão.
Após a ação do Flamengo, todos os clubes membros emitiram uma nota de repúdio contra o time rubro-negro, acusando o clube de tentar criar uma disputa desigual dentro do bloco. Além disso, alguns dirigentes como Leila Pereira (Palmeiras) e demais jornalistas, assim como representantes da então Liga Forte União do Futebol Brasileiro (LFU), também condenaram a ação do Flamengo em entrevistas, sugerindo também a criação de uma nova liga sem a presença do time carioca e o acusando de tentar distorcer uma visão do que seria uma "liga igualitária", enquanto que outra parte da imprensa destacou que uma eventual recisão de contrato entre o Flamengo e demais clubes da LIBRA resultaria em prejuízos milionários, além do assunto ser visto como "irrelevante". No dia 1.° de outubro de 2025, o Flamengo publicou uma nova nota rebatendo as acusações dos clubes membros da LIBRA, usando a questão "fato ou fake", destacando que não procurou ter uma "virada de mesa" ou "receber mais que os clubes" e sim, que estaria dentro das exigências do estatuto quanto ao diálogo, que, de acordo com o clube, não existiu, assim como acusou os dirigentes membros de manterem uma postura irredutível.
Por conta da postura do Flamengo, o Vitória anunciou que não renovaria mais com o bloco e fechou um acordo com a LFU, válido a partir da temporada 2030 do Brasileirão, assim como Grêmio e Santos cogitaram sair da LIBRA. O clube carioca chegou a tentar negociar com o Corinthians, ex-membro da LIBRA e atual integrante da LFU, a formação de uma liga independente para a assinatura dos direitos de transmissão a partir de 2030, mas a crise política do clube alvinegro teria travado os negócios, além de possíveis vantagens do lado carioca em um eventual acordo, o que não foi aceito pelos paulistas.
No dia 3 de outubro, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, voltou a tocar no assunto da briga da LIBRA contra o Flamengo com novas acusações contra o clube carioca e ao presidente BAP em uma entrevista para a Ge TV, acusando o time carioca e seu dirigente de criarem um "mundo paralelo", apelidando-o de "terraflanista", além de ter anunciado no dia anterior uma abertura de ação judicial contra os cariocas por parte do Palmeiras, pedindo o desbloqueio do pagamento de 77 milhões de reais. A ação de Pereira foi defendida por uma parte da imprensa, entre elas, o jornalista Paulo Vinícius Coelho, que chegou a publicar diversas matérias defendendo o clube alviverde. O jornalista e setorista do Palmeiras pela UOL, Danilo Lavieri, chegou a publicar uma foto do contrato assinado pelo Flamengo na LIBRA, mas acabou sendo acusado por alguns membros da imprensa e por torcedores flamenguistas de postar o documento incompleto, não se manifestando a respeito das acusações. Na tarde do mesmo dia, a LIBRA e os clubes filiados (exceto o Flamengo), emitiram uma nova nota com mais acusações contra o Flamengo, afirmando que o "futebol brasileiro não tem dono" e que o clube "tem uma visão solitária e antiquada". O clube carioca optou por não rebater publicamente as acusações de Leila e dos clubes da LIBRA, além de marcar uma reunião híbrida para o dia 7 de outubro debatendo as próximas providências. No dia 28 de outubro, o Atlético Mineiro informou que deixaria a Libra e voltaria para a Liga Forte União, alegando que "atitudes individualistas comprometem o diálogo e enfraquecem o propósito comum".
Em 25 de novembro, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) deu ganho de causa ao Flamengo na ação contra LIBRA, aumentando o bloqueio de R$ 17 milhões para R$ 21 milhões, ficando abaixo do que era esperado pelo clube, que era de R$ 83 milhões. Com isso, os outros R$ 61 milhões seriam liberados para o bloco, não sendo divulgado se haveria distribuição igualitária entre os membros.
Em 5 de maio de 2026, o Flamengo comunicou o encerramento do processo após todos os clubes entrarem em consenso em relação aos valores da receita de audiência. No mesmo dia, o Palmeiras comunicou a sua saída da LIBRA apontando "atitudes egoístas" no bloco, mas, negou que estaria negociando sua entrada na atual Futebol Forte União (FFU), alegando esperar a construção de uma liga única pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Apesar da saída do clube, a equipe alviverde seguirá na liga até o final do contrato com a TV Globo, firmado até 2029.