Casamento lavanda

Casamento lavanda (em inglês lavander marriage) é como os países de língua inglesa chamam o casamento entre um homem e mulher em que um ou ambos os parceiros são homossexuais ou bissexuais. O termo mais geral é casamento de orientação mista. É uma forma especifica de casamento por conveniência, no qual o casamento é formado por alguma outra razão que não seja a conexão romântica, presumida como sendo a base dos casamentos modernos, por razões legais envolvendo herança ou imigração, por exemplo.

Os parceiros em um casamento lavanda estão escondendo o fato de que a orientação sexual de pelo menos um deles não é primariamente heterossexual. O termo casamento lavanda data do início do século XX, e é usado quase exclusivamente para caracterizar certos casamentos de personalidades públicas na primeira metade do século XX, principalmente antes da Segunda Guerra Mundial. Na época, a atitude do público em relação à homossexualidade tornava impossível que uma pessoa seguisse uma carreira pública, notadamente na indústria cinematográfica de Hollywood, e reconhecesse sua homossexualidade. Um dos primeiros usos do termo apareceu na imprensa britânica em 1895, numa época em que a cor lavanda era associada à homossexualidade.

Uso

Com a inclusão de cláusulas de moralidade nos contratos de atores de Hollywood na década de 1920, algumas estrelas no armário arranjaram casamentos de conveniência para proteger sua reputação pública e preservar suas carreiras. Uma exceção notória, que demonstrou a posição precária do homossexual público, foi a do ator norte-americano William Haines, que pôs um fim repentino à sua carreira aos 35 anos de idade. Ele se recusou a terminar seu relacionamento com seu parceiro, Jimmy Shields, e entrar em um casamento de fachada, por ordens do chefe de seu estúdio, Metro-Goldwyn-Mayer. O termo casamento lavanda foi usado para caracterizar esses casais/indivíduos:

Ver também

Referências

  1. ↑ Claude J. Summers (2005). The Queer Encyclopedia of Film & Television (em inglês) ilustrada ed. E.U.A.: Cleis Press. p. 132. ISBN 9781573442091
  2. ↑ John Lyttle (29 de agosto de 1995). «The bride and groom wore lavender». Independent Print Limited. The Independent (em inglês). Consultado em 20 de setembro de 2018
  3. ↑ Benjamin Trimmier. «Haines, William "Billy" (1900-1973)». Glbtq.com (em inglês). Consultado em 20 de setembro de 2018
  4. ↑ Rictor Norton (1997). The Myth of the Modern Homosexual: Queer History and the Search for Cultural Unity (em inglês) ilustrada ed. Universidade da Virgínia: Washington. p. 57. ISBN 9780304338917
  5. ↑ Rose Collis (1997). A Trouser-wearing Character: The Life and Times of Nancy Spain (em inglês) ilustrada ed. Universidade da Virgínia: Cassell. p. 251. ISBN 9780304328796
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  8. ↑ David Bret (2000). Errol Flynn: Satan's Angel (em inglês) ilustrada ed. E.U.A.: Robson Books. p. 79. ISBN 9781861053329
  9. ↑ Mosel (1978). Leading Lady: The World and Theatre of Katharine Cornell (em inglês). E.U.A.: Little, Brown & Co. ISBN 9780316585378
  10. ↑ Nils Asther (1988). Narrens väg: ingen gudasaga ; memoarer (em inglês). Suécia: Carlsson. ISBN 9789177981985