
A Lei de Gérson é uma expressão popular que se originou de uma campanha publicitária de 1976, onde o ex-jogador da Seleção Brasileira de Futebol de 1970, Gérson, era associado ao conceito de "levar vantagem".
O termo é associado ao conceito de que se deve beneficiar às custas dos outros de forma antiética, popularmente conhecido como malandragem, e também associado à corrupção. Na década de 1980, com o revogação do Ato Institucional nº 5 e o relaxamento da censura, os meios de comunicação em massa brasileiros começaram a divulgar notícias sobre corrupção na política brasileira e a população começou a utilizar o termo.
A expressão vem de uma campanha publicitária da marca de cigarros Vila Rica. O garoto-propaganda do comercial era Gérson, jogador da Seleção Brasileira de Futebol e campeão da Copa do Mundo de 1970. Nessas propagandas, a imagem de Gérson e o cigarro sempre eram associadas ao conceito de levar vantagem.
A criação do termo é atribuída ao jornalista Maurício Dias, no ano de 1988, durante uma entrevista com Jurandir Freire Costa sobre o seu artigo "Narcisismo em tempos sombrios", onde o jornalista associou a ideia de "levar vantagem em tudo" à campanha publicitária, nomeando-a como se fosse uma lei científica, como as Leis de Newton.
Anos depois, Gérson declarou ter se arrependido de ter feito a campanha publicitária por ter tido a sua imagem associada a um comportamento negativo.
José Monserrat Filho, diretor do comercial televisivo, sustenta que o público fez uma interpretação errônea do seu vídeo: "Houve um erro de interpretação, o pessoal começou a entender como ser malandro. No segundo anúncio dizíamos: levar vantagem não é passar ninguém para trás, é chegar na frente, mas essa frase não ficou, a sabedoria popular usa o que lhe interessa".