
Luís Capucho é compositor, escritor, cantor e violonista. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, radicou-se na cidade de Niterói desde 14 anos de idade. Em 1988, graduou-se em Letras pela Universidade Federal Fluminense. Voltou à mesma instituição acadêmica em 2010, para pós-graduação em Leitura e Produção de Texto. Participante da mesma safra de artistas em que surgiram Pedro Luís e Arícia Mess, é incluído nos anos 90 pela imprensa paulista num movimento chamado de “Retropicalismo”.
Luís Capucho Iniciou sua carreira artística como compositor no início da década de 1990. Em 1993, teve suas primeiras composições gravadas por Rita Peixoto e Carlos Fuchs e, por conta de seus temas, foi citado na imprensa especializada como o Jean Genet da MPB. Em 1996, estreou como cantor no álbum coletivo ''Ovo'', ao lado de artistas ligados ao movimento conhecido como ''Retropicalismo'', entre eles Marcos Sacramento, Pedro Luís, Suely Mesquita, Fred Martins e Mathilda Kóvak.
No mesmo período, enfrentou uma neurotoxoplasmose associada ao HIV, experiência que resultou em sequelas físicas e vocais que passaram a influenciar profundamente sua produção artística. Dessa vivência, consolidou uma obra em que autobiografia, literatura e música se entrelaçam.
A partir daí, Luís Capucho lançou álbuns autorais e publicou romances e livros de caráter autobiográfico. Sua obra dialoga com a tradição da música popular brasileira de autor, aproximando poesia, narrativa e canção.
Como compositor, teve músicas gravadas por artistas como Cássia Eller, Daúde, Clara Sandroni, Cristina Braga, Bruno Cosentino e Ney Matogrosso. Também participou de projetos como a ''Pauta Funarte de Música Brasileira'' e integrou festivais dedicados à música independente e à literatura contemporânea.
Na literatura, publicou os livros ''Cinema Orly'' (1999), ''Rato'' (2007), ''Mamãe Me Adora'' (2012), ''Diário da Piscina'' (2017) e ''Cartas para o Edil'' (2023), obras que exploram questões relacionadas à memória, identidade, desejo, vulnerabilidade e resistência.
Além da música e da literatura, desenvolve produção em pintura, ampliando sua atuação artística para diferentes linguagens.
Mantém na internet o “Blog Azul”.
Em 2005, recebeu o Prêmio Arco-Íris dos Direitos Humanos na categoria Literatura pelo romance ''Cinema Orly''. Em 2017, foi homenageado pela Câmara Municipal de Niterói com a Medalha José Cândido de Carvalho, concedida a personalidades com contribuição relevante para a cultura da cidade.
Sua trajetória também foi retratada no documentário ''Peixe Abissal'' (2023), dirigido por Rafael Saar, que explora sua produção artística e sua história de vida.
(2026) Homens Machucados (Luís Capucho) - +umhits
(2023) La Vida es Libre - Canciones de Luís Capucho vol1 - Porangareté
(2019) Crocodilo (Luís Capucho) - Independente
(2014) Poema Maldito (Luís Capucho) - Independente
(2013) Antigo - Luís Capucho 95 (Luís Capucho) - Independente
(2012) Cinema Íris (Luís Capucho) – Multifoco - CD
(2003) Lua singela (Luís Capucho) – Astronauta Discos-– CD
(1997) Ovo (vários artistas) – participação – Rob Digital - CD
(2023) Cinema Orly (Luís Capucho) segunda edição pela editora Carambaia, na Coleção de livros eróticos "Sete Chaves".
(2023) Cartas para o Edil (Luís Capucho) - É selo de língua - editora É.
(2017) Diário da Piscina (Luís Capucho) - É selo de língua - editora É.
(2012) Mamãe me adora (Luis Capucho) - Editora Vermelho Marinho.
(2007) Rato(Luis Capucho) - Editora Rocco.
(1999) Cinema Orly - primeira edição - (Luis Capucho) - Editora Ficções de Interlúdio.
Referências: