Luiz Philippe de Orléans e Bragança

Luiz Philippe Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança GOMN (Rio de Janeiro, 3 de abril de 1969) é um político, ativista e empresário brasileiro. É descendente dos imperadores do Brasil Pedro I e Pedro II, e, portanto, da família imperial brasileira, e pretendente ao título de Príncipe de Orléans e Bragança.

Em 2019 assumiu o cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, após ser eleito nas eleições gerais de 2018 pelo Partido Social Liberal, com 118 457 votos. É um dos líderes e cofundador do movimento Acorda Brasil, que foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, além de sobrinho de Luís Gastão de Orléans e Bragança, reivindicador da Chefia da Casa Imperial do Brasil. É autor do livro Por que o Brasil é um país atrasado? – o que fazer para entrarmos de vez no século XXI, publicado em 2017.

É o único descendente da família imperial brasileira a ocupar um cargo político de relevância desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

Biografia

Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 3 de abril de 1969, é filho de Eudes Maria Rainier Pedro João, pretendente ao título de Príncipe de Orléans e Bragança (Mandelieu, 26 de junho de 1930) e sua primeira esposa, Ana Maria Bárbara de Moraes Barros (São Paulo, 28 de novembro de 1948). Seu pai, descendente da família imperial brasileira, renunciou aos seus eventuais direitos dinásticos, por si e por seus descendentes, ao contrair um casamento morganático em 1966 (divorciado em 1976). Sua mãe é filha de Luiz de Moraes Barros (São Paulo, 1910–2003), sobrinho-neto de Prudente José de Moraes Barros, terceiro presidente da República do Brasil, e de sua mulher, Maria do Carmo Cerqueira César. É neto paterno de Pedro Henrique de Orléans e Bragança (1909–1981), bisneto do príncipe Luís de Orléans e Bragança (1880–1920) e trineto da princesa Isabel do Brasil, e, portanto, tetraneto do imperador Pedro II do Brasil e pentaneto de seu pai, Pedro I do Brasil. É também trineto de Gastão de Orléans, Conde d'Eu, que era, por sua vez, neto do rei Louis Philippe I de França. Em 30 de agosto de 2008 casou com Fernanda Hara Miguita (1978), de ascendência japonesa, com a qual tem um filho, Maximiliano (14 de junho de 2012).

Formação acadêmica

Luiz Philippe cursou administração de empresas na Fundação Armando Álvares Penteado, concluiu em 1993 um mestrado em ciências políticas na Universidade Stanford nos Estados Unidos e, em seguida, em 1997 especializou-se em administração de empresas, com um MBA, no Institut européen d'administration des affaires, na França.

Carreira profissional

Luiz Philippe iniciou sua trajetória profissional nos Estados Unidos, onde trabalhou em empresas do mercado financeiro. Fez parte do planejamento financeiro da Saint-Gobain, multinacional francesa, entre 1993 e 1996. Em seguida, trabalhou por três anos no banco de investimentos JPMorgan em Londres e no banco de investimento do Lázard Freres, em Nova Iorque. A partir dos anos 2000, retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina. Em 2005 tornou-se empreendedor, ao fundar a empresa IKAT do Brasil, que atua no ramo de distribuição de moto-peças. Em 2012 Luiz Philippe fundou a ZAP Tech, uma incubadora de meios de pagamento para plataformas móveis.

Atividade política

Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil. Em 2015, durante o início do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, apresentou um projeto de reforma política à Câmara dos Deputados, em Brasília. Participou do desenvolvimento e intermediação junto ao Senado Federal, em 2016, de um Projeto de Emenda Constitucional que permita o voto de não confiança de um presidente. Luiz Philippe também participa do Canal Terça Livre, com o programa Caia na Real, e viaja o Brasil com a palestra Redefinindo o Brasil.

No dia 1º de setembro de 2016 o grupo Acorda Brasil, liderado por Luiz Philippe, entrou com um mandado de segurança que pediu a suspensão da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de aceitar um destaque proposto pelo Partido dos Trabalhadores e fatiar as votações do impeachment de Dilma. Os impetrantes argumentaram que isso feria a Constituição Federal, e ainda que a Constituição não permitiria interpretação quanto à dissociação da perda do cargo em relação à inabilitação por oito anos para o exercício da função pública.

Filiou-se ao Partido Novo, mas trocou-o pelo Partido Social Liberal em 2018, sendo em seguida eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo. Foi o 33.º mais votado no estado e o primeiro membro da Família imperial brasileira a ocupar um cargo político, desde a Proclamação da República em 1889. Na época, foi considerada sua candidatura à vice-presidência do Brasil na chapa do candidato Jair Bolsonaro, do mesmo partido.

Entre suas propostas está a criação de um quarto poder na figura de um chefe de Estado, como no parlamentarismo; inversão da pirâmide dos gastos público do Estado; criação de uma nova constituição nos moldes da Constituição de 1824, que instituía a monarquia como modelo de governo.

Em maio de 2020 o deputado foi alvo, juntamente com outros colegas de partido, de um inquérito instituído pelo Supremo Tribunal Federal contra ameaças em redes sociais a membros da corte. Após classificar o inquérito como absurdo, monocrático e que não se repetiria, o presidente Jair Bolsonaro condecorou Luiz Philippe com a Ordem do Mérito Naval no grau de Grande Oficial.

Segundo o levantamento do Aos Fatos de maio de 2020, Luiz Phillipe de Orleans e Bragança e um grupo de sete deputados investigados no inquérito das fake news publicaram em média duas postagens por dia em rede social em um período de três meses, com desinformação ou mencionando o STF de forma crítica.

Visões políticas

Livros

  • Por que o Brasil é um país atrasado? – o que fazer para entrarmos de vez no século XXI (2017).

Ver também

Ligações externas

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