MC2 Model Management

MC2 Model Management
Criação
Extinção
Fundador
Proprietário

A MC2 Model Management é uma agência internacional de modelos cofundada pelo agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, com uma linha de crédito de US$ 1 milhão concedida por Jeffrey Epstein. A agência foi fundada em Miami em 2005, tendo sido renomeada a partir da agência anterior de Brunel, a Karin Models of America. A filial de Miami foi dissolvida em 27 de setembro de 2019, embora uma filial afiliada à agência continue operando em Tel Aviv.

Ofer Raphaeli fundou a MC2 Model Management em 2000, em Israel. Segundo Ofer, ele afirma ter se encontrado com Jeffrey apenas duas vezes em Miami e ter trabalhado na filial de Nova York em 2004.

Brunel foi preso em dezembro de 2020 sob a acusação de estupro, abuso sexual de menores, tráfico humano e participação em uma conspiração criminosa. Ele cometeu suicídio em uma cela de prisão em Paris em fevereiro de 2022, enquanto aguardava julgamento. A MC2 tem sido alvo de uma ampla investigação sobre seu papel na rede de tráfico sexual de Epstein, incluindo suas conexões documentadas com a marca de moda Victoria’s Secret.

Contexto

Jean-Luc Brunel iniciou sua carreira como agente de modelos em Paris no final da década de 1970, tornando-se diretor da agência Karin Models em 1978. Ele alegou ter lançado a carreira de várias modelos de destaque da época, incluindo Christy Turlington, Rebecca Romijn e Milla Jovovich, embora outros agentes tenham contestado algumas dessas atribuições. Alegações de que ele drogava e agredia sexualmente modelos surgiram já em 1988, quando uma reportagem do programa “60 Minutes”, da CBS, apresentada por Diane Sawyer, exibiu depoimentos de várias de suas acusadoras. Apesar da transmissão, a carreira de Brunel continuou sem consequências. Em 1995, ele expandiu as operações da Karin para Nova York e Miami e foi, por um breve período, sócio minoritário da Next Management, em Nova York.

Acredita-se que Brunel e Jeffrey Epstein tenham se conhecido na década de 1980, e que sua relação tenha se aprofundado no final da década de 1990. Entre 2000 e 2005, Brunel voou no jato particular de Epstein pelo menos duas dúzias de vezes. Em 2005, Brunel transformou a divisão da Karin nos Estados Unidos na MC2 Model Management, com Epstein fornecendo uma linha de crédito de US$ 1 milhão, de acordo com um depoimento sob juramento da ex-contadora da MC2, Maritza Vasquez. Vasquez testemunhou que Epstein pagou diretamente pelos vistos das modelos trazidas aos Estados Unidos para trabalhar na agência e que as garotas hospedadas em apartamentos controlados pela agência em Miami Beach e Manhattan eram levadas para festas nas propriedades de Epstein em Palm Beach e Manhattan, em vez de trabalharem como modelos profissionais. Ela afirmou que a MC2 era uma operação financeiramente deficitária, declarando que o envolvimento de Epstein parecia ser motivado pelo acesso às modelos da agência, e não por interesse comercial. A MC2 teve um prejuízo estimado em US$ 49 milhões entre 2006 e 2015, de acordo com uma empresa de contabilidade.

A MC2 abriu inicialmente escritórios em Miami e Nova York, tendo posteriormente estabelecido uma terceira filial em Tel Aviv. Entre os clientes da MC2 estavam, segundo relatos, a Nordstrom, a Macy's Inc., a Saks Fifth Avenue, a Neiman Marcus, a JCPenney Co., a Kohl's Corporation, a Target Corporation, a Sears e a Belk.

Em 27 de setembro de 2019, a filial da MC2 em Miami foi dissolvida, mas a filial de Tel Aviv permaneceu em atividade.

Participação em concursos de modelos

Em 2011, Brunel atuou como membro do júri no “Baltic Beauty Contest 2011”, na Letônia, organizado pela agência de modelos letã “Natalie”. O concurso, que atraiu cerca de 12 mil participantes da Letônia e de países vizinhos, foi vencido por uma menina de 14 anos chamada Paula. O diretor da agência letã afirmou posteriormente que, na época, não tinha conhecimento de quaisquer acusações contra Brunel nem de sua ligação com Jeffrey Epstein. O programa de televisão letão “De facto” já havia noticiado, em 2011, que a presença de Brunel no júri era controversa devido ao seu suposto envolvimento no fornecimento de meninas menores de idade a Epstein, e observou que o FBI havia reaberto uma investigação sobre Brunel por volta daquele período.

A reportagem destacou as preocupações persistentes no setor de modelos do Báltico, incluindo a falta de regulamentação das agências de modelos na Letônia, a ausência de um registro do setor e o risco de menores letões serem explorados para a prestação de serviços sexuais no exterior.

Referências

  1. 1 2 3 4 5 Robertson, Linda; Brown, Julie K.; Nehamas, Nicholas (20 de dezembro de 2019). «Did a Miami-based modeling agency fuel Jeffrey Epstein's 'machine of abuse'?». Miami Herald. Consultado em 6 de março de 2026
  2. ↑ Reporter, Kate Briquelet Senior (1 de outubro de 2019). «Epstein's Pal Jean-Luc Brunel Quietly Sells Off His Infamous Modeling Biz». The Daily Beast (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  3. ↑ Goldenberg-Stern, Liora (22 de fevereiro de 2026). «Israeli with links to Epstein claims ignorance of crimes». The Jerusalem Post. Consultado em 6 de março de 2026
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  7. ↑ Weil, Jennifer; Feitelberg, Rosemary (19 de fevereiro de 2022). «Former Model Agent, Linked to Jeffrey Epstein, Found Hanged». WWD. Consultado em 6 de março de 2026
  8. ↑ «Jean-Luc Brunel: Epstein associate found dead in Paris prison cell». BBC (em inglês). 19 de fevereiro de 2022. Consultado em 9 de março de 2026