Síndrome respiratória do Médio Oriente

 Nota: Este artigo é sobre a doença. Para o vírus, veja MERS-CoV. Para a epidemia, veja Epidemia de síndrome respiratória do Oriente Médio.
Síndrome respiratória do Médio Oriente
Radiografia de tórax do primeiro caso norte-americano de coronavírus MERS (MERS-CoV).
EspecialidadeInfectologia
SintomasFebre, tosse, diarreia, falta de ar
Complicaçõesinsuficiência respiratória progressiva
Início habitual2 a 14 dias após exposição
DuraçãoDias a semanas
CausasInfecção por MERS-CoV.
Frequência<2000 casos reportados
Mortes36% dos diagnósticos
Classificação e recursos externos
CID-111D64
eMedicine2218969
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Síndrome respiratória do Médio Oriente (SRME ou MERS) é uma infeção respiratória viral causada pelo coronavírus MERS (MERS-CoV). Os sintomas podem variar de ligeiros a graves. Os mais comuns são febre, tosse, diarreia e falta de ar. Os sintomas geralmente começam-se a manifestar de 2 a 14 dias após a exposição ao vírus. A doença é geralmente mais grave em pessoas com outros problemas de saúde.

O MERS-CoV é um betacoronavírus derivado dos morcegos. Verificou-se que os camelos possuem anticorpos para o MERS-CoV, embora não tenha sido identificada a fonte exata de infeção em camelos. Acredita-se que os camelos tenham estado na origem da transmissão do vírus para os seres humanos, mas ainda não é clara a forma como essa transmissão ocorreu. A transmissão entre seres humanos geralmente requer contacto próximo com uma pessoa infetada. A transmissão é pouco comum fora de hospitais, pelo que atualmente se considera que o risco para a população mundial seja relativamente baixo.

À data de 2019 não existia ainda vacina ou tratamento específico para a doença. O tratamento consiste no alívio de sintomas. Estão a ser investigados diversos medicamentos antivirais. A Organização Mundial de Saúde recomenda que após o contacto com camelos as mãos sejam lavadas frequentemente, que não se toque em camelos doentes, e que produtos à base de camelo sejam devidamente cozinhados.

À data de abril de 2017 tinham sido reportados menos de 2000 casos. Cerca de 36 por cento dos casos diagnosticados resultam em morte. No entanto, o risco de morte pode ser menor, uma vez que as pessoas com sintomas ligeiros podem não chegar a ser diagnosticadas com a doença. O primeiro caso identificado ocorreu em 2012 na Arábia Saudita, tendo a maioria dos casos ocorrido na península Arábica.

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Middle East respiratory syndrome coronavirus (MERS-CoV)». World Health Organization. Junho de 2015. Consultado em 22 de junho de 2015
  2. 1 2 «MERS Clinical Features». Centers for Disease Control and Prevention. Consultado em 20 de agosto de 2020
  3. 1 2 3 4 5 «Middle East respiratory syndrome coronavirus (MERS-CoV)». World Health Organization. Consultado em 10 de abril de 2017
  4. 1 2 3 4 5 6 7 8 Zumla A, Hui DS, Perlman S (setembro de 2015). «Middle East respiratory syndrome». Lancet. 386 (9997): 995–1007. PMC 4721578Acessível livremente. PMID 26049252. doi:10.1016/S0140-6736(15)60454-8
  5. ↑ «MERS-CoV | Prevention and Treatment of MERS | Coronavirus | CDC». cdc.gov (em inglês). 13 de julho de 2016. Consultado em 4 de abril de 2017
  6. ↑ Hui DS, Memish ZA, Zumla A (maio de 2014). «Severe acute respiratory syndrome vs. the Middle East respiratory syndrome». Current Opinion in Pulmonary Medicine. 20 (3): 233–41. PMID 24626235. doi:10.1097/MCP.0000000000000046

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