Partido do Progresso / Movimento Federalista Português | |
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| Secretário-geral | Fernando Pacheco de Amorim |
| Fundação | 6 de maio de 1974 |
| Banido | 28 de setembro de 1974 |
| Sede | |
| Ideologia | Conservadorismo nacional Integracionismo Federalismo |
| Espectro político | Direita |
| Cores | Verde e Laranja |
O Partido do Progresso (PP / MFP) foi um partido político de direita, em Portugal, que nasceu a 6 de maio de 1974, no seio do Movimento Federalista Português (MFP) após o golpe do 25 de Abril. Seria ilegalizado na sequência da manifestação da Maioria Silenciosa a 28 de Setembro de 1974.
Este partido inicialmente tenta mobilizar apoio dos que pretendem a continuação da união de Portugal ao Ultramar, o seu integracionismo de modo federalista, invocando a aplicação das teses do livro do general António de Spínola, Portugal e o Futuro. Será depois do discurso do mesmo general Spínola de 27 de junho, reconhecendo o direito das colónias à independência, alterando o primitivo programa do MFA de 25 de abril de 1974, que o grupo passa a designar-se Partido do Progresso.
Era presidido pelo Professor Doutor Fernando Pacheco de Amorim e teve entre os principais aderentes os "nacionalistas revolucionários" ligados à Cooperativa Cidadela, ativa em Coimbra e Porto e que era dirigida por José J. Sampaio Nora; o Comité Nacional de Ação Revolucionária (CNAR) do Porto, dirigido por Fernando José Allegro; membros da Associação Programa, como José Vale de Figueiredo; monárquicos da Liga Popular Monárquica e ex-membros da ANP. Nesses constam como mais ativos José Miguel de Alarcão Júdice, Nuno Cardoso da Silva, Luís de Oliveira Dias, José da Costa Deitado, Diogo Miranda Barbosa, Francisco Caldeira Cabral e Luís Sá Cunha.
Como consultor teriam Clifton White, diretor de campanhas políticas como às presidenciais norte-americanas de Barry Goldwater em 1964, de nomeação republicana de Ronald Reagan em 1968 e de Jesse Helms ao senado em 1972.
O Partido do Progresso seria financiado pelo BESCL (antecessor do BES).
Para se apresentar às primeiras eleições nacionais fez uma coligação eleitoral com o Partido Liberal (PL) e o Partido Trabalhista Democrático Português (PTDP), denominada Frente Democrática Unida (FDU). E que, na sequência da chamada Crise Palma Carlos, eles mais o Movimento Popular Português (MPP), no dia 10 de julho, apresentam ao Presidente da República uma resolução conjunta para denunciar o isolamento a que estão obrigados, quer em termos de expressão através dos meios de comunicação, quer em termos de representação no Governo provisório.
Ainda em Junho o MFP e o PL constituem a Fundação para a Difusão de Conhecimentos Políticos, Sociais e Económicos (DICOPSE). Entre os seus objectivos está a publicação da revista Bandarra e a realização de actividades de apoio a organizações de direita.
Tinha como órgão informativo um jornal, designado por Tribuna Popular, cujo diretor era Joaquim Miguel Seabra Ferreira e iniciado a 24 de julho.
Este pouco depois foi proibido e perseguido a seguir à manifestação conhecida pela maioria silenciosa, gorada a 28 de setembro do mesmo ano, apesar de ser um dos seus críticos a que chamou à mesma um acto de "oportunismo aventureiro ou total irrealismo".
Na sua sede, três andares num prédio na Av. Infante Santo, militares do COPCON encontram a 2 de outubro de 1974 um arsenal de:
Mesmo após a ilegalização continuaria a receber financiamento do BESCL.