Magokoro

Magokoro
まごころ
Japão
1939 •  preto-e-branco •  67 min 
DireçãoMikio Naruse
ProduçãoRyō Takei
RoteiroMikio Naruse
Yōjirō Ishizaka (conto)
ElencoEtchan
Teruko Kato
Takako Irie
Sachiko Murase
Minoru Takada
MúsicaTadashi Hattori
CinematografiaHiroshi Suzuki
EdiçãoTamae Ide
Companhia produtoraToho
DistribuiçãoToho
Lançamento
  • 10 de agosto de 1939 (1939-08-10) (Japão)
Idiomajaponês

Magokoro (まごころ; lit. sinceridade) é um filme de drama japonês de 1939 escrito e dirigido por Mikio Naruse. É baseado em um conto do escritor japonês Yōjirō Ishizaka.

Sinopse

Numa pequena cidade do interior do Japão, o ano letivo termina. Enquanto Tomiko, filha de mãe solteira e oriunda da classe média baixa, foi classificada como a melhor aluna de sua turma, sua colega e amiga Nobuko, filha de uma família de classe alta, ficou em décimo lugar. Durante uma discussão entre a Sra. Asada e seu marido Keikichi sobre as notas baixas de Nobuko e sua nova professora, a quem a Sra. Asada responsabiliza pelo fracasso da filha, é revelado que Keikichi e a mãe de Tomiko, Tsuta, já tiveram um caso amoroso. Em lágrimas, a Sra. Asada discute com o marido por ainda amar outra mulher, tudo isso sendo escutado por Nobuko. No dia seguinte, Nobuko conta a Tomiko sobre a conversa de seus pais, e as duas começam a chorar quando discutem sobre suas diferentes famílias. Mais tarde, quando Nobuko se machuca durante uma ida ao banho, Tomiko liga para a mãe pedindo ajuda, o que leva a um encontro curto, educado, porém distante, entre Tsuta e Keikichi. Keikichi dá a Tomiko uma boneca francesa como forma de agradecimento, mas Tomiko percebe o desconforto da mãe com o presente e o devolve aos Asada. A Sra. Asada confronta o marido com seu presente para Tomiko e, em troca, é repreendida por ele por suas frequentes reclamações. Quando ele revela que acaba de receber a primeira impressão de seu livro, ela pede desculpas pelo seu egoísmo, ao que ele responde: “agora posso ir para a guerra sem preocupações”. Na última cena, as duas meninas e suas mães são vistas lado a lado no meio de uma multidão animada, dando adeus a Keikichi e aos novos recrutas que lutarão na guerra.

Elenco

Recepção

A biógrafa de Naruse, Catherine Russell, intitula Magokoro, junto com seu outro filme de 1939, Hataraku ikka, como os dois filmes principais do diretor desse período, um "elo entre o shoshimin-eiga de Naruse antes e depois da guerra". Segundo Russell, o diretor queixou-se das intervenções do conselho de censura nacional neste filme, que a instituição chamou de "filme de frente doméstica", mas onde Naruse salientou que o "contexto de guerra é pouco mais que um pano de fundo", realçando a sua "silenciosa beleza pastoral". Dan Sallitt, crítico americano de cinema, percebe detalhes comportamentais nítidos e diálogos sutis, mas uma estrutura insatisfatória e uma vaga motivação dos personagens no clímax do filme, especulando se essas deficiências resultam da intervenção da censura que não permitiria o personagem Keikichi, um símbolo do zelo militar japonês, como objeto de crítica.

Referências

  1. 1 2 «まごころ (Magokoro)». Japanese Movie Database (em japonês). Consultado em 8 de maio de 2021
  2. 1 2 «まごころ (Magokoro)». Kinenote (em japonês). Consultado em 8 de maio de 2021
  3. ↑ Goble, Alan (1999). The Complete Index to Literary Sources in Film. [S.l.]: Walter de Gruyter. ISBN 978-3-11-095194-3
  4. ↑ Russell, Catherine (2008). The Cinema of Naruse Mikio: Women and Japanese Modernity. Durham and London: Duke University Press. pp. 149ff. ISBN 978-0-8223-4290-8
  5. ↑ «Sincerity». A Mikio Naruse Companion (em inglês). 4 de abril de 2016. Consultado em 3 de novembro de 2023. Cópia arquivada em 10 de maio de 2021

Ligações externas