
Uma má adaptação é uma característica que é (ou se tornou) mais prejudicial do que útil, em contraste com uma adaptação, a qual é mais útil do que prejudicial. Todos os organismos, de bactérias a humanos, apresentam características mal-adaptáveis e adaptáveis. Em animais (incluindo humanos), comportamentos adaptáveis contrasteiam com os mal-adaptáveis. Assim como a adaptação, a má adaptação pode ser vista como ocorrendo ao longo do tempo geológico ou durante a vida de um indivíduo ou grupo.
Também pode significar uma adaptação que, embora razoável na época, se tornou cada vez menos adequada e mais um problema ou obstáculo por si só, com o passar do tempo. Isso porque é possível que uma adaptação seja mal selecionada ou se torne menos apropriada ou mesmo se torne mais uma disfunção do que uma adaptação positiva ao longo do tempo.
O conceito de má adaptação, conforme discutido inicialmente em um contexto do final do século XIX, é baseado em uma visão falha da teoria da evolução. Acreditava-se que uma tendência inerente de degeneração das adaptações de um organismo se traduziria em adaptações inadequadas e logo se tornaria incapacitante, se não "eliminada". Na realidade, as vantagens conferidas por qualquer adaptação raramente são decisivas para a sobrevivência por si só, mas sim equilibradas com outras adaptações sinérgicas e antagônicas, que consequentemente não podem mudar sem afetar outras.
Em outras palavras, geralmente é impossível obter uma adaptação vantajosa sem incorrer em "más adaptações". Considere um exemplo aparentemente trivial: é aparentemente extremamente difícil para um animal desenvolver a capacidade de respirar bem no ar e na água. Melhor se adaptar a um significa ser menos capaz de fazer o outro.