| Manuel Barbosa | |
|---|---|
| Nascimento | 17 de dezembro de 1905 Ponta Delgada |
| Morte | 27 de junho de 1991 São Brás de Alportel |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | professor, escritor, político |
Manuel Barbosa (São Sebastião, Ponta Delgada, 17 de dezembro de 1905 — São Brás de Alportel, São Brás de Alportel, 27 de junho de 1991) foi um escritor, tradutor, advogado, professor do ensino secundário, político e lutador antifascista português.
Era filho do sapateiro Manuel José Leite Barbosa, natural da Ribeira Grande (lugar de Lombinha da Maia, freguesia da Maia), e de Maria do Espírito Santo Cardoso, doméstica, também natural de Ponta Delgada (freguesia de São Sebastião). Emancipou-se legalmente, a requerimento do pai, por auto de emancipação de 20 de março de 1926.
A 29 de outubro de 1932, casou civilmente em Lisboa com Clarisse Albuquerque Guerreiro (São José, Lisboa, c. 1914), então estudante, filha do empregado comercial José Lourenço Correia Guerreiro, natural de Silves (freguesia de São Marcos da Serra), e de Alzira da Assunção Albuquerque, natural de Lisboa (freguesia de Santa Isabel).
Licenciado em Direito e em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Universidade de Coimbra, fixou-se na Ribeira Grande, em 1948, onde fundou o Externato Ribeiragrandense, a primeira instituição de ensino pós-primário daquele concelho da ilha de São Miguel. Exerceu paralelamente advocacia.
Foi militante do PCP, embora numa linha não ortodoxa, e esteve ligado à Oposição Democrática, integrando a lista da CDE, no Distrito Autónomo de Ponta Delgada, em 1969, juntamente com António Borges Coutinho e João Silvestre Pacheco.
Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, aderiu ao MDP/CDE. Em agosto de 1975, foi obrigado a fugir para o Continente, por um grupo de indivíduos ligados à extrema-direita separatista, recebendo apenas proteção policial para conseguir embarcar no avião. Mais tarde, voltaria a residir na Ribeira Grande e a filiar-se no PCP.
Publicou várias obras, das quais se destacam o estudo Luta Pela Democracia nos Açores (1978), fundamental para a história contemporânea dos Açores, no âmbito literário, Memórias das Ilhas Desafortunadas (1981), e no pedagógico, Memórias da Cidade Futura (1988).
Morreu a 27 de junho de 1991, na freguesia e concelho de São Brás de Alportel.
Em 2005, foi inaugurado um seu busto na Ribeira Grande e agraciado com o grau de Comendador da Ordem da Instrução Pública, a 19 de abril. O busto, de fraca qualidade e muito criticado, seria mais tarde removido.