| Marcos Eberlin | |
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Eberlin em 2025 | |
| Nome completo | Marcos Nogueira Eberlin |
| Conhecido(a) por | espectrometria de massas, criacionismo |
| Nascimento | |
| Residência | Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | UNICAMP |
| Ocupação | cientista, pesquisador, escritor |
| Religião | Presbiterianismo |
| Carreira científica | |
| Orientador(es)(as) | Concetta Kascheres |
| Instituições | Universidade Presbiteriana Mackenzie |
| Campo(s) | química, design inteligente |
| Tese | Estudo das reações de alfa-Diazocetonas com Enaminonas: Parte II. Estrutura e Reatividade. Novo Método de Síntese de Pirróis |
Marcos Nogueira Eberlin (Campinas, 4 de março de 1959) é um químico, cientista, pesquisador, escritor e ex-professor brasileiro do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas. É membro da Academia Brasileira de Ciências e recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico em 2005. Em 2016 recebeu a Medalha Thomson, sendo o primeiro sul-americano a ser agraciado com a honraria.
É um membro fundador e participa do comitê executivo da Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas (IMSS) e da Fundação Internacional da Espectrometria de Massa (IMSF, International Mass Spectrometry Foundation), na qual representa a Região D (América do Sul e Central). Foi presidente da IMSF de 2009 a 2014 e é também diretor-fundador da Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas (BrMASS). Fundou o Laboratório ThoMSon de espectrometria de massa na UNICAMP e é editor associado do Journal of Mass Spectrometry.
Eberlin é mais conhecido por promover a pseudociência conhecida como design inteligente, sendo um dos signatários da dissidência científica contra o darwinismo lançada em 2001 pelo Discovery Institute. Ele é um criacionista contrário à teoria da evolução, caracterizada por ele como "uma falácia". Eberlin não tem publicações científicas sobre o assunto, mas é presidente executivo da Sociedade Brasileira do Design Inteligente e coordena o "Núcleo Discovery-Mackenzie", uma criticada parceria entre o Discovery Institute e a Universidade Presbiteriana Mackenzie que, segundo o chanceler da universidade, pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, é "um núcleo de fé, ciência e sociedade".
Eberlin graduou-se em química em 1982 pela UNICAMP, onde também cursou mestrado (1984) e doutorado (1988). Três anos depois fez pós-doutorado na Universidade de Purdue (1991).
A reação química de acetalização e transacetalização polar na fase gasosa foi nomeada em sua homenagem.
Crítico da teoria da evolução e notório promotor da pseudociência conhecida como design inteligente, desde 2014 Eberlin é presidente da Sociedade Brasileira do Design Inteligente, depois do Primeiro Congresso Brasileiro do Design Inteligente. Em 2017 tornou-se o coordenador do "Núcleo Discovery-Mackenzie", parceria entre o Discovery Institute e a Universidade Presbiteriana Mackenzie também chamado de "Núcleo de Pesquisa Mackenzie em Ciência, Fé e Sociedade". A criação do núcleo foi criticada por diversos cientistas e considerada uma ameaça à educação.
Em 2018, Eberlin afirmou que:
| “ | A evolução faliu, não conseguimos explicar a complexidade da vida. | ” |
— Marcos Eberlin. |
Em janeiro de 2021, Eberlin fez declarações equivocadas em um áudio enviado pelo aplicativo WhatsApp. O cientista, que questionou a eficácia e a segurança das vacinas contra o coronavírus, criticou a vacina AZD1222, que começou a ser distribuída no Brasil na mesma época, e também a vacina Gam-COVID-Vac, à época em análise pela Anvisa.
No áudio, Eberlin fez uma recomendação sobre estas vacinas:
| “ | Fujam delas o quanto vocês puderem. Se um dia te oferecerem, não tomem. | ” |
— Marcos Eberlin, sobre duas vacinas no Brasil. |
Eberlin alegava, de forma contrária às evidências científicas disponíveis, que estas vacinas seriam arriscadas por usarem um adenovírus para carregar uma informação genética para o núcleo da célula e poderia editar o DNA da pessoa.
A declaração causou polêmica entre os cientistas brasileiros. A Academia Brasileira de Ciências, da qual Eberlin é membro, repudiou duramente a declaração sem mencionar o seu nome. A Associação Brasileira de Química, a Academia de Ciências do Estado de São Paulo, o Conselho Federal de Química e a Sociedade Brasileira de Química também emitiram notas de repúdio às declarações de Eberlin.
Ele crê que todos os seres vivos foram criados por Deus da maneira como existem hoje. “Não aceito a evolução porque as evidências químicas que tenho falam contra ela. É uma falácia”, disse Eberlin ao Estado.
‘Zumbi science’. “O naturalismo de Darwin só conquistou a ciência por causa do iluminismo. Fizemos um pacto com o naturalismo e ficamos durante 150 anos tentando entender tudo pela teoria da matéria, da energia e da força, e não conseguimos. A evolução faliu, não conseguimos explicar a complexidade da vida. Estamos mantendo viva a ciência dos mortos-vivos, a ‘zumbi science’, como se tivéssemos apenas uma opção”, refuta Eberlin.
Inconstitucionalidades à parte, no entanto, se a palestra, proferida por Marcos Eberlin, do Instituto Discovery-Mackenzie e da Academia Brasileira de Ciências, fosse uma pregação religiosa direta, tipo "aceite Jesus como seu salvador", o resultado teria sido menos danoso à educação dos estudantes que a assistiram do que os inúmeros erros conceituais e factuais, científicos, grosseiros, cometidos ali.
A UFMS afirmou ao UOL que o palestrante, Marcos Eberlin, "cujo conhecimento científico é reconhecido pela própria comunidade científica, é doutor em Química pela Unicamp, com pós-doutorado na Universidade de Purdue, Estados Unidos".