| Marcus Preto | |
|---|---|
| Nome completo | Marcus Vinicius Preto Lopes |
| Nascimento | 2 de março de 1973 (53 anos) São Paulo |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | |
| Prêmios | Troféu APCA Prêmio da Música Brasileira |
Marcus Vinicius Preto Lopes (São Paulo, 2 de março de 1973) é um jornalista, curador, produtor musical e diretor de arte brasileiro. Por seus trabalhos para artistas como Gal Costa, Erasmo Carlos, Jota.pê e Alaíde Costa, foi premiado com quatro troféus no Latin Grammy, quatro no Prêmio da Música Brasileira e uma estatueta na Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Nascido na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo, pretendia cursar Cinema, sua grande paixão desde a adolescência, quando, em 1990, todo o setor foi desmonstado por medidas do governo Collor. Sem rumo, matriculou-se em Filosofia, na USP, e em Música Popular, na ULM. Insatisfeito com os dois cursos, abandonou ambos e foi trabalhar no restaurante Spot, na avenida Paulista. Foi nesse período como garçom que conheceu Waly Salomão, Antonio Cicero, Caetano Veloso e Lygia Fagundes Telles, entre outras figuras fundamentais para a materialização das carreiras futuras de jornalista, produtor e diretor artístico. Considera esses cinco anos no restaurante (de 1996 a 2001) um passo fundamental de sua história.
A carreira de jornalista começou em 2001, na revista MTV. Tornou-se jornalista por acaso quando, ainda garçom, enviou um e-mail à diretora de redação da revista, Monica Figueiredo. A ironia é que escreveu a mensagem de madrugada, depois de algumas taças de vinho, e nem se lembrava de ter enviado. No dia seguinte, a jornalista o chamou para uma conversa. Acabou contratado.
Nos anos seguintes, foi repórter e crítico musical na revista Rolling Stone e no jornal Folha de S.Paulo, entre tantos outros. Na Folha, teve papel fundamental na propagação de artistas da nova cena musical brasileira, sobretudo a da capital paulistana, que florescia a partir do surgimento de nomes como Criolo, Marcelo Jeneci, Emicida, Romulo Fróes, Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção e outros.
Assim como aconteceu no jornalismo, também as funções de produtor musical e diretor artístico vieram por acidente. Visitando semanalmente a casa de Tom Zé a fim de colher depoimentos para uma biografia, encontrou o músico abatido com a repercussão, nas redes sociais, de locução feita pelo músico para um comercial da Coca-Cola. Era a cultura do cancelamento começando a se manifestar no país. Preto sugeriu que Tom Zé usasse os xingamentos postados pelos haters no Facebook para criar música. Então você vai ter que me ajudar, respondeu o mestre tropicalista. Assim nasceu o EP Tribunal do Feicebuqui (2013), gravado com Emicida, O Terno, Trupe Chá de Boldo e Filarmônica de Pasárgada.
No final de 2013, começou a atuar como diretor artístico de Gal Costa (1945 - 2022) , função que desempenhou por nove anos, até a morte da cantora. Para Gal, produziu seis espetáculos, três álbuns de estúdio e três gravados ao vivo. Em 2015, recebeu o Troféu APCA de Melhor Produção e Direção Artística, na categoria Música Popular, por Estratosférica (2015), álbum de canções inéditas da cantora baiana.
Também arquitetou trabalhos de artistas como Erasmo Carlos, Silva, Nando Reis, Alaíde Costa , Bala Desejo, Paulo Miklos, Juliana Linhares, Márcia Castro, Almério, Junio Barreto, Lia de Itamaracá, Gabriel Leone e da banda Scalene, entre outros. Pelos álbuns O Futuro Pertence à... Jovem Guarda, de Erasmo, e Sim Sim Sim, do Bala Desejo, foi premiado com o Grammy duas vezes em 2022. Pelo show Tudo É Amor - Almério Canta Cazuza, recebeu o troféu de Melhor Direção em Música no prêmio Janeiro de Grandes Espetáculos. Em 2023, recebeu dois troféus no Prêmio da Música Brasileira pelos álbuns O Futuro Pertence à... Jovem Guarda, de Erasmo Carlos, e O que Meus Calos Dizem Sobre Mim, de Alaíde Costa Em 2024, recebeu o Prêmio da Música Brasileira por Dorme, Pretinho, produzido para Lia de Itamaracá.
No primeiro semestre de 2023, dirigiu espetáculos para as cantoras Simone - Tô Voltando, celebrando os 50 anos de carreira da artista- e Adriana Calcanhotto - Coisas Sagradas Permanecem, dedicado à obra de Gal Costa e ovacionado pela crítica especializada. O álbum póstumo "As Várias Pontas de uma Estrela - Ao Vivo no Coala", com o histórico registro do último show de Gal, foi lançado em outubro de 2025.
Em março de 2024, veio o álbum Se o Meu Peito Fosse o Mundo, do jovem cantor e compositor Jota.pê. Em seguida, em maio, lançou Rasgamundo, trabalho que marca o retorno do grupo vocal Boca Livre; e Erasmo Esteves, primeiro álbum póstumo de Erasmo Carlos, apenas com repertório inédito e participações de nomes da nova geração, como Emicida, Marina Sena, Rubel, Russo Passapusso, Gaby Amarantos, Tim Bernardes e outros. Em junho, lançou o segundo volume da trilogia dedicada a Alaíde Costa, E o Tempo Agora Quer Voar, produzido a seis mãos com Pupillo e Emicida. Em novembro, veio Pagode da Mart'nália, álbum em que Mart'nália regrava sucessos do pagode da década de 1990.
Na 25ª edição do Latin Grammy, ganhou mais dois troféus: um pelo álbum Se o Meu Peito Fosse o Mundo e outro por Erasmo Esteves.
Para 2026, prepara os novos trabalhos das veteranas Claudette Soares e Alaíde Costa; um segundo disco de canções inéditas da cantora Tiê; e o primeiro álbum escrito por compositores brasileiros para o cantor português Salvador Sobral.
No cinema, foi diretor musical dos filmes "Música para Morrer de Amor" (2020) e "Meu Álbum de Amores" (2021), ambos dirigidos por Rafael Gomes. Com trilha sonora original de Odair José e Arnaldo Antunes, "Meu Álbum de Amores" estreia em 2022.
É organizador da fotobiografia "Gal Costa" (Bei Editora, 2022), dedicada à vida e à obra da cantora baiana.
Em 2013 e 2014, fez parte da equipe de curadoria da Virada Cultural de São Paulo.
Atualmente, é curador do festival Coala, que acontece anualmente no Memorial da América Latina, em São Paulo. O Coala tem sido apontado como precursor em subverter toda uma cultura e colocar a música brasileira no holofote principal.