Maria Elvira | |
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| Deputada estadual por Minas Gerais | |
| Período | 1 de fevereiro de 1987 até 1 de fevereiro de 1995 |
| Deputada federal por Minas Gerais | |
| Período | 1 de fevereiro de 1995 até 31 de janeiro de 2003 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Maria Elvira Salles Ferreira |
| Nascimento | 30 de junho de 1950 (76 anos) Belo Horizonte, MG |
| Partido | PSB |
| Profissão | Jornalista |
Maria Elvira Salles Ferreira (Belo Horizonte, 30 de junho de 1950) é uma jornalista, professora, radialista e política brasileira.
Maria Elvira foi fundadora do Centro Universitário Newton Paiva (1972) e diretora do Colégio Anchieta (1983-1984). Também dirigiu a Associação Comercial de Minas Gerais e foi conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, nomeada pelo presidente José Sarney em 1985, para mandato de dois anos.
Membro do Diretório Regional do PMDB desde 1986, na carreira parlamentar elegeu-se deputada estadual na Assembleia de Minas pelo PMDB por duas legislaturas consecutivos, na 11ª e 12ª legislaturas (1987 a 1995).
e deputada federal também por duas vezes, de 1995 a 2003.Foi secretária de Estado de Turismo.
Ao assumir seu primeiro mandato de deputada federal, em fevereiro de 1995, Maria Elvira participou de um movimento suprapartidário de parlamentares recém-chegados à Câmara dos Deputados que reivindicava maior participação nas decisões legislativas e a realização de sessões de votação também às segundas e sextas-feiras. O grupo criticava a concentração de poder nas lideranças partidárias e a suspensão das atividades durante o Carnaval: "Como vou explicar para o meu eleitor que a Câmara está fechada?", ela questionou.
Em junho de 1995, votou favoravelmente, no primeiro turno, à proposta de emenda constitucional que flexibilizava o monopólio estatal do petróleo, permitindo a atuação de empresas privadas no setor.
Em setembro de 1995, candidatou-se à secretaria-geral do PMDB, disputando o cargo com o deputado mineiro Newton Cardoso. Sua campanha apresentava como princípios a "probidade, ética e transparência no trato da coisa pública". Na eleição realizada em 1.º de outubro, Paes de Andrade, de cuja chapa fazia parte, derrotou Alberto Goldman na disputa pela presidência nacional do partido por 76 votos a 75, em resultado contestado pelo grupo derrotado. Maria Elvira foi eleita secretária-geral, mas, segundo declarou posteriormente na Câmara, abriu mão do cargo cerca de um mês depois para favorecer a conciliação entre as correntes partidárias.[carece de fonte melhor]
Em outubro de 1995, durante reunião do governador mineiro Eduardo Azeredo com a bancada federal de Minas Gerais, manifestou resistência à proposta de flexibilização da estabilidade dos servidores públicos, prevista na reforma administrativa do governo federal: "Temos um problema ético de votar contra um direito adquirido dos funcionários. Essa discussão não vai poder ser na base do vapt-vupt".
Em janeiro de 1996, integrou um grupo de parlamentares e representantes do movimento feminista que solicitou ao presidente do Congresso Nacional, o senador José Sarney, prioridade para a apreciação do veto de FHC a dispositivos da Lei de Planejamento Familiar que autorizavam a realização de esterilizações em hospitais públicos. Após a reunião, informou que Sarney havia se comprometido a dar prioridade à matéria. Em março, durante a tramitação da reforma da Previdência, a assessoria de Newton Cardoso afirmou à Folha de S.Paulo que ele havia convencido Maria Elvira a não comparecer a uma votação da proposta relatada por Michel Temer, embora ela estivesse disposta a votar contra o texto.
Maria Elvira também foi identificada como integrante da bancada ruralista no Congresso Nacional.
Em junho de 1996, assumiu a presidência da comissão especial da Câmara destinada a examinar o Projeto de Lei 1151/1995, de autoria da deputada Marta Suplicy, que propunha regulamentar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A comissão, instalada em 13 de junho, tinha como relator Roberto Jefferson. Tanto Maria Elvira quanto Jefferson manifestaram apoio à proposta de Marta, que enfrentava resistência de setores do Congresso.
Durante uma audiência pública da comissão, realizada em 6 de agosto de 1996, o deputado Severino Cavalcanti dirigiu ao ativista Toni Reis, convidado a discutir o projeto, uma pergunta sobre suas práticas sexuais. Maria Elvira, que presidia a sessão, interveio: "Sr. deputado, sua participação é com essa pergunta?!?!" Em dezembro, a comissão aprovou o substitutivo de Roberto Jefferson, mas o projeto nunca chegou a ser votado pelo plenário da Câmara.
Em outubro de 1996, Maria Elvira foi indicada pelo PMDB para integrar a comissão especial encarregada de analisar a proposta de emenda constitucional que permitiria a reeleição consecutiva de presidentes da República, governadores e prefeitos. Na ocasião, declarou-se favorável ao princípio da reeleição, mas afirmou que definiria seu voto de acordo com a orientação partidária.