| Maria Leontina da Costa | |
|---|---|
| Nome completo | Maria Leontina Franco da Costa |
| Nascimento | 22 de julho de 1917 |
| Morte | |
| Nacionalidade | brasileira |
| Progenitores | Mãe: Ismeria Mendes de Almeida Franco Pai: Arthur da Silveira Franco |
| Parentesco | Maria Eugênia Franco
Edson Franco Cid Franco |
| Cônjuge | Milton Dacosta |
| Filho(a)(s) | Alexandre Dacosta |
| Ocupação | pintora |
Maria Leontina Franco da Costa (São Paulo, 22 de julho de 1917 — Rio de Janeiro, 6 de julho de 1984) foi uma pintora, gravadora, desenhista, vitralista e azulejista brasileira. Seu nome é um importante referencial da pintura moderna brasileira.
Nasceu em 22 de julho de 1917, em São Paulo. Filha de Arthur da Silveira Franco e Ismeria Mendes de Almeida Franco, fruto do mesmo matrimonio Leontina possuía uma irmã mais velha, Maria Eugênia Franco, critica de arte. Por parte de pai tinha ainda dois irmãos, Edson e Cid Franco.
É em Belo Horizonte onde tem seu primeiro contato com desenho, em um colégio de freira, ao lado da irmã mais velha. No ano de 1931 ingressa no instituto Lafayette, no Rio de Janeiro, onde estuda desenho artístico e escultura, no entanto, é somente em 1938, aos 21 anos, que começa a pintar seriamente com Antônio Covello. Nesse período sua irmã, Maria Eugênia, foi muito importante para seu impulsionamento inicial no mundo artístico, uma vez que fazia parte de um círculo social importante para o meio.
Em 1942 frequentou o ateliê de Waldemar da Costa e estabeleceu contatos com artistas como Clóvis Graciano e Lothar Charoux, entre outros. No ano seguinte começa a expor em salões como Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro e a partir daí participa de diversas exposições coletivas. Através de uma bolsa concedida pelo governo de São Paulo em 1946, Leontina muda-se para o Rio de Janeiro e começa a estudar museologia no Museu Histórico Nacional. Em 1947 conheceu o pintor Milton Dacosta, com quem se casou e teve um filho, Alexandre Dacosta. A união durou 37 anos, até a morte de Maria Leontina. Milton Dacosta morreu quatro anos depois.
Em 1951, Maria Leontina recebeu o prêmio na categoria de aquisição concedido na 1º Bienal de São Paulo, no valor de 50.0000 cruzeiros, concedido pela empresa Moinho Santista, com sua obra "Natureza Morta". O crítico de arte Jacques Lassaigne demonstrou grande interesse e apreço pelas obras de Leontina, foi membro francês do júri de premiação. A 1º Bienal foi um marco importante da sua consolidação no meio artístico.
Em 1952, graças a uma bolsa de estudos concedida pelo governo francês, foi para França junto com seu marido, e ali permaneceram por dois anos. Participou de diversas Bienais de São Paulo e outras exposições no Brasil e no exterior, onde realizava exposições individuais praticamente todos os anos. Na década de 1950 e início de 1960, passou pelo cubismo sintético e pelo construtivismo.
Maria Leontina continua produzindo e participando de exposições até o fim de sua vida, apesar de já apresentar problemas de saúde alguns anos antes ao seu falecimento. A artista faleceu em 6 de julho de 1984, devido a um enfarte. No mesmo ano é homenageada no VII Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro.
A Casa Roberto Marinho inaugurou a Exposição Gesto em Suspensão, com obras de Maria Leontina Franco da Costa para celebrar o seu 5º aniversário de fundação, aberta ao público de 28 de abril a 16 de julho.