| Mario Pirata | |
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| Nascimento | 19 de agosto de 1957 Porto Alegre, Rio Grande do Sul |
| Morte | 20 de julho de 2025 (67 anos) |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | escritor, poeta |
Mario Augusto Franco de Oliveira, mais conhecido como Mario Pirata (Porto Alegre, 19 de agosto de 1957 – 20 de julho de 2025), foi um poeta e professor brasileiro.
Cursou Filosofia na PUCRS e na UFRGS. Fez cursos de dança, teatro, música, psicomotricidade e recreação terapêutica. Seu trabalho se dividiu entre o mundo da poesia como literatura, e a atuação como arte-educador e animador de eventos. Disse que seu amor pela escrita veio de ler na juventude O Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato. Começou escrevendo folhetos, fazendo parte da Geração Mimeógrafo dos anos 1970. Publicou muitos livros, foi convidado a palestrar em diversas feiras do livro e recebeu prêmios. Disse que "a poesia é a linguagem que me interessa mais, a avó das artes. Hoje, o que eu sei de poesia, estou aprendendo com as crianças. Elas têm uma capacidade de brincar, uma disponibilidade para inventar coisas muito fortes e isso é muito importante para a poesia. Procuro observar e absorver". Foi um dos organizadores da quarta edição do festival Porto Poesia do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.
Na década de 1970 também trabalhou com teatro, participando do grupo de vanguarda Ói Nóis Aqui Traveiz, que se apresentava nas ruas. Escreveu quatro peças para os grupos de teatro de bonecos Caixa do Elefante de Porto Alegre e Entre Linhas de Novo Hamburgo.
Como performer, seu trabalho era principalmente voltado para as crianças e jovens, aliando literatura, declamação, contação de histórias, canto e brincadeira, atuando em teatros, feiras, saraus, instituições do governo, escolas, ruas, praças e espaços culturais diversos. Também se apresentava como recitador de poesia e cantor para público adulto. Segundo o pesquisador Richard Klipp, ele tinha "pleno domínio do palco, picadeiro ou rua. [...] Artista sublime na arte da intervenção poética. Domina ritmo, ludibria lindamente com sorrisos e olhares, pandeiros e cantares próprios de quem se sente à vontade no palco". Criou e apresentou espetáculos em parceria com o músico Marcelo Fornazier, a atriz e diretora Deborah Finocchiaro, e a compositora e cantora Karine Cunha.
Trabalhou com professores e estudantes de 1ª a 8ª série e procurou estimular a criatividade e a formação de laços afetivos e sociais. Dizia lembrar de sua infância, distante da TV e da internet: "Vivíamos na rua, convivendo com a vizinhança, brincávamos de roda, fazíamos carinhos de lomba. Hoje as práticas sociais carecem de vínculo. Vivemos sem jogo, em um mundo fracionado". Seus livros de poesia infantil têm sido usados em escolas para auxiliar no letramento de crianças. Desenvolveu projetos para as Secretarias de Educação de Porto Alegre, Viamão e Alvorada. Ministrou oficinas de jogos e poesia em Farroupilha, Erechim, Cachoeirinha, Ijuí, Nova Roma do Sul e outras cidades.
Faleceu em 20 de julho de 2025. Estava com a saúde debilitada e vinha enfrentando um processo de despedida, segundo a família.