| Martin Parr | |
|---|---|
Martin Parr | |
| Nascimento | 23 de maio de 1952 |
| Morte | |
| Nacionalidade | britânico |
| Prémios | Membro honorário da Royal Photographic Society (FRPS) em 2005; Centenary Medal da Royal Photographic Society en 2008 |
| Área | Fotografia |
| Formação | Universidade Metropolitana de Manchester |
Martin Parr (Epsom, 23 de maio de 1952 – Bristol, 6 de dezembro de 2025) foi um fotógrafo documental britânico, fotojornalista e colecionador de álbuns fotográficos. Conhecido por seus projetos fotográficos que trazem uma visão intimidadora, satírica e antropológica sobre os aspectos da vida moderna, em particular, documentando as classes sociais da Inglaterra, e mais amplamente a riqueza do mundo ocidental. Seus principais projetos foram: rural communities (1975–82), The Last Resort (1983–85), The Cost of Living (1987–89), Small World (1987–94) e Common Sense (1995–99). Desde 1994, Parr tem sido um membro da Magnum Photos. Ele tem cerca de 40 álbuns fotográficos individuais publicados, e tem participado em cerca de 80 exposições ao redor do mundo - incluindo a exposição de turismo internacional ParrWorld, além de uma retrospectiva no Centro artístico de Barbican, em Londres, 2002.

Nascido em Epsom, Surrey, Parr queria ser um fotógrafo documental desde os 14 anos. Ele cita seu avô, George Parr, um fotógrafo amador e parceiro da Royal Photographic Society, como influência.:13,14 Casado com Susan Mitchell, eles tem uma filha, Ellen Parr e um neto, George.
Comentário de Parr sobre sua fotografia:
O que procuro constantemente de fundamental é a diferença entre a mitologia do local e a realidade do mesmo.:57 ... Lembre-se, eu faço fotografias sérias disfarçadas de entretenimento. Isso faz parte do meu mantra. Eu faço as imagens aceitáveis, a fim de encontrar o público, mas no fundo, existe muito mais acontecendo que não é visto logo de cara. Se você quiser ler, você pode ler.:69,70
A estética de Parr é um close-up, através do uso de lentes macro, e empregando cores saturadas, resultado do tipo de filme e/ou uso de um anel de flash. Isso permite que ele coloque seus experimentos "sob o microscópio" em seu próprio ambiente, dando a eles o espaço para expor suas vidas e valores em um jeito que muitas vezes envolve um humor descuidado. Suas técnicas, como visto em seu livro Signs of the Times: A Portrait of the Nation's Tastes (1992), tem sido dita que deixa os espectadores com uma reação emocional ambígua, indecisos se riem ou choram.
Parr estudou fotografia na Universidade Metropolitana de Manchester de 1970 até 1972 com seus contemporâneos Daniel Meadows e Brian Griffin. Parr e Meadow colaboraram em vários projetos, incluindo trabalhar no Butlin's como fotógrafos itinerantes. Eles foram parte de uma nova onda de fotógrafos documentais, "Um grupo britânico livre, que, embora nunca deu-se um título tornou-se conhecido de várias formas, como 'Os jovens fotógrafo britânicos', 'Fotógrafos independentes' e 'A nova fotografia britânica'.":49,50:17
Em 1975, Parr mudou-se para Hebden Bridge em West Yorkshire:23 onde ele completaria seu primeiro trabalho sério. Ele esteve envolvido com o Albert Street Workshop, um centro de atividades artísticas que incluía uma câmara escura e espaço de exposição. Parr passou cinco anos fotografando a vida rural na área, focando nas Capelas não-conformistas metodistas (e algumas batistas), um ponto de foco para comunidades agrícolas isoladas que no início dos anos 70 estavam fechando. Ele fotografou em preto e branco, por sua natureza nostálgica e por ser apropriado para seu olhar celebratório sobre essa atividade passada. Além disso, os fotógrafos da época eram obrigados a trabalhar em preto e branco para serem levados a sério, sendo a cor associada à fotografia comercial e instantânea. Sua série The Non-Conformists foi amplamente exibido na época e publicado como um livro em 2013. O critico Sean O'Hagan, escrevendo em The Guardian, disse "É fácil esquecer o quão silenciosamente observador Parr era como um fotógrafo preto e branco".
Em 1980 Parr casou com Susan Mitchell e, por causa do trabalho dela, eles se mudaram para a costa oeste da Irlanda. Ele montou uma câmara escura em Boyle, County Roscommon. As primeiras publicações de parr, Bad weather, publicado em 1982 por Zwemmer com o subsidio do Conselho de Artes da Grã-Bretanha, Calderdale Photographs(1984) e A Fair day: Photographs from the West coast of Ireland (1984), são todas as fotografias destacando a maior parte do norte da Inglaterra e da Irlanda, em preto e branco. Ele usou uma Leica M3 com uma lente de 35 mm embora para Bad Weather ele trocou rapidamente para uma câmera subaquática com uma flashgun.
Em 1982 Parr e sua esposa mudaram-se para Wallasey, Inglaterra, e passou a utilizar permanentemente fotografia a cor, inspirado pelo trabalho de fotógrafos Estadunidenses, principalmente Joel Meyerowitz, mas também William Eggleston e Stephen Shore, além dos Britânicos Peter Fraser and Peter Mitchell.:31 Parr escreveu que "Eu também tinha encontrado cartões postais de John Hinde quando eu trabalhava na Butlin's no começo dos anos 70 e a cor brilhante e saturada destes teve um grande impacto em mim". Durante o verão de 1983, 1984 e 1985:35–36 Parr fotografou pessoas da classe trabalhadora à beira-mar nas proximidades de New Brighton. Este trabalho foi publicado no livro The Last Resort: Photographs of New Brighton (1986) e exibido em Liverpool e Londres.
Embora John Bulmer foi pioneiro na fotografia documental colorida da Grã-Bretanha, de 1965, Gerry Badger disse sobre The Last Resort:
É difícil, sob uma perspectiva de quase um quarto de século, subestimar o significado de The Last Resort, seja na fotografia britânica, seja na carreira de Martin Parr. Para ambos, representou uma mudança sísmica no modo básico de expressão fotográfica, do monocromo à cor, uma mudança técnica fundamental que anunciou o desenvolvimento de um novo tom na fotografia documental.
Karen Wright, escrevendo em The Independent, disse " Ele foi atacado por alguns críticos por seu escrutínio das classes trabalhadoras, mas olhando para essas obras, vê-se apenas o olhar implacável de Parr capturando a verdade de uma classe social que abraça o lazer em qualquer forma disponível".
Em 1985 Parr completou uma comissão para o Documentary Photography Archive em Manchester para fotografar pessoas em supermercados em Salford, Retailing in the Borough of Salford, que agora é mantido no arquivo.
Ele e sua esposa mudaram-se para Bristol em 1987, onde eles ainda vivem. Durante 1987 e 1988 ele completou seu próximo grande projeto, sobre a classe média, que naquela época se tornava cada vez mais ricos sob o Thatcherismo. Ele fotografou atividades de classe média, como compras, jantares e dias de escola aberta, predominantemente em torno de Bristol e Bath:42 no sudoeste da Inglaterra. Foi publicado como seu próximo livro The Cost of Living (1989) e exibido em Bath, London, Oxford e Paris. Seu livro Onde Day Trip (1989) destacou fotografias tiradas quando ele acompanhou pessoas em um booze cruise para França, uma comissão da Mission Photographique Transmanche.
Entre 1987 e 1994 Parr viajou internacionalmente para fazer sua próxima grande série, a critica do turismo em massa, publicado como Small World em 1995. Uma edição revisada com fotografias adicionais foi publicada em 2007. Foi exibido em 1995-1996 em Londres, Paris, Edinburgh, e Palma na Espanha e tem continuado a ser exibido em vários locais desde então.
Ele fi professor visitante de fotografia na Universidade de arte e design em Helsinki entre 1990 e 1992.
Entre 1995 e 1999 Parr criou a série Common Sense sobre consumismo global. Common Sense foi uma Exposição de 350 cópias, e um livro publicado em 1999 com 158 imagens. A Exposição foi exibida pela primeira vez em 1999 e foi organizado em quarenta e um locais em dezessete países simultaneamente. As fotos retratam as minúcias da cultura de consumo e se destinam a mostrar as maneiras pelas quais as pessoas se divertem. As fotografias foram tiradas com lentes de 35 mm filme ultra-saturado para suas vividas cores intensificadas.
Parr juntou-se a Magnum Photos como um membro associado em 1988. A votação sobre sua inclusão como membro integral em 1994 não foi unânime, com Philip Jones Griffiths apelando aos outros membros para não admiti-lo. Parr alcançou a maioria necessária de dois terços por apenas um voto. A sociedade Magnum o ajudou a trabalhar na fotografia editorial, e na fotografia de moda editorial para Paul Smith, Louis Vuitton, Galerie du jour Agnès B. and Madame Figaro.:60–61
Em 2014, Parr foi eleito presidente da Magnum Photos International.
Parr é um colecionador e critico de Álbuns fotográficos. Sua colaboração com o critico Gerry Badger, The Photobook: A history (em 3 volumes) cobre mais de 1 000 exemplos de Álbuns fotográficos do século XIX até ao presente. Os primeiros 2 volumes demoraram 8 anos para serem completos. A exposição retrospectiva de Tate Modern's sobre Daido Moriyama em Londres incluiu muitos livros de Moriyama emprestados de Parr exibidos em vitrines.
Parr também coleciona cartões postais, fotografias e varios outros itens da cultura vernácula e popular como papéis de parede, relógios de Saddam Hussein e cartões de anuncio de prostitutas achados em cabines telefônicas (Tart card). Itens de suas coleções têm sido utilizados como base para publicações e exibições. Desde a década de 1970, Parr coletou e publicou os cartões postais chiques feitos entre os anos 1950 e 1970 por John Hinde e sua equipe de fotógrafos.
Parr foi o diretor artístico convidado para o Festival de fotografia de 2004 Rencontres d'Arles, curador convidado da exposição New Typologies no Festival de Fotografia de Nova York em 2008, e curador convidado da Brighton Photo Biennial em 2010, que ele chamou de New Documents. O critico Sean O'hagan, escrevendo em The Guardian, disse "Em 2004, ele foi convidado pelos organizadores do annual Rencontres D'Arles para ser curador convidado. O festival de Arles daquele ano, em seu alcance e ambição, continua a ser o padrão pelo qual todos os Rencontres subsequentes foram julgados ".
Parr tem se envolvido na produção em televisão, documentários e outros filmes.
De 1990–92 Parr colaborou com Nick Barker, tirando fotografias para acompanhar o filme de Barker Signs of the Times.
Em 1997, Parr começou a produzir seus próprios documentários com a Mosaic Film.
Em 2003, Parr foi o tema e apareceu extensivamente no epsodio The World According to Parr da série Imagine, dirigido e produzido por Rebecca Frayn, e hospedado e produzido executivamente por Alan Yentob.
Ele foi o cameraman no filme It's Nice Up North (2006) com o comediante Graham Fellows (em seu papel de John Shuttleworth). O filme é um documentário cômico filmado ao longo de vários anos em Shetland.
Em 2007, Parr participou da BBC Four's The Genius of Photography, uma série documental de seis partes explorando a história da fotografia. Em 2008, ele foi um dos três juízes na série do Channel 4 Picture This.
Em 2014 Parr criou "Turkey and Tinsel", Um deadpan de 60 minutos e muitas vezes hilariante documentário de vídeo observacional sobre o Natal artificial na pequena cidade Inglaterra.
Em 2004 Parr foi nomeado professor de fotografia na Universidade de Walles, Newport. Em 2013 ele foi nomeado professor de fotografia na Ulster University em Belfast.
Parr morreu em 6 de dezembro de 2025, aos 73 anos, em Bristol.
O fotógrafo e curador alemão Thomas Weski disse:
Martin Parr é um cronista da nossa época... Lazer, consumo e comunicação são os conceitos que este fotógrafo britânico vem pesquisando há várias décadas em suas viagens mundiais... Parr nos permite ver coisas que nos pareciam familiares de uma maneira completamente nova.
Dan Rule, escrevendo em The Age, disse:
A assinatura de Parr é sua habilidade não só de isolar o mais evocativo dos detalhes humanos, mas de elevar tais fragmentos visuais ao do signo ou glifo mais amplo da sociedade.
Publicado para acompanhar uma exposição itinerante, por Fintan O'Toole.
Este é o catálogo produzido para mostrar no show Parr’s retrospective no Centro de Artes de Seul em 2007."
Estes também incluem fotografias de Parr.

O trabalho de Parr é mantido nas seguintes coleções:
Channel 4 series, Picture This ... Martin Parr ... is one of the three judges on the show ... BBC4's The Genius of Photography, which also featured Parr ... Parr, who was born in Epsom, Surrey, in 1952, was introduced to the camera by his grandfather, a keen amateur photographer who lived on the outskirts of Bradford, West Yorkshire. He went on to study photography at school ... In the early part of his career, teaching provided the bulk of his income ... In 2004, he was appointed Professor of Photography at the University of Wales, Newport ... Magnum paved the way for Parr to do more commercial work, including fashion shoots for the likes of Paul Smith and Louis Vuitton, and magazine features ... his pictures already use "the language of advertising", making them more accessible ... In 2004, Parr was the guest artistic director for Rencontre D'Arles
QB: It is in Hebden Bridge, where you settled for several years ... MP: I moved there in 1975 and left in 1980.
retrospective of Martin Parr’s photographs of life in the U.S., taken over the past twenty years ... Parr’s saturated photographs
I was, at this time, working closely with a fellow photography student, Martin Parr, and in March we set about documenting the residents of a street in Salford.
Parr worked briefly at Butlins in Filey, Yorkshire, as a "walkie" – roving photographer – and was later instrumental in the revival of Hinde's work in the 1980s.
For the early black and white work it was a Leica M3 with a 35mm lens.
At first I used my Leica which kept getting full of water, then a friend suggested I use an underwater camera. Buying that, and an underwater flashgun, set the tone for the whole project. 'Where will you going,' said the salesman, 'off to the Med?' 'No, no,' I told him, 'I can't swim.'
many of the images are in colour - a medium in which Bulmer was the British pioneer, and way ahead of photographers now considered scions of the metier, such as William Eggleston, who only started to dabble with it a decade later, and Martin Parr, post-1970.
This photograph can be found in Print Room Box 14a.
Parr tried to photograph the essence of a country that’s captivated him since the early 1990s when he was a professor at the University of Art and Design in Helsinki
We are here to talk about his books but Parr collects pretty much everything, from Chinese Mao-era tea caddies to miniature televisions, commemorative plates to cigarette cases decorated with Soviet space-dogs ... his most enduring legacy is likely to be the 12,000 photography books he has collected over the past 35 years. What began as a hobby has developed into a mission to change the way the history of photography is defined and understood. As a collector, he has discovered, documented and promoted previously unknown areas of photographic bookmaking.
photographer Martin Parr, who is also an authority on photography books.
Imagine... The World According to Parr (BBC1) ... He is a passionate collector of things that are going, going, gone. Everything must have a photograph on it. "I have been collecting wallpaper for 30 years. Concorde wallpaper, ET wallpaper, the Beatles. Once you start it's hard to give up. Ah!" he pounced on a cardboard box, "The Spice Girls ephemera!" He spread his collection of tin trays on the floor and his watches with Saddam Hussein on the face. When he is in London he adds to his collection of prostitutes' cards from phone boxes.
Parr's signature is his ability not only to isolate the most evocative of human details, but to elevate such visual fragments to that of the wider societal signpost or glyph. His celebrated British Food series
In 2004 Parr was appointed a professor of photography at the University of Wales Newport campus, and was guest artistic director for Rencontres D'Arles in 2004. ... At PhotoEspana, 2008, Parr won the Baume et Mercier award in recognition of his professional career and contributions to contemporary photography. He curated the 2010 Brighton Photo Biennial.
Martin Parr Photographer Doctor of Arts In recognition for his ongoing contribution to photography and to MMU’s School of Art.