| Mary Black | |
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Black apresentando-se no Olympia Theatre, Dublin em 2005 | |
| Informações gerais | |
| Gêneros | celta, folk, country |
| Ocupação | Cantora |
| Período em atividade | 1975–presente |
| Página oficial | www |
Mary Black (nascida em 23 de maio de 1955) é uma cantora folk irlandesa. É conhecida como intérprete tanto de música folk tradicional quanto de repertório moderno, o que a tornou uma importante artista fonográfica em sua Irlanda natal.
Mary Black nasceu em uma família musical na Charlemont Street, em Dublin, Irlanda, e tinha quatro irmãos. Estudou na St Louis High School, Rathmines. Seu pai era violinista (fiddler) e vinha da Rathlin Island, na costa da Irlanda do Norte, enquanto sua mãe era cantora.
Seus irmãos Shay e Michael Black possuem o próprio grupo musical, The Black Brothers, e sua irmã mais nova, Frances, alcançaria grande sucesso como cantora na década de 1990. Vinda desse ambiente musical, Mary começou a cantar canções tradicionais irlandesas aos oito anos de idade. À medida que crescia, passou a se apresentar com os irmãos (Shay, Michael e Martin Black) em pequenos clubes de Dublin.

Black ingressou em uma pequena banda folk chamada General Humbert em 1975, com a qual excursionou pela Europa e lançou dois álbuns, em 1975 e 1978.
Em 1982, iniciou uma relação profissional com o músico e produtor musical Declan Sinnott e gravou seu primeiro álbum solo, Mary Black. O álbum teve bom desempenho nas paradas irlandesas e recebeu disco de ouro. Em 1983, foi homenageado pelo Irish Independent e ainda hoje é referido como um dos melhores álbuns irlandeses da década de 1980.
Black aventurou-se na música irlandesa tradicional com o grupo De Dannan, realizando turnês pela Europa e pelos Estados Unidos. O álbum gravado com eles, Anthem, venceu o prêmio de Álbum Irlandês do Ano.
Durante seu período com o De Dannan, Black também prosseguiu com a carreira solo em álbuns como Collected (1984) e Without the Fanfare (1985). Essas gravações direcionaram Black para um estilo musical mais moderno. Com o sucesso desses lançamentos, a IRMA nomeou-a Artista do Ano em 1986 e Melhor Artista Feminina em 1987 e 1988.
Durante grande parte do início de sua carreira solo, Sinnott atuou como produtor, guitarrista e diretor musical. A parceria durou até 1995, quando se separaram amigavelmente.
Black deixou o De Dannan em 1986, e em 1987 lançou seu primeiro álbum irlandês multi-platina, By the Time it Gets Dark. Contudo, sua popularidade alcançou novos patamares com o lançamento do inovador álbum No Frontiers, em agosto de 1989. O disco alcançou o topo das paradas irlandesas (permanecendo entre os 30 mais vendidos por mais de um ano) e conquistou tripla platina. A popularidade de Mary também cresceu nos Estados Unidos graças a várias turnês e ampla execução radiofônica.
Após o sucesso de No Frontiers nos Estados Unidos e da ampla execução radiofônica da faixa “Columbus”, Black tornou-se um sucesso entre artistas do formato NAC. Na primavera de 1991, embarcou em uma turnê norte-americana.
Seu lançamento de 1991, Babes in the Wood, entrou novamente em primeiro lugar nas paradas irlandesas e permaneceu nessa posição por seis semanas. O single “The Thorn Upon the Rose” alcançou a oitava posição na parada japonesa de singles após ser utilizado em um comercial televisivo nacional de ferrovias.
Babes in the Wood teve bom desempenho nos Estados Unidos e foi eleito um dos dez melhores álbuns do ano no Reino Unido pelo jornal Today. O lançamento do álbum resultou em uma turnê com ingressos esgotados e em seu primeiro concerto no Royal Albert Hall, em janeiro de 1992, posteriormente transmitido pela Channel 4 no ano seguinte. Mais uma vez, foi nomeada Melhor Artista Feminina pela IRMA.
Mary apareceu na capa da revista Billboard em uma reportagem que a descrevia como “uma forte candidata a juntar-se às fileiras de artistas irlandeses de destaque internacional como Enya, Sinéad O'Connor e Máire Brennan, do Clannad”.
Seu álbum seguinte, The Holy Ground, alcançou novamente o topo da parada irlandesa. Ela também realizou turnê pelos Estados Unidos entre outubro e novembro de 1993 em apoio ao álbum.
O projeto seguinte reuniu Mary e outras seis artistas irlandesas para gravar a coletânea A Woman's Heart. Entre as participantes estavam sua irmã Frances Black, Eleanor McEvoy, Dolores Keane, Sharon Shannon e Maura O'Connell. O sucesso comercial do disco originou outro álbum, A Woman's Heart 2.
Black gravou dois duetos com a cantora folk norte-americana Joan Baez na primavera de 1995, para o álbum de Baez Ring Them Bells.
Uma coletânea de grandes sucessos de Mary, Looking Back, foi lançada, e ela excursionou principalmente pelos Estados Unidos, Alemanha e Escandinávia para promovê-la.
Black lançou mais três álbuns na década de 1990: Circus, Shine e Speaking with the Angel. Foi eleita “Melhor Artista Feminina” em 1994 e 1996, conquistando o prêmio pela quarta e quinta vez.
Black lançou seu primeiro álbum ao vivo em 2003, Mary Black Live. Também lançou seu único álbum de estúdio da década de 2000, Full Tide. Embora tenha sido bem-sucedido, ela manteve um perfil musical discreto nos últimos anos.
Em 2008, Black lançou uma coletânea intitulada Twenty Five Years – Twenty Five Songs, celebrando sua carreira na indústria musical. O álbum contém quatro faixas remixadas, canções totalmente remasterizadas e duas gravações inéditas. Nesse mesmo ano, Black foi convidada a cantar um dueto no álbum póstumo de Christie Hennessy, The Two of Us, na faixa “If You Were To Fall”. Também participou como convidada do álbum The Wheels of Life, de Liam Clancy, na faixa “Talk To Me of Mendocino”.
Em 2009, participou de uma faixa do álbum The Crow: New Songs for the 5-String Banjo, de Steve Martin. Em 2011, lançou um novo álbum intitulado Stories from the Steeples. Também cantou ao vivo um dueto com a banda pop irlandesa Westlife, intitulado “Walking in the Air”.
Uma turnê intitulada “Last Call”, realizada entre 2014 e 2015 com sua filha Róisín O, foi anunciada como a última turnê internacional de Black, embora ela pretendesse continuar cantando posteriormente.
Sua autobiografia, Down the Crooked Road (ISBN 9781848271876), foi publicada em outubro de 2014.
Em 2017, Black lançou uma versão remasterizada de seu álbum de 1987, By The Time It Gets Dark, para celebrar o 30.º aniversário do disco. A edição remasterizada contém versões totalmente remixadas e digitalmente remasterizadas das faixas originais, uma nova canção gravada especialmente para o relançamento intitulada “Wounded Heart” e uma rara faixa lado B chamada “Copper Kettle”.
Mais tarde naquele ano, Black lançou uma nova coletânea intitulada Mary Black Sings Jimmy MacCarthy, contendo seis canções previamente gravadas, quatro faixas inéditas e um dueto ao vivo com MacCarthy. Em 2018, realizou uma turnê para promover o novo álbum.
Durante vários anos, a revista What Hi-Fi? considerou a voz de Black tão pura que ela era utilizada como referência audiófila para comparar a qualidade sonora de diferentes sistemas de alta fidelidade.
O crítico musical e letrista Michael Leahy afirmou certa vez:
Ao longo dos anos, Mary Black passou a definir aquilo que muitas pessoas consideram a essência das cantoras irlandesas: profunda, levemente etérea e além do alcance das tendências.
Atualmente, Black é altamente respeitada tanto em sua Irlanda natal quanto internacionalmente, sendo considerada uma das mais importantes vocalistas irlandesas de sua geração.[carece de fontes]
Mary é casada com Joe O'Reilly, da Dara Records (fundada em 1983), e o casal tem dois filhos, Conor e Danny, e uma filha, Róisín.
Seu filho Danny integra a banda irlandesa de rock The Coronas, enquanto Róisín atua artisticamente sob o nome Róisín O.
A família reside em Dublin, mas passa grande parte do tempo no Condado de Kerry.