Um mascote é qualquer ser humano, animal ou objeto considerado portador de sorte, ou qualquer coisa usada para representar um grupo com uma identidade pública comum, como uma escola, time esportivo, sociedade universitária, unidade militar ou nome de marca. Os mascotes também são usados como porta-vozes fictícios e representativos de produtos de consumo.
No esporte, mascotes também são usados para fins de comercialização. Os mascotes das equipes costumam estar relacionados aos respectivos apelidos esportivos. Isso é especialmente verdadeiro quando o apelido da equipe é algo que é um animal vivo e/ou pode ser antropomorfizado. Para apelidos mais abstratos, a equipe pode optar por ter um personagem não relacionado como mascote. Por exemplo, os times esportivos da Universidade do Alabama são apelidados de Crimson Tide, enquanto o mascote é um elefante chamado Big Al. Os mascotes das equipes podem assumir a forma de um logotipo, pessoa, animal vivo, objeto inanimado ou um personagem fantasiado, e geralmente aparecem em partidas e outros eventos relacionados.
Mascotes fantasiados são comuns e usados regularmente como embaixadores de boa vontade na comunidade para sua equipe, empresa ou organização.
Foram as organizações esportivas que inicialmente pensaram em usar animais como forma de mascote para trazer entretenimento e emoção aos seus espectadores. Antes de mascotes serem ícones fictícios ou pessoas em trajes, os animais eram usados principalmente para trazer uma sensação diferente ao jogo e para causar medo nos times rivais.
Com o tempo, os mascotes evoluíram de animais predatórios para mascotes bidimensionais de fantasia e, em seguida, para o que é comum hoje: mascotes tridimensionais. Mudanças estilísticas no teatro de marionetes americano em meados do século XX, incluindo o trabalho de Jim Henson e Sid and Marty Krofft, logo foram adaptadas aos mascotes esportivos. Isso permitiu não apenas a diversão visual, mas também a interação física com os mascotes.
Os profissionais de marketing rapidamente perceberam o grande potencial dos mascotes tridimensionais e adotaram a ideia do fantoche fantasiado. Essa mudança incentivou outras empresas a criar seus próprios mascotes, fazendo deles uma necessidade não apenas na indústria esportiva, mas também em outras organizações.
A palavra "mascote" origina-se do termo francês mascotte, que significa amuleto de sorte. Esse termo era usado para descrever qualquer coisa que trouxesse sorte a um lar. A palavra foi registrada pela primeira vez em 1867 e popularizada pelo compositor francês Edmond Audran, que escreveu a ópera La mascotte, apresentada em dezembro de 1880. A palavra entrou na língua inglesa em 1881 com o significado de uma entidade viva específica associada a uma organização humana como símbolo ou logotipo vivo. No entanto, antes disso, os termos já eram familiares ao povo francês como uma gíria usada por jogadores. O termo é derivado da palavra masco, que significa feiticeira ou bruxa. Antes do século XIX, a palavra "mascote" estava associada a objetos inanimados comumente vistos, como uma mecha de cabelo ou uma figura de proa em um navio. Do século XIX em diante, o termo passou a ser usado em referência a animais da sorte, objetos etc., e mais recentemente também a caricaturas humanas e criaturas fictícias criadas como logotipos de times esportivos.



Muitas vezes, a escolha do mascote reflete a qualidade desejada; um exemplo típico é o "espírito de luta", no qual a natureza competitiva é personificada por guerreiros ou animais predadores.
Mascotes também podem simbolizar uma característica local ou regional, como o mascote dos Nebraska Cornhuskers, Herbie Husker, uma versão estilizada de um fazendeiro, em razão das tradições agrícolas da região onde a universidade está localizada. Da mesma forma, a Universidade Estadual de Pittsburg usa "Gus, o Gorila" como mascote, já que "gorila" era um antigo termo coloquial para mineiros de carvão no sudeste do Kansas, onde a universidade foi fundada.
Nos Estados Unidos, existe uma polêmica em torno de algumas escolhas de mascotes, especialmente aquelas que usam a imagem humana. Os mascotes baseados em nativos americanos são particularmente controversos, já que muitos argumentam que constituem explorações ofensivas de uma cultura oprimida. No entanto, várias tribos indígenas manifestaram apoio à manutenção dos nomes. Por exemplo, os Utah Utes e os Central Michigan Chippewas são sancionados por tribos locais, e os Florida State Seminoles são apoiados pela Tribo Seminole da Flórida no uso de Osceola e Renegade como símbolos. A FSU opta por não se referir a eles como mascotes por causa da conotação ofensiva. Isso não impediu, contudo, que fãs participassem de "Redface" — vestindo-se com trajes estereotipados de indígenas das planícies durante jogos, ou criando faixas ofensivas como "Scalp 'em", vistas no Rose Bowl de 2014.
Alguns times esportivos têm mascotes "não oficiais": torcedores individuais que passaram a ser identificados com a equipe. O New York Yankees tem tal figura no fã Freddy Sez. O antigo mascote do Toronto Blue Jays, BJ Birdie, era um personagem fantasiado criado por um torcedor, que acabou contratado pelo time para se apresentar em seus jogos em casa. O mascote dos USC Trojans é "Tommy Trojan", que cavalga seu cavalo (sendo este último o mascote oficial da universidade), "Traveler".

Muitos times esportivos nos Estados Unidos têm mascotes oficiais, às vezes interpretados por pessoas fantasiadas ou até animais vivos. Um dos primeiros foi uma montagem em taxidermia para o Chicago Cubs, em 1908, e posteriormente um animal vivo usado em 1916 pelo mesmo time. Eles abandonaram o conceito logo depois e permaneceram sem um "urso" oficial até 2014, quando introduziram uma versão em forma de personagem fantasiado. Canarinho, ou popularmente apelidado de Canarinho Pistola, é o mascote oficial da Seleção Brasileira de Futebol.
No Reino Unido, alguns times permitem que jovens torcedores se tornem "mascotes". Esses representantes às vezes têm problemas de saúde, e a aparição é um desejo realizado, o prêmio de um concurso, ou sob outras circunstâncias. Os mascotes também podem incluir pessoas mais velhas, como Mr England, que foi convidado por associações esportivas nacionais para ser mascote das equipes representativas. Um dos primeiros foi Ken Baily, cuja aparência inspirada em John Bull era presença regular nos jogos da seleção inglesa de 1963 até 1990.