

Masculinidade é um conjunto de atributos, comportamentos e papéis geralmente associados a homens e meninos. Pode ser teoricamente entendida como uma construção social e também há evidências de que alguns comportamentos considerados masculinos são influenciados tanto por fatores culturais quanto biológicos. Até que ponto a masculinidade é influenciada biologicamente ou socialmente é um tema de debate. Ela se distingue da definição do sexo biológico masculino, pois qualquer pessoa pode exibir traços masculinos.
Os padrões de masculinidade variam entre diferentes culturas, subculturas, grupos étnicos e períodos históricos. Nas culturas ocidentais, seu significado é tradicionalmente derivado do contraste com a feminilidade, sendo que entre os traços tradicionalmente vistos como masculinos estão força, coragem, independência, liderança, dominância e assertividade. Quando a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou, houve homens que se sentiram menos confortáveis com sua masculinidade porque se tornou cada vez mais difícil para eles reafirmarem seu estatuto como provedores.
O estudo acadêmico da masculinidade recebeu maior atenção no final da década de 1980 e início da década de 1990, com o número de cursos sobre o assunto nos Estados Unidos aumentando de 30 para mais de 300. Isso estimulou a investigação da interseção da masculinidade com conceitos de outros campos, como a construção social de gênero (prevalente em várias teorias filosóficas e sociológicas).
As pessoas, independentemente do sexo biológico, podem exibir traços e comportamentos masculinos. Aquelas que exibem características tanto masculinas quanto femininas são consideradas andróginas e filósofas feministas argumentam que a ambiguidade de gênero pode obscurecer a classificação de gênero.
Em muitas culturas, apresentar características não típicas do seu sexo pode ser um problema social. Na sociologia, esta rotulagem é conhecida como suposições de gênero e faz parte da socialização para satisfazer os costumes de uma sociedade. O comportamento não padronizado pode ser considerado indicativo de homossexualidade, apesar da expressão de gênero, a identidade de gênero e a orientação sexual serem amplamente aceitas como conceitos distintos. Quando a sexualidade é definida em termos de escolha de objeto (como nos estudos iniciais da sexologia), a homossexualidade masculina é interpretada como efeminação. A desaprovação social da masculinidade excessiva pode ser expressa como "machismo" ou por neologismos como "envenenado por testosterona".
A medida em que a masculinidade é inata ou adquirida é debatida. A pesquisa genômica produziu informações sobre o desenvolvimento de características masculinas e o processo de diferenciação sexual específico do sistema reprodutivo humano. O fator determinante do testículo (também conhecido como proteína SRY) no cromossomo Y, crítico para o desenvolvimento sexual masculino, ativa a proteína SOX9. SOX9 trabalha com a proteína SF1 para aumentar o nível de Hormônio antimülleriano, reprimindo o desenvolvimento feminino enquanto ativando e formando um loop que se autoalimenta com a proteína FGF9; Isso cria as cordas dos testículos e é responsável pelas células de Sertoli que ajudam na produção de espermatozoides.
Como uma criança desenvolve identidade de gênero também é debatido. Alguns acreditam que a masculinidade está ligada ao corpo masculino; Nesta visão, a masculinidade está associada à genitália masculina. Outros sugeriram que, embora a masculinidade possa ser influenciada pela biologia, é também uma construção cultural. Pesquisas recentes têm sido feitas sobre o auto-conceito de masculinidade e sua relação com a testosterona; Os resultados mostraram que a masculinidade não só difere em diferentes culturas, mas os níveis de testosterona não prevém o quão masculino ou feminino o indivíduo se sente.
O movimento de libertação masculina surge no final da Década de 1960, a procura de entender como uma sociedade patriarcal também poderia afetar os homens. O movimento surge como uma resposta ao crescimento do feminismo, a contracultura da época, e a revolução sexual da época. Jack Sawyer publica On Male Liberation (Sobre a Liberação Masculina em português), onde discutia as implicações negativas do estereótipo do homem ideal.
Masculinidade tóxica é uma descrição estreita e repressiva da masculinidade que a designa como definida por violência, sexo, status e agressão, é o ideal cultural da masculinidade, onde a força é tudo, enquanto as emoções são uma fraqueza; sexo e brutalidade são padrões pelos quais os homens são avaliados, enquanto traços supostamente "femininos" - que podem variar de vulnerabilidade emocional a simplesmente não serem hipersexuais - são os meios pelos quais seu status como "homem" pode ser removido. Alguns do efeitos da masculinidade tóxica estão a supressão de sentimentos, encorajamento da violência, falta de incentivo em procurar ajuda, perpetuação da cultura do estupro, homofobia, misoginia, racismo e machismo.