| Massimo Canevacci | |
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| Nascimento | 1942 Roma |
| Cidadania | Itália |
| Ocupação | escritor, antropólogo |
Massimo Canevacci (Roma, 12 de agosto de 1942) é um antropólogo, etnógrafo e escritor italiano.
Doutor em Letras e Filosofia, é um notório teórico da contemporaneidade e da cidade, e é reconhecido por sua ousadia em romper com métodos clássicos da história intelectual, é um antropólogo que expõe e explica a metrópole contemporânea, a influência das mídias digitais, vendo o processo cultural atual não como puramente alienante, mas sim, a partir da possibilidade de interação, participação e de criação de um novo tipo de sujeito, plural e ativo.
Canevacci possui uma láurea em filosofia sobre[necessário esclarecer] a Escola de Frankfurt. Por isso, como outros intelectuais formados em humanas na Europa, tem conhecimento das línguas e obras clássicas em literatura e em filosofia. Desde 2010 é regularmente convidado como professor visitante por inúmeras universidades brasileiras (UFSC - Florianópolis, UERJ - Rio de Janeiro, e notadamente em São Paulo, ECA - Escola de Comunicação e Artes) onde desenvolve pesquisas de Etnografia Urbana: Fetichismos Visuais, Metrópoles Comunicacionais, Movimentos Juvenis, Sincretismos Culturais, Culturas Indígenas, Aldeia e Metrópoles. Já foi convidado também em diversas universidades europeias, bem como em Tóquio (Japão) e em Nanquim (China).
É professor de antropologia cultural na Facoltà di Scienze della Comunicazione dell’Università degli Studi di Roma “La Sapienza” (Itália) e integra o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. De 2001 a 2006 dirige a revista italiana especializada em temas ligados à antropologia, comunicação e artes visuais «Avatar». Em 1995 recebe o titulo de Comendador da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, pelas mãos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua pesquisa em São Paulo intitulada "A Cidade Polifônica". Nesse premiado ensaio sobre a antropologia da comunicação urbana ele fala sobre o perder-se urbano, a partir de sua própria experiência quando da primeira vez que esteve em São Paulo em 1984. A experiência de perder-se, nas palavras do antropólogo, é vertiginosa nessa metrópole.
Nascido em Roma em 12 de agosto de 1942, Massimo Canevacci mora atualmente[quando?] em São Paulo e é casado com a artista Sheila Ribeiro. Antropólogo italiano conhecido por seus trabalhos e estudos sobre metrópoles, cidades polifônicas e sincretismos, interessou-se ainda pela antropologia da família, organizou textos e uma introdução que reconstitui a pluralidade das relações de parentesco nas sociedades ocidentais, orientais e nativas (ou "selvagens" no sentido de Lévi-Strauss); antropologia do cinema, onde trabalha a questão do sagrado tendo como objeto a questão imagética; antropologia do indivíduo, como em “São Paulo, a Cidade Polifônica”, por encontrar nessa metrópole diversas lógicas e uma recepção ao híbrido, ao sincrético, ao héteros (as diversas alteridades no interno de cada um). Seus trabalhos se voltaram também para os movimentos dos jovens, movimentos "alternativos", maio de 1968 e 1978 sobretudo sua importância na Itália. Foi nomeado pela Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a maior honraria concedida à estrangeiros, em 1994, por sua pesquisa sobre a a cidade de São Paulo, tornando-se Comendador do Brasil.