| Max | |
|---|---|
| Desenvolvedor | Cycling '74 |
| Lançamento estável | 5.1
/ 22 de novembro de 2009 |
| Sistema operacional | Windows XP, Mac OS X |
| Tipo | Desenvolvimento de Música and multimídia |
| Website | http://cycling74.com/products/maxmspjitter/ |
Max, também conhecido como Max/MSP/Jitter, é uma linguagem de programação visual para música e multimídia, desenvolvida e mantida pela Cycling '74, com sede em San Francisco. Durante seus 15 anos de história, foi usada inicialmente por compositores, produtores, projetistas de software, pesquisadores e artistas na criação de softwares interativos.
É altamente modular, com a maioria das rotinas existentes em forma de bibliotecas compartilhadas. Uma API permite desenvolvimento de novas rotinas (chamadas de objetos externos). Com isso, foi amplamente utilizado como referência por programadores não associados a Cycling '74, na qual distribui através de uma licença comercial e uma extensão não comercial do programa. Por causa de seu esquema extensivo, tanto em funções de código quanto em interface gráfica (que poderia representar simultaneamente a estrutura de um programa e a GUI).
Originalmente escrito por Miller Puckette no Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique (IRCAM), em 1985, como um editor corretor para o Macintosh, para dar aos compositores acesso a sistemas autorais para interatividades musicais. O nome original do programa era The Patcher, essa primeira versão tinha uma interface gráfica para criar músicas computacionais interativas. Durante essa fase de desenvolvimento, Max não conseguia realizar sua própria síntese de som em tempo real no software, em vez disso, o programa mandava mensagens de controle para sintetizadores externos de hardware e samplers usando MIDI ou protocolos parecidos. O uso do programa mais antigo e amplamente reconhecido em composição foi para a peça de computador chamada de Pluton (escrito por Philippe Manoury em 1988), sincronizando o computador ao piano e controlando uma Sogitec 4X, na qual executava o processamento de áudio.
Em 1989, a IRCAM desenvolveu o Max/FTS ("Faster Than Sound"), uma versão do Max para o IRCAM Signal Processing Workstation (ISPW) para o NeXT. Também conhecido como "Audio Max", provaria um precursor das extensões de áudio MSP do Max, adicionando a habilidade de se criar sínteses em tempo real usando uma placa DSP interna. Em 1989, a IRCAM trabalhou junto de Joel Chadabe e Ben Austin da Intelligent Computer Music Systems para licenciar o programa para vendas comercias nos Estados Unidos. Com a falência de 1990 da Intelligent Computer Music Systems, tanto o software Max quanto Ben Austin se mudaram para o Opcode Systems, que virou a editora registrada do Max.
Apesar da Opcode lançar a versão comercial intitulada Max em 1990, desenvolvida e estendida por David Zicarelli, o produto estava se tornando inadequado para a Opcode, que estava diretamente voltada para a produção musical comercial. Por isso Zicarelli em 1997 adquiriu os direitos de publicação e abriu uma nova empresa, Cycling '74, para continuar o desenvolvimento comercial. O momento foi sortudo, vendo que a Opcode foi adquirida pela Gibson Guitar em 1998 e terminou suas operações em 1999.
O desenvolvimento interno do Max pela IRCAM também estava encerrando; com sua última versão chamada de jMax, um descendente direto do Max/FTS feito em 1998 para a Silicon Graphics (SGI) e mais tarde para sistemas Linux. Essa versão utilizada Java para sua interface gráfica e C para o seu backend em tempo real, eventualmente lançado como software de código aberto.

Enquanto isso, Puckette havia lançado independentemente uma ferramenta de composição de código aberto totalmente redesenhada intitulada Pure Data em 1996, apesar de certas diferenças das versão da IRCAM, o programa continuava na mesma tradição. O primeiro lançamento do Max pela Cycling '74, em 1997, foi derivado parcialmente do trabalho de Puckette com o Pure Data. Intitulado Max/MSP ("Max Signal Processing", ou as inicias Miller Smith Puckette), se mantém a mais notável das várias extensões e incarnações do Max: tornou o programa capaz de manipular sinais de áudio digital em tempo real sem utilizar hardware DSP especializado. Compositores agora poderiam criar seus próprios sintetizadores complexos e processadores de efeitos usando apenas um computador de uso geral como o Macintosh PowerBook G3.
Em 1999, a Netochka Nezvanova coletivamente lançou o NATO.0+55+3d, um conjunto de componentes externos que adicionou amplo controle de vídeo em tempo real ao Max.

Apesar do NATO.0+55+3d tornar-se cada vez mais popular entre artistas multimídia, seu desenvolvimento foi abruptamente terminado em 2001. SoftVNS, outro conjunto de extensões para processamento visual no Max, foi lançado em 2002 pelo artista canadense David Rokeby. Cycling '74 lançou seu próprio conjunto de extensões de vídeo, Jitter, junto do Max 4 em 2003, adicionando vídeo em tempo real, gráficos OpenGL, e capacidades de processamento de matriz. Max 4 também foi a primeira versão que rodava no Windows. Max 5, lançado em 2008, redesignou a GUI de "patching" pela primeira vez na história comercial do Max.
Em 2011, Max 6 adicionou um novo motor de áudio compatível com sistemas operacionais 64-bit, integração com o programa de sequenciamento do Ableton Live, e uma extensão intitulada Gen, que consegue compilar patches otimizadas do Max para uma performance melhor. Max 7 foi lançado em 2014 e focava em melhoramentos na renderização 3D.
No dia 6 de junho de 2017, Ableton anunciou sua compra da Cycling '74, com o Max continuando a ser publicado pela Cycling '74 e David Zicarelli se mantendo na empresa.
No dia 25 de setembro de 2018, Max 8 foi lançado. Algumas das funcionalidades novas incluíam MC, um jeito novo de trabalhar com múltiplos canais, suporte de JavaScript com o Node para o Max, e Vizzie 2.
No dia 29 de outubro de 2024, Max 9, a versão principal mais recente do programa, foi lançada.