Max Ophüls

Max Ophüls
NascimentoMax Oppenheimer
6 de maio de 1902
Sankt Johann
Morte26 de março de 1957 (54 anos)
Hamburgo
SepultamentoCrematório-columbário de Père-Lachaise, Grave of Ophüls
CidadaniaFrança, Alemanha
CônjugeHilde Wall
Filho(a)(s)Marcel Ophüls
Ocupaçãodiretor de cinema, roteirista, ator de teatro, encenador, realizador, ator, escritor
Causa da morteCardite reumática

Max Ophüls, nascido Maximillian Oppenheimer (Saarbrücken, 6 de maio de 1902 — Hamburgo, 26 de março de 1957) foi um cineasta alemão que dirigiu cerca de 30 filmes.

Carreira

Inicialmente com a intenção de seguir carreira como ator, ele começou como ator de teatro em 1919 e atuou no Teatro de Aachen de 1921 a 1923. Depois, trabalhou como diretor de teatro, tornando-se o primeiro diretor do teatro municipal de Dortmund. Ophüls migrou para a produção teatral em 1924. Tornou-se diretor criativo do Burgtheater em Viena em 1926.

Tendo 200 peças em seu currículo, voltou-se para a produção cinematográfica em 1929, quando se tornou diretor de diálogos sob a orientação de Anatole Litvak na UFA em Berlim. Ele trabalhou por toda a Alemanha e, em 1931, dirigiu seu primeiro filme, o curta-metragem de comédia Dann schon lieber Lebertran (literalmente Neste Caso, Em Comparação com Óleo de Fígado de Bacalhau).

De seus primeiros filmes, o mais aclamado é Liebelei (1933), que possui vários dos elementos pelos quais ele ficou conhecido: cenários luxuosos, uma atitude feminista e um duelo entre um homem mais jovem e um homem mais velho.

Exílio e carreira pós-guerra

Prevendo a ascensão nazista, Ophüls, um judeu, fugiu para a França em 1933 após o incêndio do Reichstag e tornou-se cidadão francês em 1938. Após a França cair para a Alemanha, ele viajou pela Suíça e Itália, onde dirigiu Everybody's Woman (1934). Em julho de 1941, antes de partir para os Estados Unidos, ficou em Portugal, em Estoril, na Casa Mar e Sol. Já em Hollywood, apoiado pelo diretor Preston Sturges, fã de longa data, dirigiu vários filmes de destaque.

Seu primeiro filme em Hollywood foi o filme The Exile (1947), de Douglas Fairbanks, Jr. Carta de uma Mulher Desconhecida (1948), de Ophüls, derivada de uma novela de Stefan Zweig, é o filme americano mais respeitado. Caught (1949) e The Reckless Moment (1949) vieram antes de seu retorno à Europa em 1950.

De volta à França, Ophüls dirigiu e colaborou na adaptação de La Ronde (1950), de Arthur Schnitzler, que ganhou o BAFTA de Melhor Filme em 1951, e Lola Montès (1955), estrelado por Martine Carol e Peter Ustinov, além de Le Plaisir e Os Brincos de Madame de... (1953), este último com Danielle Darrieux e Charles Boyer, que encerrou sua carreira.

Filmografia

AnoTítuloTítulo em portuguêsPaísNotas
1931Dann schon lieber LebertranI'd Rather Have Cod Liver OilAlemanha
1931Die verliebte FirmaThe Company's in LoveAlemanhaCurta-metragem
1932Die verkaufte BrautThe Bartered BrideAlemanha
1933LiebeleiAlemanha
1933Une histoire d'amourLove StoryFrança
1933Lachende ErbenLaughing HeirsAlemanha
1933On a volé un hommeMan StolenFrança
1934La Signora Di TuttiEverybody's WomanItália
1935DivineFrança
1936Komedie om geldThe Trouble With MoneyPaíses Baixos
1936Ave MariaFrançaDocumentário / Curta-metragem
1936La tendre ennemieThe Tender EnemyFrança
1936Valse brillante de ChopinFrançaDocumentário / Curta-metragem
1937YoshiwaraFrança
1938WertherFrança
1939Sans lendemainWithout TomorrowFrança
1940L'école des femmesFrança
1940De Mayerling à SarajevoFrom Mayerling to SarajevoFrança
1946VendettaEstados UnidosDemitido antes das filmagens
1947The ExileEstados Unidos
1948Letter from an Unknown WomanEstados Unidos
1949Caught Coração PrisioneiroEstados Unidos
1949The Reckless Moment Na Teia do DestinoEstados Unidos
1950La RondeRoundaboutFrança
1952Le Plaisir O PrazerFrançaIndicado para o Academy Award
1953Madame de...Desejos ProibidosFrança
1955Lola MontèsLola MontésFrançaEastmancolor film
1958Les Amants de MontparnasseThe Lovers of MontparnasseFrançaFaleceu durante as filmagens

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 Max Ophüls (1959), Spiel im Dasein. Uma Rückblende. Mit einem Nachwort von Hilde Ophüls und einer Einführung von Friedrich Luft, sowie achtzehn Abbildungen (autobiografia), Stuttgart: Henry Goverts Verlag (publicado postumamente).
  2. ↑ «NY Times: Le Plaisir». NY Times. Consultado em 21 de dezembro de 2008

Ligações externas

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