| Me, Natalie | |
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Cartaz promocional do filme. | |
| No Brasil | Uma Garota Avançada |
| Em Portugal | Sou Eu, a Natália |
| Estados Unidos 1969 • cor • 111 min | |
| Gênero | comédia dramática |
| Direção | Fred Coe |
| Produção | Stanley Shapiro |
| Roteiro | A. Martin Zweiback |
| História | Stanley Shapiro |
| Elenco | Patty Duke James Farentino Salome Jens Nancy Marchand Elsa Lanchester Martin Balsam |
| Música | Henry Mancini Rod McKuen |
| Cinematografia | Arthur J. Ornitz |
| Direção de arte | George C. Jenkins |
| Figurino | Anna Hill Johnstone |
| Edição | Sheila Bakerman John McSweeney, Jr. |
| Companhias produtoras | Nob Hill Productions Cinema Center Films |
| Distribuição | National General Pictures |
| Lançamento |
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| Idioma | inglês |
| Receita | US$ 1,9 milhão (América do Norte) |
Me, Natalie (bra: Uma Garota Avançada; prt: Sou Eu, a Natália) é um filme estadunidense de 1969 do gênero comédia dramática, dirigido por Fred Coe, estrelado por Patty Duke e James Farentino, e coestrelado por Salome Jens, Nancy Marchand, Elsa Lanchester e Martin Balsam. O roteiro de A. Martin Zweiback foi baseado em uma história de Stanley Shapiro.
A trama retrata a história de uma jovem mulher do Brooklyn que se muda para Greenwich Village e encontra um romance com um aspirante a pintor casado.
A produção marcou a estreia cinematográfica de Al Pacino.
Desde criança, a adolescente do Brooklyn Natalie Miller (Patty Duke) sempre se considerou feia. Apesar do incentivo de Edna (Nancy Marchand), sua mãe, de que ela se tornaria bonita conforme o tempo passasse, Natalie nunca acreditou nisso. Quando Sidney (Philip Sterling), seu pai, suborna Morris (Bob Balaban), um jovem optometrista, para sair com ela, Natalie descobre a artimanha e decide sair de casa. Ela aluga um apartamento da excêntrica Srta. Dennison (Elsa Lanchester) no Greenwich Village e consegue um emprego no "Topless Bottomless Club".
Natalie se atrai por seu vizinho do andar de baixo, David Harris (James Farentino), um arquiteto, que deixou o emprego por três meses para seguir sua paixão pela pintura. Os dois começam um relacionamento amoroso, mas sua felicidade é interrompida quando ela descobre que David é casado com Diane (Dagne Crane), uma bela mulher rica, com quem tem dois filhos. Essa revelação faz Natalie questionar tudo ao seu redor, especialmente seus próprios desejos e sentimentos.
Em outubro de 1967, a Cinema Center Films, uma nova subsidiária de produção de filmes da Columbia Broadcasting System, anunciou que estava planejando fazer vinte e dois filmes com um orçamento combinado estimado de US$ 60 milhões, começando com "With Six You Get Eggroll" (1968), estrelado por Doris Day. Quatro meses depois, a empresa anunciou um investimento de US$ 20,5 milhões em negativos, cópias e publicidade para cinco filmes, incluindo "Me, Natalie", previstos para serem finalizados ou produzidos até julho de 1968.
Howard Morris estava escalado para ser o diretor, mas acabou não tendo nenhum envolvimento com a produção. Fred Coe, que havia anteriormente produzido "O Milagre de Anne Sullivan" (1962), pelo qual Patty Duke ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante, foi escalado para dirigir o filme. James Farentino foi emprestado pela Universal Pictures para contracenar com Duke.
As filmagens começaram em 24 de junho de 1968, com locações em Ocean Parkway, Brighton Beach, Coney Island, Ponte do Brooklyn e Greenwich Village.
Na época, Duke estava no meio de inúmeras crises pessoais, cronicamente deprimida após um aborto espontâneo, finalizando "O Vale das Bonecas" (1968) – filme que ela supostamente odiava – se separando do marido e se reconectando com a mãe depois de anos. Durante uma entrevista, ela disse: "Não durmo há quatro dias. Estou dolorida por ter feito todas as minhas acrobacias no filme, andei em minha própria motocicleta e até pulei no Rio East".
As obras do pintor Nathan Wasserberger foram utilizadas no filme como as pinturas produzidas pelo personagem David Harris.
Vincent Canby, em sua crítica para o The New York Times, chamou o filme de "uma confusão artificial de piadas e sentimentalismo", e acrescentou: "Locais e uma trilha sonora pegajosa de Henry Mancini e Rod McKuen estão entre as coisas que constantemente afetam Me, Natalie. Outra é a aparente indecisão de Coe sobre se o filme é um estudo de personagem ou uma comédia engraçada. Na maioria das vezes, são apenas piadas, entregues de forma abrasiva pela Srta. Duke, que é ainda menos eficaz ao transmitir pathos".
Roger Ebert, para o Chicago Sun-Times, escreveu que o filme é "tão convencional e piegas quanto o requentado Young at Heart ... um filme agradável, muito engraçado às vezes ... Patty Duke, como Natalie, oferece uma performance maravilhosa".
A revista TV Guide considera o filme "um tanto insosso", mas chama Duke de "uma maravilha", e acrescenta: "Se fosse interpretado por uma atriz menos talentosa, os resultados poderiam parecer mais estereotipados, mas Duke é convincente".
| Ano | Cerimônia | Categoria | Indicado | Resultado | Ref. |
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| 1970 | Globo de Ouro | Melhor atriz em comédia ou musical | Patty Duke | Venceu | |
| Grammy | Melhor trilha sonora original escrita para um filme ou especial de televisão | Henry Mancini & Rod McKuen | Indicado | ||
| Writers Guild of America Awards | Melhor roteiro original | A. Martin Zweiback |
A produção está sob licença da CBS Studios. Em 22 de julho de 2016, o filme foi lançado em DVD pela Via Vision Entertainment. Em 5 de maio de 2020, foi lançado em Blu-ray pela Kino Lorber.