Uma litografia colorida de 1831, de Robert Seymour, retrata a cólera como uma criatura esquelética vestida com uma túnica, da qual emana uma nuvem negra mortal.
A teoria miasmática (também chamada de "teoria miasmática das doenças") é uma teoria médica abandonada que sustentava que doenças — como cólera, clamídia ou peste — eram causadas por um miasma (μίασμα, palavra do grego antigo que significa "poluição"), uma forma nociva de "ar ruim", também conhecida como "ar noturno". A teoria afirmava que as epidemias eram causadas por miasmas emanados de matéria orgânica em decomposição. Embora a teoria do miasma seja normalmente associada à propagação de doenças contagiosas, alguns acadêmicos do início do século XIX sugeriram que ela também se estendia a outras condições; por exemplo, acreditava-se que alguém poderia se tornar obeso ao inalar o odor dos alimentos.
A teoria do miasma foi defendida por Hipócrates no século V a.C. e foi aceita desde a Antiguidade na Europa e na China. A teoria acabou sendo abandonada por cientistas e médicos após 1880, sendo substituída pela teoria dos germes das doenças; germes específicos, e não miasmas, causavam doenças específicas. No entanto, crenças culturais sobre a necessidade de eliminar odores fizeram da limpeza de resíduos uma alta prioridade para as cidades. Isso também incentivou a construção de hospitais, escolas e outros edifícios com boa ventilação.
↑John M. Last, ed. (2007). «A Dictionary of Public Health». miasma theory. Westminster College, Pennsylvania: Oxford University Press. ISBN978-0-19-516090-1
↑Nash, Linda (2006). Inescapable Ecologies: A History of Environment, Disease, and Knowledge. [S.l.]: University of California Press. ISBN978-0-520-24887-8[faltapágina]
↑Hoy, Suellen (1995). Chasing Dirt: The American Pursuit of Cleanliness. [S.l.]: Oxford University Press. pp.104–113. ISBN978-0-19-511128-6