Michael Heizer

Michael Heizer
Nascimento4 de novembro de 1944 (81 anos)
Berkeley
CidadaniaEstados Unidos
Progenitores
  • Robert Fleming Heizer
Alma mater
Ocupaçãopintor, land artist, escultor, desenhista, gravador, artista gráfico
Distinções
Obras destacadasDouble Negative, Levitated Mass, City (obra de arte)
Movimento estéticoland art

Michael Heizer (nascido em 4 de Novembro de 1944, em Berkeley, Califórnia) é um escultor e artista visual norte-americano. Criador de obras de arte de renome, está associado à chamada Land Art.

Vida e Obra

Heizer estudou no Instituto de Arte de São Francisco de 1963 a 1964, e mudou-se para Nova Iorque em 1966. Começou por ser pintor. Os primeiros trabalhos de Heizer foram telas com padrões geométricos pintadas com látex PVA, em 1966. As pinturas que se seguiriam, caracterizadas por telas de formato não tradicional, demonstram a exploração inicial de Heizer de formas positivas e negativas; tais harmonias de presença e ausência, matéria e espaço, são essenciais para sua arte. A partir do inverno de 1967/68, Heizer realizou os seus primeiros projectos de Land Art, principalmente nos desertos do Nevada, Arizona e Califórnia. Desde cerca de 1970 que se dedica ao complexo de esculturas City, no Nevada e à criação de esculturas em madeira e pedra, produzindo obras monocromáticas e abstractas.

A sua abordagem radical é particularmente evidente na sua obra de 1969, Double Negative, em que, utilizando tractores e dinamite, criou dois cortes lineares precisos, com nove metros de largura e 15 metros de profundidade, totalizando mais de 450 metros de comprimento, na orla erodida da desértica Mormon Mesa, perto de Las Vegas. Cerca de 240.000 toneladas de rocha tiveram de ser movidas para criar esta obra de arte, uma escultura experimental "negativa" ,que não deveria ser vista de fora, mas sim acedida e experienciada como um espaço meditativo.

Heizer afirmou que nâo tinha qualquer intenção de se alinhar com o movimento ambientalista que emergiu posteriormente. "Trata-se de arte, não de paisagem", enfatizou, resistindo assim às tentativas de interpretar a Land Art como arte paisagística ecológica.

Desde 2009, Heizer é membro da Academia Americana de Artes e Ciências e, desde 2021, da Academia Americana de Artes e Letras.

Referências