| Microleve | |
|---|---|
Corsário Mk.5, anfíbio fabricado pela Microleve | |
| Atividade | Construção aeronáutica |
| Fundação | 1982 |
| Sede | Rio de Janeiro, Brasil |
| Produtos | Ultraleves e aviões anfíbios |
| Serviços | Manutenção de aeronaves |
| Website | Site oficial arquivado |
Microleve é uma empresa brasileira de construção aeronáutica, fundada em 1982 no Rio de Janeiro, que desenvolveu e fabricou ultraleves para voo desportivo e de lazer. Sua produção começou com um modelo norte-americano construído sob licença e passou a abranger projetos próprios, entre eles o Corsário, um avião anfíbio capaz de operar na água e em pistas terrestres.
A empresa exportou aeronaves de seus próprios projetos para países da América, da Europa e da Ásia e também comercializou modelos italianos no Brasil. No início dos anos 2000, sua produção acumulada ultrapassava 1.400 aeronaves, com mais de cem anfíbios exportados.
A Microleve foi fundada por um grupo de pilotos e empresários em 1982, quando o voo em ultraleves começava a difundir-se no Brasil. A empresa importou conjuntos de montagem da fabricante norte-americana Eipper e produziu sob licença o Quicksilver MX. Nos primeiros modelos, a estrutura tubular ficava exposta e as asas eram revestidas de tecido.
Em 1986, a empresa desenvolveu o ML-200 a partir do aperfeiçoamento do Quicksilver MX. No mesmo ano, lançou o ML-300, com dois assentos lado a lado, destinado ao voo desportivo, ao patrulhamento de propriedades rurais e à pulverização agrícola. O Corsário foi apresentado em 1988 com fuselagem de fibra de vidro e trem de pouso retrátil, que permitia pousar na água ou em terra.
O Corsário Mk.II, lançado em 1990, recebeu um casco redesenhado. Naquele ano, a Microleve também lançou o ML-400, um ultraleve de dois lugares com cabine carenada. Em 2000, realizou testes em solo, na água e em voo com o Corsário Mk.5, equipado com motor Rotax de cem cavalos. As primeiras unidades dessa versão foram exportadas para a Coreia do Sul.
No início dos anos 2000, a Microleve já havia produzido mais de 1.400 aeronaves. Seus anfíbios foram vendidos para os Estados Unidos, a França, a Itália, a Grécia, Portugal, a Tailândia, a Coreia do Sul, o Peru, o Paraguai e a Argentina, com mais de cem unidades exportadas. Em 2012, a empresa fabricava e fazia manutenção de ultraleves em instalações no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
O Corsário Mk.5 foi oferecido em conjuntos de montagem, com dois lugares lado a lado, comandos para os dois ocupantes e um motor instalado acima do casco. O trem de pouso triciclo era recolhido para as operações na água.
| Modelo | Características |
|---|---|
| Quicksilver MX | Modelo norte-americano produzido sob licença no início das atividades da empresa. |
| ML-200 | Projeto desenvolvido em 1986 a partir do Quicksilver MX, com estrutura aberta e carenagem parcial no posto de pilotagem. |
| ML-300 | Ultraleve de dois lugares lado a lado, lançado em 1986 para voo desportivo e usos rurais. |
| ML-400 | Ultraleve de dois lugares com cabine carenada, lançado em 1990. |
| ML-450 | Ultraleve terrestre, oferecido com motores Rotax 503 ou 582 e portas opcionais. |
| ML-500 | Ultraleve de cabine aberta e dois lugares lado a lado, com trem de pouso triciclo e revestimento das asas e da cauda em tecido. A carenagem da cabine era feita de fibra de vidro. |
| Corsário | Família de anfíbios iniciada em 1988, com versões posteriores como Mk.II e Mk.5, fuselagem em forma de casco e trem de pouso retrátil. |
A empresa também representou a fabricante italiana Tecnam no Brasil e comercializou os modelos P92 Echo, P96 Golf e Echo 2000RG. Esses aviões integravam seu catálogo ao lado dos projetos próprios.
Em 1988, a Microleve desenvolvia um conjunto de pulverização agrícola para seus ultraleves, com reservatório de 70 litros e duas barras de três metros, dotadas de doze bicos aspersores. O equipamento podia ser retirado após a aplicação para que o avião fosse usado em outros trabalhos. Em 1989, a empresa comercializava ultraleves rurais com conjuntos de pulverização.
Ultraleves da Microleve foram empregados em pesquisas sobre o jacaré-do-pantanal, no Pantanal, para detectar por rádio a posição de animais equipados com transmissores, inclusive em áreas remotas, com vegetação densa ou alagadas.