Mirna Spritzer

Mirna Spritzer (Porto Alegre, 3 de abril de 1957) é uma atriz brasileira, que construiu sua carreira no teatro, cinema e televisão do Rio Grande do Sul .

Formada em Artes Cênicas (1982) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado (1999) e doutorado (2005) em Educação pela mesma universidade, onde é professora do Departamento de Arte Dramática desde 1993 .

Biografia

Estreou no teatro em 1977, quando ainda era estudante de arquitetura e se juntou ao Grêmio Dramático Açores, grupo experimental ligado ao Teatro de Arena para a montagem de "Um edifício chamado 200", de Paulo Pontes. Em seguida, começou a cursar Arte Dramática, vindo a abandonar a arquitetura dois anos mais tarde. Na Universidade, montou com alguns colegas o grupo amador Teatro da Terra, e em 1979 juntou-se ao recém-criado grupo Teatro Vivo, da professora, diretora e atriz Irene Brietzke.

Já o primeiro espetáculo do Teatro Vivo, "Frankie, Frankie, Frankenstein", uma adaptação do clássico de Mary Shelley, foi selecionado pelo Serviço Nacional de Teatro para o Projeto Mambembão, apresentando-se no Rio e São Paulo e recebendo bom público e boas críticas. A partir daí, o grupo desenvolveu uma série de trabalhos baseados ou influenciados por Brecht, incluindo textos de autores nacionais como Oswald de Andrade e Naum Alves de Souza.

Já totalmente dedicada ao teatro, em 1986, Mirna assumiu como professora no Curso de Arte Dramática da UFRGS, após vários anos de experiência lecionando teatro para alunos do segundo grau de Porto Alegre, tanto no Colégio Israelita quanto no 'Colégio Americano'. Em 1988, por sua interpretação de Leocádia Begbick em "Mahagonny", de Brecht, foi considerada a melhor atriz do ano pelas duas principais premiações do estado: o Troféu Quero-quero do SATED e o Prêmio Açorianos da Secretaria Estadual de Cultura.

Desde 1991, Mirna tem também atuação destacada no processo de renovação do gênero radionovela no Rio Grande do Sul, participando na adaptação e interpretação de diversas peças, a princípio para o Instituto Goethe local, depois para o Núcleo de Peças Radiofônicas de Porto Alegre que ela ajudou a criar a partir de seu trabalho de pesquisa na UFRGS, e finalmente no programa semanal "Radioteatro", que ela dirigiu e apresentou durante 10 anos (1998-2007) na FM Cultura.

Em 2008 protagonizou a série "Fantasias de uma Dona de Casa", exibida na RBS TV e no Canal Brasil, e reprisada pela RBS em 2013 . Em 2012 contracenou com Fernanda Montenegro no especial de fim de ano "Doce de Mãe" da TV Globo, piloto da série mais tarde premiada com o Emmy Internacional . Em 2015 ganhou o Prêmio Braskem de Melhor Atriz por sua atuação em "Língua mãe, Mameloschn", da dramaturga alemã Marianna Salzmann .

Trabalhos em teatro

Trabalhos no cinema e televisão

Obras publicadas

Referências

  1. ↑ «Página pessoal de Mirna Spriter». Consultado em 26 de abril de 2012
  2. ↑ «Entrevista para a revista Arte & Conhecimento». Consultado em 3 de setembro de 2011. Arquivado do original em 3 de março de 2016
  3. ↑ «Currículo Lates de Mirna Spritzer no sítio da UFRGS». Consultado em 3 de setembro de 2011. Arquivado do original em 5 de março de 2016
  4. ↑ «Principais dados biográficos retirados da Enciclopédia Itaú Cultural». Consultado em 3 de setembro de 2011
  5. ↑ «Página pessoal de Mirna Spritzer». Consultado em 14 de fevereiro de 2012
  6. ↑ «Matéria no Globo.com sobre a reprise de "Fantasias de uma dona de casa"». Consultado em 5 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 20 de setembro de 2016
  7. ↑ «Matéria do ClicRBS sobre a estreia do especial "doce de mãe"». Consultado em 5 de janeiro de 2016
  8. ↑ «Matéria no jornal O Sul sobre o Prêmio Braskem 2015». Consultado em 5 de janeiro de 2016
  9. ↑ «Mirna Spritzer no IMDb». Consultado em 3 de setembro de 2011
  10. ↑ «"O corpo tornado voz" (texto completo em PDF)» (PDF). Consultado em 14 de fevereiro de 2012
  11. ↑ «"A formação do ator" no sítio do Instituto Arte na Escola». Consultado em 3 de setembro de 2011. Arquivado do original em 16 de fevereiro de 2007