
Mitomania, também conhecida como mentira patológica ou pseudologia fantástica, é um comportamento crônico caracterizado pela tendência habitual ou compulsiva de mentir. Envolve um padrão generalizado de fazer declarações falsas intencionalmente com o objetivo de enganar outras pessoas, às vezes sem uma razão clara ou aparente, ou mesmo se a verdade for benéfica para o mentiroso. Indivíduos mitomaníacos muitas vezes afirmam não ter consciência das motivações por trás de suas mentiras.
Na psicologia e na psiquiatria, há um debate contínuo sobre se a mentira patológica deve ser classificada como um transtorno distinto ou vista como um sintoma de outras condições subjacentes. A falta de uma descrição amplamente aceita ou de critérios diagnósticos para a mitomania contribuiu para a controvérsia em torno de sua definição. No entanto, têm sido feitos esforços para estabelecer critérios diagnósticos baseados em dados de investigação e avaliação, alinhados com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Várias teorias foram propostas para explicar as causas da mentira patológica, incluindo o estresse, uma tentativa de mudar o lócus de controle para um interno e questões relacionadas à baixa autoestima. Alguns pesquisadores sugeriram um modelo de desenvolvimento biopsicossocial para explicar esse conceito. Embora as teorias tenham explorado as causas potenciais, os fatores precisos que contribuem para a mentira patológica ainda não foram determinados.
O fenômeno foi descrito pela primeira vez na literatura especializada em 1890 por G. Stanley Hall e em 1891 por Anton Delbrück.
Os principais sintomas são:
O tratamento mais eficiente é a associação do tratamento psiquiátrico para tratar sintomas depressivos e ansiosos com um acompanhamento psicoterapêutico que vise a reflexão sobre os próprios comportamentos, o desenvolvimento de mais autocontrole, o aumento da autoestima e permita um treinamento do comportamento de dizer a verdade. Sem confiança, geralmente os relacionamentos sociais são muito prejudicados e o maior desafio da terapia é formar uma relação de confiança, conforto e intimidade com o mitomaníaco.