Na monarquia sob uma égide tradicional o rei reina e governa, mas tem o seu poder limitado pelas assembleias — nomeadamente as cortes, as agremiações profissionais e o municipalismo — constituídas pelos representantes dos corpos intermediários, dos grupos naturais componentes da Comunidade, às quais cabe a administração dos negócios do Estado.
Costuma ser chamada também de monarquia temperada (aquela em que a autoridade do monarca é limitada de outro ou outros poderes), tida por São Tomás de Aquino como a melhor dentre as formas de governo. Por sua preocupação em que a sociedade se veja representada é igualmente denominada monarquia representativa, ao mesmo tempo que é monarquia hereditária.
O movimento teve grande força no Brasil entre 1920 e 1930, com a Ação Imperial Patrianovista, que acreditava em uma “democracia orgânica” ou “império orgânico”. Acreditavam num estado confessional católico e eram liderados por Arlindo Veiga dos Santos, fundador da ação. O movimento sempre esteve ligado a Pedro Henrique de Orléans e Bragança, chefe da Casa Imperial brasileira na época. Atualmente, o patrianovismo é representado pela Ação Orleanista.
Além de ser uma linhagem monárquica, também é um movimento político, a partir de quando Isabel rompe com a Igreja Católica e instaura uma Monarquia constitucional, derrubando a monarquia tradicional espanhola. Os carlistas defendem então a restauração da monarquia tradicional com os Fueros (corporações de ofício regionais espanholas), uma reaproximação com a Igreja Católica e a volta da linhagem carlista com Sixto Henrique de Bourbon-Parma como monarca.
Os carlistas tiveram uma participação na Guerra Civil Espanhola do lado dos Nacionalistas e onde surgiu os Requetés, a milícia carlista. Após a guerra civil, os carlistas apoiaram Francisco Franco no início, mas, após algumas medidas consideradas liberais pelos carlistas, se viraram contra o regime, ainda mais quando Franco rejeita a proposta carlista de Xavier, Duque de Parma ser o monarca espanhol, trocando-o por Juan Carlos.
Manifestação comemorativa à Santa Joana d'Arc, em 10 de maio de 2015, realizada pela Action Française.
A Ação Francesa nasce no fim do século XIX após o Caso Dreyfus, do qual um de seus fundadores, Charles Maurras, foi um dos principais envolvidos. O movimento além de defender a restauração da monarquia tradicional, defende, como os carlistas, a linhagem orleanista ao trono francês. A AF atualmente ganha mais apoio popular e frequentemente faz ações de rua, como colagem de cartazes nas ruas, manifestações em datas comemorativas e em homenagem a Luís XVI.
↑De Tocqueville, Alexis. Two Letters to Alexis Stoffels, January 4, 1856. [S.l.]: Liberty Fund. Auxiliados pelo Direito Romano e por seus intérpretes, os reis dos séculos XIV e XV conseguiram fundar a monarquia absoluta sobre as ruínas das instituições livres da Idade Média. Apenas os ingleses rejeitaram adotá-lo, e apenas eles preservaram sua independência.
↑Penna, Meira (1988). O Dinossauro(PDF). São Paulo: T. A. Queiroz. p.326
↑De acordo com Santo Tomás de Aquino, que, em Do governo dos príncipes, tendo em vista tal tipo de Monarquia, a denominada monarquia temperada, afirma ser a monarquia, isto é, o governo justo de um só, a melhor das formas de governo, ressaltando que “as províncias e cidades governadas por um só rei, gozam de paz, florescem na justiça e alegram-se com a opulência”. Ainda na referida obra, pondera o Aquinense que a monarquia, ainda quando decaída, é a melhor das formas de governo e que o governo de um só se corrompe menos facilmente em tirania do que o governo de muitos. - A Monarquia Tradicional, por Victor Emanuel Vilela Barbuy, em Cristianismo, Patriotismo e Nacionalismo, 16 de Maio de 2010
↑"O regime tradicional por excelência, representa o repúdio ao nefasto domínio das ideologias e a plena aceitação da Ordem Natural na Sociedade e em sua evolução" - Yves de la Brière. Quels sont nos devirs envers la cité?. Paris: Editions Flammarion, 1930, p. 150.
↑Rémond, René (2006). «Action française». In: Lawrence D. Kritzman. The Columbia History of Twentieth-Century French Thought (em inglês). Nova Iorque: Columbia University Press. p.8. ISBN978-0-231-10790-7
↑Stéphane Piolenc (2011). «Pour un compromis... royaliste!» (em francês). L'Action française 2000. p.13