| População total | |
|---|---|
| Desconhecida no século XVII | |
| Regiões com população significativa | |
| Virgínia Ocidental | Vale do Kanawha |
| Línguas | |
| Moneton, da família siuana | |
Os Moneton, também chamados Monyton, foram um povo indígena que vivia na região dos rios Kanawha e New, no território do atual estado norte-americano da Virgínia Ocidental. Em 1674, receberam o explorador Gabriel Arthur numa povoação junto do Kanawha. Falavam uma língua da família siuana, da qual se conhece muito pouco.
Depois de 1674, os Moneton deixaram de ser mencionados como povo independente, e a possibilidade de se terem integrado noutras comunidades indígenas permanece em aberto.
O nome Moneton, "povo da grande água", junta mony, "água", e ton, "grande", duas formas anotadas na carta de Abraham Wood sobre a viagem de Gabriel Arthur, em 1674.

Os Moneton habitavam o sul da Virgínia Ocidental, provavelmente junto do curso inferior do Kanawha. A povoação visitada por Arthur terá ficado nas proximidades de Marmet, a sudeste de Charleston. O número de habitantes não é conhecido, embora o relato da viagem se refira a "uma grande povoação".
Otis K. Rice e Stephen W. Brown admitiram que essa povoação pertencesse à cultura Fort Ancient e que os seus habitantes fossem parentes dos shawnees, um povo de língua algonquina. A correspondência entre os vestígios materiais e os povos nomeados pelos exploradores permanece incerta. Fort Ancient reúne populações que viveram no vale do rio Ohio desde cerca do ano 1000 até à segunda metade do século XVII e que partilhavam formas de fabricar cerâmica, de cultivar e de construir aldeias. Essas semelhanças não significam que todas falassem a mesma língua.
John R. Swanton situou a primeira menção aos Moneton na expedição de Thomas Batte, em 1671. A identificação com os Mohetan mencionados nessa viagem é incerta. Os nomes Mohetan e Tomahitan têm sido aplicados a um grupo aliado dos Moneton, embora não seja certo que se tratasse de povos distintos.
Em 1673, o comerciante Abraham Wood enviou James Needham e Gabriel Arthur para o interior, a partir de Fort Henry, no local da cidade de Petersburg, na Virgínia. A viagem procurava caminhos através dos Apalaches e contactos comerciais com os povos indígenas, num período de expansão do comércio de peles. Wood permaneceu na Virgínia e escreveu a narrativa da expedição numa carta de 22 de agosto de 1674, depois do regresso de Arthur.
Durante a estadia entre os Tomahitan, Arthur acompanhou um dos seus chefes numa visita aos Moneton. O grupo, com sessenta homens, viajou dez dias para norte até chegar à povoação junto do rio. Os Moneton receberam os visitantes como amigos, e Arthur permaneceu com eles antes de prosseguir a viagem.
A referência de 1674 é a última notícia conhecida dos Moneton como povo independente. Swanton propôs que se tivessem juntado a povos siuanos do Piedmont da Virgínia. Não há provas de que tenham passado a integrar os Tutelo, uma das comunidades com que foram comparados.
O historiador Isaac J. Emrick propôs que parte dos Moneton se tivesse integrado nos shawnees no final do século XVII. Na sua interpretação, as doenças introduzidas após o contacto com os europeus, os ataques dos iroqueses e o comércio de indígenas escravizados levaram à dispersão das comunidades do vale do Ohio.
Da língua moneton conhecem-se apenas os elementos mony e ton, conservados na carta de 1674. As semelhanças com palavras do tutelo, do ofo e do biloxi permitem incluí-la entre as línguas siuanas. O material disponível é demasiado reduzido para determinar com precisão a sua posição dentro desta família linguística.
Swanton propôs relações mais próximas com os Manahoac e os Monacan, e admitiu uma relação com os Ofo. Emrick propôs que a língua fosse algonquina na dissertação de 2005, ao aproximar os Moneton dos shawnees. Na tese de doutoramento de 2015, enquadrou os habitantes do vale do Kanawha-New entre os povos de língua siuana.